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curiosidade do além

Dá pra ser ecológico depois de morto? Quando alguém "bate as botas", polui o meio ambiente de qualquer jeito, mas sempre dá pra reduzir alguns impactos
07/05/2009 Manoella Oliveira
menos aA mais

Este papo pode parecer estranho, já que você é supernovo para pensar nessas coisas agora. Mas falar desse tema, aqui, vale também como curiosidade. Afinal, a maior certeza da vida é a morte, não é mesmo? E é legal a gente saber como reduzir nossos impactos em qualquer momento de nossas vidas.

A partir do nascimento – antes, até! Na barriga da mãe também! - as pessoas causam impactos no meio ambiente, não tem jeito! O consumo começa logo – com mamadeiras, chupetas, fraldas que, muitas vezes, são descartáveis... – e o estrago na natureza pode ser grande.

Durante a vida, as pessoas inventam milhares de formas de poluir que vão desde usar sacolas plásticas para carregar as compras do supermercado até jogar lixo no chão. Um horror! Mas nem quando morrem, param de prejudicar o meio ambiente.

Os rituais que acompanham a morte e tudo que ela representa exigem muitos cuidados, mas a tristeza dos familiares e amigos impede que eles se lembrem desses detalhes, claro! Por isso, é melhor deixar todas as suas vontades pós-morte bem anotadinhas.

Quem é engajado, ou seja, preocupado com as questões ambientais, deve se informar sobre a forma como seu corpo deve ser tratado depois que se for - quer ser enterrado ou cremado? – porque cada opção tem um impacto diferente.

Se a escolha for o enterro, há diversas providências que ficam a cargo do cemitério e nada melhor do que escolher um lugar que siga critérios sustentáveis, ou seja, de não-agressão ao verde. Quer ver só?

Por exemplo: você sabia que os mortos não podem ser enterrados a qualquer profundidade? Eles devem ficar longe do lençol freático, numa distância de, no mínimo, dois metros, e é melhor que o solo não seja poroso. Caso contrário, os resíduos da decomposição do corpo podem escorrer e contaminar a água que será distribuída e usada para beber, tomar banho e várias outras coisas. Já pensou?

Esse líquido que é resultado da decomposição do corpo chama-se chorume – você já deve ter notado a presença de um caldinho em alguns sacos de lixo com restos de alimentos. No caso dos corpos humanos, essa mistura é ainda mais tóxica e ganha um nome ainda mais “feio”: necrochorume, porque é o resultado de água, sais minerais e substâncias como a putrescina. E mais: cada cadáver de adulto pode produzir entre 30 e 40 litros desse líquido.

Então, neste caso, cremar é a melhor solução, certo? Depende. Parece óbvio que, quando uma pessoa é queimada, ela se transforma em apenas um ou dois quilos de cinza e isso parece ser bem mais vantajoso do que liberar dezenas de litros de necrochorume. Mas não é bem assim.

Quando alguém é cremado, joga várias substâncias na atmosfera: água, gás carbônico e muitos resíduos tóxicos. Se a cremação for feito do jeito correto, estes resíduos são retidos em um filtro, mas do contrário...

Então, se você preferir ser enterrado, uma boa dica é dispensar os túmulos de concreto e optar por marcar o seu cantinho com uma árvore bem bonita e uma plaquinha. Caixões de materiais biodegradáveis ou madeira certificada, assim como o uso de roupas leves – ou roupa nenhuma!! – também podem ser uma boa saída para minimizar os impactos ambientais da morte.

Depois de tanta informação, que conselho você daria para a despedida definitiva de alguém que você conhece: ser enterrado? Ou cremado?

Leia mais:

Qual o jeito mais ecológico de morrer?
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Comentários:
18/08/2009 às 15:09
Paola C. - diz:

É bem interessante essa ideia,mas infelizmente não tem esse recurso em todas as cidades e regiões e outro obstaculo e que custa mais caro.

