O albatroz-de-sobrancelha-negra faz parte da fauna brasileira, mas você provavelmente nunca viu um deles. É que essa ave vive em alto-mar e passa a maior parte do tempo viajando sobre as ondas e mergulhando em busca de alimento.
Ela só procura terra firme na época da reprodução. Os grupos escolhem ilhas isoladas para se encontrar, achar namorados, botar ovos e cuidar dos filhotes.
Os únicos que convivem de perto com essa espécie são os pescadores e os cientistas do Projeto Albatroz, que estudam essas aves. O repórter fotográfico Luciano Candisani viajou até as Ilhas Falkland, na Patagônia, para saber mais sobre elas. Confira o relato de sua aventura e suas fotos incríveis.
Eu descobri que o albatroz-de-sobrancelha-negra está sempre nos mares do hemisfério sul, ao redor da Antártida, e fui até lá estudá-lo.
Essa ave está bem preparada para viver no oceano, pois conta com adaptações especiais. Para começar, ela bebe água do mar e tem glândulas que purificam o líquido. O sal é retirado da água e expelido por dois buraquinhos que ficam nas laterais do bico.
Na hora de dormir, ela não se preocupa: desce no mar e flutua na superfície, como se fosse um pato. Suas penas são impermeáveis e garantem proteção contra a umidade e o frio.
FICHA DO BICHO
Comprimento do corpo: cerca de 90 centímetros
Asas abertas: até 2,5 metros
Peso: até 4,5 quilos.
Alimentação: krill, peixes, polvos e lulas.
Onde vive: nas águas ao redor da Antártida