passeio educativo
Percurso ensina consumo consciente
Um dos três circuitos do Planeta no Parque incentiva os visitantes a olharem para dentro de suas próprias casas e perceberem a quantidade de supérfluos e desperdícios fazem parte do dia-a-dia de cada um
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 16/10/2008
Tudo começa em uma tenda com diversas garrafas pet, algumas com tampas verdes e outras, vermelhas para chamar a atenção dos visitantes do evento Planeta no Parque, no parque do Ibirapuera, para o desperdício de água. Em placas feitas a partir da reciclagem de embalagens longa vida, aprende-se que:
- lavar a louça com a torneira aberta ou usar a pia com água para ensaboar tudo e só abrir a torneira na hora de enxaguar reduz o consumo de 240 para 160 litros de água;
- colocar uma garrafa pet de 2 litros com água dentro da caixa acoplada ao vaso sanitário gera uma economizar de 2 litros de água por descarga;
- escovar os dentes por dois minutos com a torneira aberta consome 13,5 litros de água, enquanto é possível gastar apenas ½ litro, se abrirmos a torneira apenas para enxaguar a boca e
- um banho de 10 minutos pode consumir 160 litros de água ou 30, dependendo se você desliga ou não o chuveiro enquanto se ensaboa.
Essa é só a primeira lição para aqueles que decidem fazer o percurso do Consumo Consciente – aquele que leva em conta o impacto gerado sobre o planeta e pensa na sustentabilidade. Ainda na base que dá início à caminhada, o público relembra o conceito dos 3 Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar –, aprende sobre Aquecimento Global, descobre o que pode ou não ser reciclado, tem dicas sobre consumo de energia, além se ser estimulado a plantar uma pequena horta em casa, consumir produtos a granel e ler as embalagens dos produtos para descobrir a origem do que se compra.
Depois dessa pequena aula com os monitores que orientam o circuito, é hora de caminhar pelo parque seguindo a trilha das placas amarelas.
1. A primeira com que os caminhantes se deparam traz um dado preocupante: 30% da energia produzida no Brasil é desperdiçada. Nessa parada, também se fica sabendo sobre o selo Procel e as fontes limpas de energia, a importância de desligar os aparelhos eletrônicos em vez de deixá-los em stand by e a necessidade de evitarmos tomar banho entre as 18 e 21 horas – horário em que há o maior gasto de energia no país.
2. A parada seguinte é em uma placa transparente que mostra o ciclo do carbono na natureza – que sai da atmosfera e é incorporado às plantas por meio da fotossíntese e, em seguida, aos humanos e animais através da alimentação. Quando os materiais orgânicos se decompõem, o carbono volta a fazer parte do solo e se transforma em combustível que, queimado pelo homem nos centros urbanos, é lançado novamente na atmosfera. Ao fundo do painel, o tráfego da avenida nos lembra de que temos lançado mais CO2 na atmosfera do que nunca, contribuindo para o aquecimento global.
3. Na terceira placa, o lembrete é novamente sobre o consumo de água: “Se toda a água do planeta coubesse em uma garrafa de 1 litro, a água doce para consumo encheria apenas um copinho de café de 50 ml. Entendeu por que é tão importante usá-la com consciência?”. Os monitores ainda lembram que 97% da água no mundo é salgada e dos 3% de água doce, 77% dela aparece em forma de gelo nos pólos, 22% está em baixo da terra e só 1% está em rios e lagos. Como no Brasil, 70% da água doce disponível está na Amazônia, não dá para passar ao próximo passo do percurso sem antes falar da importância da preservação da floresta.
4. A placa seguinte fala sobre desperdício de alimentos e conta que a quantidade de comida que se joga fora no Brasil daria para matar a fome de 8 milhões de famílias. Aqui, os visitantes são orientados a pensar no cardápio de toda a semana para evitar desperdícios e ainda aprendem sobre compostagem.
5. A próxima parada é em uma instalação artística em que os arquitetos do centro de criação Bijari demonstram quanto lixo é produzido pelo luxo, ou supérfluo que consumimos.
6. O ponto final do percurso volta a lembrar os caminhantes sobre o consumo de energia: se os brasileiros usassem energia de forma racional, poderiam poupar R$132 mil para a velhice.
Para aplicar em casa os conhecimentos adquiridos durante o passeio, o paper-toy Reciclix – adquirido com a conclusão do percurso – é um belo lembrete.
