Idéia luminosa
SMA organiza mutirão para coletar lixo eletrônico
De 30 de outubro a 1 de novembro a Secretaria do Meio Ambiente promove o “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle, não descarte essa idéia” em 372 municípios e na capital do Estado de São Paulo para conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de pilhas e aparelhos eletrônicos, já que podem contaminar o solo, causando problemas de saúde
Por Roberta Ávila
Planeta Sustentável - 29/10/2008
O Brasil produz 2,6 kg de lixo eletrônico por habitante, cifra equivalente a menos de 1% das 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos produzidos no mundo todo ano. No entanto, a indústria eletrônica continua em expansão e, em 2007, foram vendidos no país 10,5 milhões de computadores, número maior do que o de televisores vendidos. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – ABINEE, estima um crescimento de vendas de 28% para este ano. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue à marca dos 100 milhões de unidades.
Para evitar que esse material acabe em lixões ou aterros e contamine o solo, a Secretaria do Meio Ambiente promove o “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle, não descarte essa idéia” de 30 de outubro a 1º de novembro, que será realizado simultaneamente em 372 municípios, inclusive na capital do Estado de São Paulo. A iniciativa envolve atividades de conscientização e vai orientar a população sobre o destino especial que deve ser dado a esses pilhas e aparelhos eletrônicos.
Também serão coletados celulares, pilhas e baterias nas estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, nos terminais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU, e em lojas do Carrefour, parques, órgãos do governo e subprefeituras.
Para que a campanha continue gerando resultados no futuro, serão distribuídos minicoletores de mesas que poderão ser levados para o trabalho, por exemplo, para armazenar celulares, pilhas e baterias inservíveis. Ter um local onde esses objetos sejam devidamente armazenados pode servir de estímulo para que depois sejam encaminhados para as urnas ou postos de coletas mantidos regularmente por supermercados, órgãos públicos e empresas.
O mutirão é apoiado pela GM&Clog, empresa de transporte e logística que vai captar o lixo eletrônico durante o evento e o enviará à Umicore, empresa belga que fará a reciclagem dos resíduos, recuperando os metais para a fabricação de outros produtos.
No total, 94% dos componentes de um computador são recicláveis, mas menos de 1% do lixo eletrônico gerado no mundo é encaminhado para a reciclagem. Do percentual reciclado, 75% é realizado pelas grandes empresas, que fabricam os produtos.
Ainda neste mês, todos os estabelecimentos que comercializam pilhas e baterias serão obrigados a disponibilizar coletores que possibilitem ao consumidor o descarte correto desses objetos após sua utilização. Isso se deve a uma revisão da resolução 257/99 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, que trata do destino dado a esse material, prevista para ser publicada no Diário Oficial a partir desta semana.
E-LIXO?
Para esclarecer as dúvidas dos interessados em participar do mutirão, a Secretaria do Meio Ambiente criou uma página em seu site com orientações e endereços de entidades que recolhem aparelhos eletrônicos para reciclagem ou para reaproveitamento em projetos de inclusão digital.
O lixo eletrônico ou “e-lixo” engloba não só materiais como pilhas, baterias, celulares, computadores, televisores e rádios, mas, também, DVDs, CDs e lâmpadas fluorescentes. Os componentes eletrônicos contêm chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio entre outras substâncias tóxicas que, se descartados como lixo comum, contaminam o solo e a água e são acumulados nos organismos dos animais e do homem causando problemas que podem ser fatais. E o estrago é grande: a contaminação por chumbo, por exemplo, pode causar náusea, perda da coordenação e da memória e em casos mais graves pode levar a pessoa ao estado de coma e à morte.
Anualmente, o Brasil consome cerca de 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de telefone celular. Desse total acredita-se que 40% das pilhas comuns vendidas no Brasil sejam falsificadas, e, portanto, fabricadas sem fiscalização. Esses produtos podem conter mais metais pesados do que é permitido pela legislação ambiental.
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Para evitar que esse material acabe em lixões ou aterros e contamine o solo, a Secretaria do Meio Ambiente promove o “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle, não descarte essa idéia” de 30 de outubro a 1º de novembro, que será realizado simultaneamente em 372 municípios, inclusive na capital do Estado de São Paulo. A iniciativa envolve atividades de conscientização e vai orientar a população sobre o destino especial que deve ser dado a esses pilhas e aparelhos eletrônicos.
Também serão coletados celulares, pilhas e baterias nas estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, nos terminais da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU, e em lojas do Carrefour, parques, órgãos do governo e subprefeituras.
Para que a campanha continue gerando resultados no futuro, serão distribuídos minicoletores de mesas que poderão ser levados para o trabalho, por exemplo, para armazenar celulares, pilhas e baterias inservíveis. Ter um local onde esses objetos sejam devidamente armazenados pode servir de estímulo para que depois sejam encaminhados para as urnas ou postos de coletas mantidos regularmente por supermercados, órgãos públicos e empresas.
O mutirão é apoiado pela GM&Clog, empresa de transporte e logística que vai captar o lixo eletrônico durante o evento e o enviará à Umicore, empresa belga que fará a reciclagem dos resíduos, recuperando os metais para a fabricação de outros produtos.
No total, 94% dos componentes de um computador são recicláveis, mas menos de 1% do lixo eletrônico gerado no mundo é encaminhado para a reciclagem. Do percentual reciclado, 75% é realizado pelas grandes empresas, que fabricam os produtos.
Ainda neste mês, todos os estabelecimentos que comercializam pilhas e baterias serão obrigados a disponibilizar coletores que possibilitem ao consumidor o descarte correto desses objetos após sua utilização. Isso se deve a uma revisão da resolução 257/99 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, que trata do destino dado a esse material, prevista para ser publicada no Diário Oficial a partir desta semana.
E-LIXO?
Para esclarecer as dúvidas dos interessados em participar do mutirão, a Secretaria do Meio Ambiente criou uma página em seu site com orientações e endereços de entidades que recolhem aparelhos eletrônicos para reciclagem ou para reaproveitamento em projetos de inclusão digital.
O lixo eletrônico ou “e-lixo” engloba não só materiais como pilhas, baterias, celulares, computadores, televisores e rádios, mas, também, DVDs, CDs e lâmpadas fluorescentes. Os componentes eletrônicos contêm chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio entre outras substâncias tóxicas que, se descartados como lixo comum, contaminam o solo e a água e são acumulados nos organismos dos animais e do homem causando problemas que podem ser fatais. E o estrago é grande: a contaminação por chumbo, por exemplo, pode causar náusea, perda da coordenação e da memória e em casos mais graves pode levar a pessoa ao estado de coma e à morte.
Anualmente, o Brasil consome cerca de 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de telefone celular. Desse total acredita-se que 40% das pilhas comuns vendidas no Brasil sejam falsificadas, e, portanto, fabricadas sem fiscalização. Esses produtos podem conter mais metais pesados do que é permitido pela legislação ambiental.
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