16/06/2009 às 11:00

Todos os cemitérios modernos já se adequaram a resolução do CONAMA, e não poluem lençóis fereaticos, pois o necrochorumem não entra em contato com o solo. Isso é papo dos crematórios, que para cremar um corpo tem de queimar toneladas de propano, o que emite muito monóxido de carbono. O mais ecológico são os cemitérios que se enquadram as normas ambientais e emitem muito pouco carbono, e não contaminam o solo.

09/05/2009 às 17:06

é a ideia mais logica levaria o pais e a igreja a repensar seus conseitos ,em ultimo plano quando o paneta estiver no limite, provalvelmente as pessoas com medo de ficar no escuro e sem agua possam pensar no lixo e nos mortos como fonte de energia seria agua limpa ar puro fatima cretcheu

09/05/2009 às 16:59

Caixões de papel reciclado evitam a derrubada de árvoresExistem milhares de maneiras de preservar o ambiente. Mesmo depois de morto. Uma delas é enterrar o falecido num caixão da marca inglesa Ecopod, feito inteiramente de papelão reciclado, e não de madeira com lâminas de metal, como a maioria. Isso evita derrubada de árvores e poluição do solo. O formato é sugestivo: o de uma semente, afirma o site Cool Hunting.Um outro projeto, do governo da região de Manchester, no noroeste da Inglaterra, também pretende fazer da morte um processo mais ecológico. O calor gerado pela queima de corpos no crematório da cidade de Dukinfield será aproveitado para ativar o aquecedor central e o sistema de iluminação da capela do próprio crematório. Dessa maneira as autoridades pretendem também diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

09/05/2009 às 16:47

Esse cemiterio ecologico em curitibaConstruído há sete anos, o Cemitério Parque São Pedro, localizado no bairro Umbará, em Curitiba, capital ecológica do país, foi totalmente projetado de acordo com as normas ambientais.É o único no Brasil que possui poços de monitoramento e uma malha de drenagem superficial e profunda que abrange os seus 120 mil m2 de área. Este sistema de drenagem, proposto por um estudo de impacto ambiental (RAP) conduz a água dos jazigos "necro-chorume" para o filtro biológico, impedindo com isso, a contaminação do lençol freático e dos rios da região. Por essas características ele é reconhecido como "o primeiro cemitério ecológico do país".O Cemitério Parque São Pedro é o único do mundo a receber a certificação ISO 14001, que estabelece diretrizes para uma gestão empresarial sem agredir o meio ambiente. Com isso, o cemitério alcançou um padrão de qualidade que servirá de referencial para as demais empresas deste ramo no país e no mundo.

09/05/2009 às 16:43

na indonésia piscina no Um cemitério na Indonésia desenvolveu-se também como um local de lazer e divertimento.Após o serviço funerário os enlutados podem usufruir do que o espaço tem para oferecer, como local de descanso.O cemitério oferece um lago para velejar, piscina, um restaurante italiano, sem esquecer uma capela, para serviços funerários.Este cemitério inovador situa-se a 45 quilómetros de Jacarta, capital da Indonésia.