Leia também:
Muitos "planetas" no Parque
Planeta no Parque animou o Dia das Crianças
Crianças aprendem no Planeta no Parque
Planeta no Parque agita o Ibirapuera
O grande dia chegou
Planeta Sustentável volta ao Parque
Tudo começa em uma tenda com diversas garrafas pet, algumas com tampas verdes e outras, vermelhas para chamar a atenção dos visitantes do evento Planeta no Parque, no parque do Ibirapuera, para o desperdício de água. Em placas feitas a partir da reciclagem de embalagens longa vida, aprende-se que:
- lavar a louça com a torneira aberta ou usar a pia com água para ensaboar tudo e só abrir a torneira na hora de enxaguar reduz o consumo de 240 para 160 litros de água;
- colocar uma garrafa pet de 2 litros com água dentro da caixa acoplada ao vaso sanitário gera uma economizar de 2 litros de água por descarga;
- escovar os dentes por dois minutos com a torneira aberta consome 13,5 litros de água, enquanto é possível gastar apenas ½ litro, se abrirmos a torneira apenas para enxaguar a boca e
- um banho de 10 minutos pode consumir 160 litros de água ou 30, dependendo se você desliga ou não o chuveiro enquanto se ensaboa.
Essa é só a primeira lição para aqueles que decidem fazer o percurso do Consumo Consciente – aquele que leva em conta o impacto gerado sobre o planeta e pensa na sustentabilidade. Ainda na base que dá início à caminhada, o público relembra o conceito dos 3 Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar –, aprende sobre Aquecimento Global, descobre o que pode ou não ser reciclado, tem dicas sobre consumo de energia, além se ser estimulado a plantar uma pequena horta em casa, consumir produtos a granel e ler as embalagens dos produtos para descobrir a origem do que se compra.
Depois dessa pequena aula com os monitores que orientam o circuito, é hora de caminhar pelo parque seguindo a trilha das placas amarelas.
1. A primeira com que os caminhantes se deparam traz um dado preocupante: 30% da energia produzida no Brasil é desperdiçada. Nessa parada, também se fica sabendo sobre o selo Procel e as fontes limpas de energia, a importância de desligar os aparelhos eletrônicos em vez de deixá-los em stand by e a necessidade de evitarmos tomar banho entre as 18 e 21 horas – horário em que há o maior gasto de energia no país.
2. A parada seguinte é em uma placa transparente que mostra o ciclo do carbono na natureza – que sai da atmosfera e é incorporado às plantas por meio da fotossíntese e, em seguida, aos humanos e animais através da alimentação. Quando os materiais orgânicos se decompõem, o carbono volta a fazer parte do solo e se transforma em combustível que, queimado pelo homem nos centros urbanos, é lançado novamente na atmosfera. Ao fundo do painel, o tráfego da avenida nos lembra de que temos lançado mais CO2 na atmosfera do que nunca, contribuindo para o aquecimento global.
3. Na terceira placa, o lembrete é novamente sobre o consumo de água: “Se toda a água do planeta coubesse em uma garrafa de 1 litro, a água doce para consumo encheria apenas um copinho de café de 50 ml. Entendeu por que é tão importante usá-la com consciência?”. Os monitores ainda lembram que 97% da água no mundo é salgada e dos 3% de água doce, 77% dela aparece em forma de gelo nos pólos, 22% está em baixo da terra e só 1% está em rios e lagos. Como no Brasil, 70% da água doce disponível está na Amazônia, não dá para passar ao próximo passo do percurso sem antes falar da importância da preservação da floresta.
4. A placa seguinte fala sobre desperdício de alimentos e conta que a quantidade de comida que se joga fora no Brasil daria para matar a fome de 8 milhões de famílias. Aqui, os visitantes são orientados a pensar no cardápio de toda a semana para evitar desperdícios e ainda aprendem sobre compostagem.
5. A próxima parada é em uma instalação artística em que os arquitetos do centro de criação Bijari demonstram quanto lixo é produzido pelo luxo, ou supérfluo que consumimos.
6. O ponto final do percurso volta a lembrar os caminhantes sobre o consumo de energia: se os brasileiros usassem energia de forma racional, poderiam poupar R$132 mil para a velhice.
Para aplicar em casa os conhecimentos adquiridos durante o passeio, o paper-toy Reciclix – adquirido com a conclusão do percurso – é um belo lembrete.
Leia também:
Muitos "planetas" no Parque
Planeta no Parque animou o Dia das Crianças
Crianças aprendem no Planeta no Parque
Planeta no Parque agita o Ibirapuera
O grande dia chegou
Planeta Sustentável volta ao Parque