mobilefest
A tecnologia móvel a serviço do meio ambiente
Em sua terceira edição, evento apresenta cada vez mais trabalhos que contemplam a tecnologia como um instrumento útil para a sustentabilidade, seja por diminuir a necessidade de mobilidade física, seja por conscientizar cada vez mais pessoas de seu papel para o bem estar do planeta. O III Mobilefest acontece entre 15 e 17 de novembro, em São Paulo
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 13/11/2008
Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, cultura, arte, ecologia, paz, educação, saúde e o terceiro setor? Essa é a pergunta que vem inspirando artistas que trabalham com tecnologia móvel em todo o mundo a inscreverem seus trabalhos no Mobilefest - Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel.
Este é o terceiro ano em que o evento acontece e, tanto por meio de seminário quanto da mostra de vídeos, instalações e performances procura discutir o papel das tecnologias móveis em um momento em que existem mais de 3 bilhões de celulares em uso no mundo, servindo não apenas para estabelecer a comunicação entre as pessoas, mas também como instrumento para inclusão social, educação à distância, entretenimento, segurança, democratização de conteúdos, produção de arte, veiculação de publicidade e formação de redes.
Influenciados pelo contexto atual, em que o tema da sustentabilidade está cada vez mais em voga, o festival recebeu uma série de trabalhos que abordam o assunto diretamente. Entre os vídeos feitos com celular que compõem a mostra, Democity, de André Hime e Huila Gomes, mostra a constante transição do espaço urbano de São Paulo; Letícia Capanema conta a história de “Arthur e o Aquecimento Global”; em “Devolver água à água”, Jaime Lauriano registra os caminhos que percorre a água da cidade e “Basta um pé e uma mão”, da tocantinense Leila Dias, mostra, de uma maneira bem humorada, a necessidade de se conservar o meio ambiente.
Das performances, vale destacar “A Day without a mobile-phone” das estonianas Eve Arpo e Riin Kranna-Rõõs, que têm viajado o mundo recolhendo celulares de pessoas comuns e propondo que elas fiquem sem eles durante 24 horas. Nesse período, elas montam, em um espaço público, uma instalação de luz e som com os aparelhos.
Ekko é uma das instalações de destaque da mostra e aposta na interatividade com os visitantes, que, por meio do celular, respondem a um questionário sobre seus hábitos de consumo. À medida que mais pessoas participam, uma projeção do mapa mundi vai se modificando e mostrando o modo como os usuários de tecnologias móveis têm impactado o planeta. Os dados serão posteriormente enviados a sites de entidades como a ONU, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação e a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. A obra é de autoria do brasileiro Bruno Bresani e da suíça Georgina Malagarriga, ambos erradicados na Espanha.
Para completar, a 2ª edição do prêmio Mobilefest – desta vez, internacional – também tem o meio ambiente como tema. Único prêmio de tecnologia móvel que permite inscrições pelo celular, é aberto aos usuários de todas as operadoras de telefonia móvel e está dividido em três categorias – foto, vídeo e escrita SMS, sendo que esta última se divide em poesia e micro-conto. A intenção é mobilizar os participantes a se questionarem sobre a relação que estabelecemos com o meio ambiente real e virtual. Para Paulo Hartman, um dos organizadores do evento, “também é necessário pensar em uma sustentabilidade virtual, que vai desde resolver o problema do lixo eletrônico até a estabelecer condutas éticas no cyber-espaço”.
O Mobilefest acontece de 15 a 17 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A entrada é franca, mas os visitantes devem chegar com uma hora de antecedência para participar das palestras, que também fazem parte da programação do festival. Confira a agenda completa no site do evento.
Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, cultura, arte, ecologia, paz, educação, saúde e o terceiro setor? Essa é a pergunta que vem inspirando artistas que trabalham com tecnologia móvel em todo o mundo a inscreverem seus trabalhos no Mobilefest - Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel.
Este é o terceiro ano em que o evento acontece e, tanto por meio de seminário quanto da mostra de vídeos, instalações e performances procura discutir o papel das tecnologias móveis em um momento em que existem mais de 3 bilhões de celulares em uso no mundo, servindo não apenas para estabelecer a comunicação entre as pessoas, mas também como instrumento para inclusão social, educação à distância, entretenimento, segurança, democratização de conteúdos, produção de arte, veiculação de publicidade e formação de redes.
Influenciados pelo contexto atual, em que o tema da sustentabilidade está cada vez mais em voga, o festival recebeu uma série de trabalhos que abordam o assunto diretamente. Entre os vídeos feitos com celular que compõem a mostra, Democity, de André Hime e Huila Gomes, mostra a constante transição do espaço urbano de São Paulo; Letícia Capanema conta a história de “Arthur e o Aquecimento Global”; em “Devolver água à água”, Jaime Lauriano registra os caminhos que percorre a água da cidade e “Basta um pé e uma mão”, da tocantinense Leila Dias, mostra, de uma maneira bem humorada, a necessidade de se conservar o meio ambiente.
Das performances, vale destacar “A Day without a mobile-phone” das estonianas Eve Arpo e Riin Kranna-Rõõs, que têm viajado o mundo recolhendo celulares de pessoas comuns e propondo que elas fiquem sem eles durante 24 horas. Nesse período, elas montam, em um espaço público, uma instalação de luz e som com os aparelhos.
Ekko é uma das instalações de destaque da mostra e aposta na interatividade com os visitantes, que, por meio do celular, respondem a um questionário sobre seus hábitos de consumo. À medida que mais pessoas participam, uma projeção do mapa mundi vai se modificando e mostrando o modo como os usuários de tecnologias móveis têm impactado o planeta. Os dados serão posteriormente enviados a sites de entidades como a ONU, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação e a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. A obra é de autoria do brasileiro Bruno Bresani e da suíça Georgina Malagarriga, ambos erradicados na Espanha.
Para completar, a 2ª edição do prêmio Mobilefest – desta vez, internacional – também tem o meio ambiente como tema. Único prêmio de tecnologia móvel que permite inscrições pelo celular, é aberto aos usuários de todas as operadoras de telefonia móvel e está dividido em três categorias – foto, vídeo e escrita SMS, sendo que esta última se divide em poesia e micro-conto. A intenção é mobilizar os participantes a se questionarem sobre a relação que estabelecemos com o meio ambiente real e virtual. Para Paulo Hartman, um dos organizadores do evento, “também é necessário pensar em uma sustentabilidade virtual, que vai desde resolver o problema do lixo eletrônico até a estabelecer condutas éticas no cyber-espaço”.
O Mobilefest acontece de 15 a 17 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A entrada é franca, mas os visitantes devem chegar com uma hora de antecedência para participar das palestras, que também fazem parte da programação do festival. Confira a agenda completa no site do evento.