agressão
É proibido bater em mulher Conheça a Lei Maria da Penha, criada em 2006 para proteger as mulheres da violência que sofrem dentro da própria casaVocê já ouviu falar de mulheres que apanham de namorados e maridos? É inaceitável, desrespeitoso, feio e cruel, mas, às vezes, a tevê, as revistas de fofoca e as voltadas para adolescentes noticiam que um casal de famosos se desentendeu, o fulano perdeu o controle e agrediu a moça - e isso acontece em muitas casas no Brasil.
Nos casos mais absurdos, a mulher em questão reata o namoro quando o cara pede desculpas, fala que gosta dela, que não vai acontecer de novo e acaba convencendo. Por isso, muitas mulheres nem dão queixa à polícia ou a retiram depois que voltam às boas com o companheiro.
Com a Lei Maria da Penha, não tem blábláblá. Quem agride vai preso mesmo e pode ficar de três meses a três anos na cadeia, além de pagar multa e ser obrigado a comparecer a aulas de reeducação e recuperação. E isso vale para as mulheres que batem em outras mulheres também.
Os números
Outro ponto importante é que retirar a queixa se tornou um processo bem mais complicado: só pode ser feito na frente de um juiz em audiência marcada exclusivamente para isso. Outro motivo que leva as mulheres a voltar atrás é o medo de apanhar de novo, já que as ameaças são constantes.
Mesmo com todo esse sistema, o número de mulheres que sofre violência em casa (doméstica) ainda é alto. De acordo com a Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180, que recebe denúncias de violência -, foram 20 mil ligações só em julho de 2007. Dessas, 73%, ou seja, 14.600 indicavam o marido como agressor e apontavam ciúme e bebida como as causas mais comuns.
Ainda não se sabe ao certo se essa quantidade assustadora de denúncias é resultado da maior coragem das mulheres em lutar por justiça ou do aumento real das agressões.
História da lei
O nome Lei Maria da Penha é uma homenagem à cearense Maria da Penha Maia Fernandes que levou um tiro do marido enquanto dormia e ficou paraplégica, em 1983. Mais tarde, seu marido tentou matá-la, novamente, eletrocutada.
Em 2002, Maria da Penha conseguiu colocá-lo atrás das grades. Sua história é representativa do que acontece com uma a cada três mulheres no mundo todo, uma realidade que tem força para mudar a partir dessa lei.
Muito boa esta matéria no Planeta Sustentável. Pena que a maioria das pessoas ainda não se interessam por estas questões; Precisamos divulgar junto aos estudantes. Parabéns!!!
Cidadania e respeito se aprendem desde pequeninos. A lei Maria da Penha é um dos grandes avanços da Legislação brasileira. Abraços saudadosos a todos do Planeta (e Planetinha). ;)
Concordo com Luana Félix, pois as criaças poderão ser as grandes defensoras de mulheres, inclusive suas mães, nessa luta. E as instituções escolares podem tornar-se a difusora da luta contra a violência feminina.
Matéria pertinente. As crianças aprendem muito mais coisas em casa do que imaginam... parabéns, Manu.
Adorei ver está matéria no Planeta Sustentável. As crianças vão auxiliar e muito na denúncia de violência contra as mulheres. E não deixa também de ser uma forma dos ofensores se sentirem constrangidos de praticarem o ato sabendo que ele pode até intimidar a parceira, mas com criança isso eles não vão conseguir, elas sempre são sinceras quando as interrogamos. Um abraço a toda a equipe !!!
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