09/05/2009 às 16:13

cemiterio ecologicoO cemitério de Elvas prepara-se para receber o primeiro certificado ambiental do país por praticar uma política de protecção de solos, disse esta terça-feire à agência Lusa um responsável da Servilusa, empresa gestora do complexo.De acordo com o director comercial da Servilusa, Paulo Carreira, a utilização de urnas «ecológicas e biodegradáveis» constitui a chave para que a empresa receba ainda este ano o diploma.A certificação ambiental, que poderá ser entregue durante o mês de Outubro, surge no âmbito de uma norma europeia (ISO 14001), criada pela International Organization for Standardization.O projecto, que é encarado pela Servilusa como «inovador», passa por sensibilizar as agências funerárias da região, que efectuam também serviços no cemitério de Elvas, a utilizarem urnas ecológicas e biodegradáveis.«As urnas têm que possuir vernizes aquosos, sem pregos ou metais, e todas elas deverão ter um sistema de encaixe com colas brancas», explicou.Segundo o mesmo responsável, o interior das urnas deverá ser composto por fibras naturais, como o algodão.O director comercial afirmou-se convencido de que o sector funerário está sensibilizado para o problema, o que tornará esta certificação «uma realidade».De acordo com Paulo Carreira, o interior das urnas actualmente utilizadas nas cerimónias fúnebres, composto por lençóis produzidos à base de polyester, constitui um «verdadeiro foco contaminador dos subsolos».gestão privada em ElvasO cemitério de Elvas transformou-se, recentemente, no primeiro complexo funerário do país com gestão privada, após um investimento de 1,8 milhões de euros.O equipamento entregue à empresa Funelvas (consórcio do Grupo Servilusa e Obrecol), após concurso público, pretende conquistar o mercado espanhol e o do Sul de Portugal.Além de um forno crematório, cemitério e de um «jardim da memória», para lançamento de cinzas, o complexo possui quatro salas para velórios e diversas áreas de apoio, como uma capela, florista, marmorista, sala de apoio médico e uma sala de actividades lúdicas para crianças e jovens (enquanto os familiares participam nos actos fúnebres).

09/05/2009 às 08:27

Uma das característica principais do atual momento é a aceleração do tempo. O espaço terrestre praticamente o conquistamos. Mas o tempo continua sendo o grande desafio: poderemos dominá-lo? ou será que a população vai ter que aprender a votar em pessoas concientes com o meio ambiente! Há um velhho ditado quem não vem por amor, vem pela dor! E ainda tem pessoas que querem estar ,cegas , a situação do planeta.

09/05/2009 às 08:07

Ecopod: menos poluição no soloCaixões de papel reciclado evitam a derrubada de árvoresExistem milhares de maneiras de preservar o ambiente. Mesmo depois de morto. Uma delas é enterrar o falecido num caixão da marca inglesa Ecopod, feito inteiramente de papelão reciclado, e não de madeira com lâminas de metal, como a maioria. Isso evita derrubada de árvores e poluição do solo. O formato é sugestivo: o de uma semente, afirma o site Cool Hunting.Um outro projeto, do governo da região de Manchester, no noroeste da Inglaterra, também pretende fazer da morte um processo mais ecológico. O calor gerado pela queima de corpos no crematório da cidade de Dukinfield será aproveitado para ativar o aquecedor central e o sistema de iluminação da capela do próprio crematório. Dessa maneira as autoridades pretendem também diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

09/05/2009 às 07:59

E não é que dá pra ser ecológico até depois de morto? Uma empresa inglesa criou um tipo de "caixão biodegradável" feito a partir de papel reciclado que mesmo em caso de cremação polui menos a atmosfera. Na dúvida? Dá uma olhada no link abaixo.

09/05/2009 às 07:50
roseame - diz:

Eu acho que toda cidade deveria ter seu crematório, pois os cemiterios além de ocupar areas grandes que poderiam servir de moradia, tambem poluem os lençois freaticos e o solo, fora o prooblema de insetos baratas e escorpioes que acabam criando em tumulos que nao tem uma devida limpeza

09/05/2009 às 01:09

Não concordo em enterrar a pessoa, o corpo vai liberar necrochorume de qualquer maneira, que vai poluir o solo e acabar invariavelmente num lençol freático ou pior, poço artesiano.Só se enterrar a pessoa numa salina.

08/05/2009 às 21:10

Em nosso país aonde quase nada é levado a sério prefiro optar por ser cremada, devido não ter ainda varios crematórios.Enfim já iniciamos nos humanos e dizendo que somos "racionais", contaminando, prejudicando, acabando, danificando, abusando dos recursos naturais até entrarmos em extinção se Deus quizer, pena que levaremos outras especies tão maravilhosas junto.


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