economia sustentável
Por um mercado socialmente responsável
Instituto Ethos e parceiros vão realizar Conferência Internacional para pensar - e ampliar - a responsabilidade social empresarial, em maio
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 22/02/2008
Há dez anos, pouca gente sabia distinguir filantropia de responsabilidade social e o consumidor não acreditava muito que poderia influenciar na sociedade e no meio-ambiente, mas, felizmente, essa cultura tem mudado de forma acelerada.
Oded Grajew, coordenador do Movimento Nossa São Paulo, observa que as empresas que se voltaram para a filantropia não se dispuseram nem de 1% do seu faturamento para isso. No entanto, quando se fala em responsabilidade social, 100% do capital da empresa está envolvido nessa causa.
[img01] E a tendência é que a sociedade cobre cada vez mais das empresas um comportamento social e ambientalmente responsável. "Estamos atribuindo novas obrigações às empresas, de modo a torná-las responsáveis, de fato, pelos efeitos de suas ações na sociedade. Elas precisam conhecer o alcance de suas atividades e administrar seus efeitos, buscando tratar cada variável de maneira a garantir a sustentabilidade do seu negócio", observa Paulo Itacarambi, diretor-executivo do Instituto Ethos, no hotsite da organização.
Os números comprovam essa mudança. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Akatu, atualmente:
- 1/3 dos consumidores afirma que considera a responsabilidade social das empresas na hora de escolher de quem vai comprar;
- 77% dos consumidores brasileiros têm interesse em conhecer a responsabilidade social;
- 40% buscam informação a respeito;
- 40% dizem debater o comportamento ético das empresas em seu dia-a-dia.
Apesar disso, consumidores e o próprio mercado ainda estão meio perdidos sobre quais medidas deveriam ser tomadas em favor da responsabilidade social. Para tentar clarear um pouco o rumo por onde devemos caminhar, uma das alternativas criadas pelo Instituto Akatu foi criar, há sete anos, a Escala Akatu de Responsabilidade Social, com 60 itens que comparam o comportamento das empresas em relação ao que o mercado tem feito de melhor nesse sentido.
Do lado do consumidor, vale observar a qualidade das relações da empresa com seus fornecedores, com o governo, os funcionários e os clientes. Também é sempre bom levar em conta o grau de transparência na cadeia produtiva da instituição.
Agora, mais um passo precisa ser dado na direção da responsabilidade social, saindo do âmbito de empresas responsáveis para o de mercado responsável. Hélio Mattar, diretor presidente do Akatu, defende que "Não há empresa bem sucedida em uma sociedade doente. E não há empresa socialmente responsável em um mercado que seja social e ambientalmente inconsciente".
Para debater meios de se construir esse caminho, é que o tema da Conferência Internacional Ethos 2008, a ser realizada de 27 a 30 de maio pelo Instituto Ethos - em parceria com o Instituto Akatu, o Movimento Nossa São Paulo, a Rede Brasileira do Pacto Global, o Banco de Eventos e a SPTuris - é "Mercado socialmente responsável: uma nova ética para o desenvolvimento".
Quatro eventos acontecem simultaneamente à Conferência: Mostra de Tecnologias Sustentáveis, Exposição sobre os dez anos do Movimento de Responsabilidade Social Empresarial, reunião do Conselho Internacional do Instituto Ethos e celebração pelos dez anos da entidade.
Entre os assuntos discutidos, os painéis vão contemplar a contribuição das empresas para:
- Desenvolvimento de cidades sustentáveis;
- Combate à corrupção;
- Combate à pobreza;
- Consumo consciente
- Responsabilidade Social Empresarial na Cadeia de Valor.
Produção sustentável, políticas de fomento à sustentabilidade, educação, cidades sustentáveis, Amazônia, agronegócio e construção civil também estarão em pauta. Ao final da Conferência, será entregue às autoridades um conjunto de propostas de políticas públicas e regulamentações que auxiliem na construção desse mercado sustentável.
Agende-se aqui.
Há dez anos, pouca gente sabia distinguir filantropia de responsabilidade social e o consumidor não acreditava muito que poderia influenciar na sociedade e no meio-ambiente, mas, felizmente, essa cultura tem mudado de forma acelerada.
Oded Grajew, coordenador do
Movimento Nossa São Paulo, observa que as empresas que se voltaram para a filantropia não se dispuseram nem de 1% do seu faturamento para isso. No entanto, quando se fala em responsabilidade social, 100% do capital da empresa está envolvido nessa causa.
[img01] E a tendência é que a sociedade cobre cada vez mais das empresas um comportamento social e ambientalmente responsável. "Estamos atribuindo novas obrigações às empresas, de modo a torná-las responsáveis, de fato, pelos efeitos de suas ações na sociedade. Elas precisam conhecer o alcance de suas atividades e administrar seus efeitos, buscando tratar cada variável de maneira a garantir a sustentabilidade do seu negócio", observa Paulo Itacarambi, diretor-executivo do
Instituto Ethos, no
hotsite da organização.
Os números comprovam essa mudança. Segundo pesquisas realizadas pelo
Instituto Akatu, atualmente:
- 1/3 dos consumidores afirma que considera a responsabilidade social das empresas na hora de escolher de quem vai comprar;
- 77% dos consumidores brasileiros têm interesse em conhecer a responsabilidade social;
- 40% buscam informação a respeito;
- 40% dizem debater o comportamento ético das empresas em seu dia-a-dia.
Apesar disso, consumidores e o próprio mercado ainda estão meio perdidos sobre quais medidas deveriam ser tomadas em favor da responsabilidade social. Para tentar clarear um pouco o rumo por onde devemos caminhar, uma das alternativas criadas pelo Instituto Akatu foi criar, há sete anos, a
Escala Akatu de Responsabilidade Social, com 60 itens que comparam o comportamento das empresas em relação ao que o mercado tem feito de melhor nesse sentido.
Do lado do consumidor, vale observar a qualidade das relações da empresa com seus fornecedores, com o governo, os funcionários e os clientes. Também é sempre bom levar em conta o grau de transparência na cadeia produtiva da instituição.
Agora, mais um passo precisa ser dado na direção da responsabilidade social, saindo do âmbito de empresas responsáveis para o de mercado responsável. Hélio Mattar, diretor presidente do Akatu, defende que "Não há empresa bem sucedida em uma sociedade doente. E não há empresa socialmente responsável em um mercado que seja social e ambientalmente inconsciente".
Para debater meios de se construir esse caminho, é que o tema da
Conferência Internacional Ethos 2008, a ser realizada de 27 a 30 de maio pelo Instituto Ethos - em parceria com o Instituto Akatu, o Movimento Nossa São Paulo, a
Rede Brasileira do Pacto Global, o
Banco de Eventos e a
SPTuris - é "Mercado socialmente responsável: uma nova ética para o desenvolvimento".
Quatro eventos acontecem simultaneamente à Conferência: Mostra de Tecnologias Sustentáveis, Exposição sobre os dez anos do Movimento de Responsabilidade Social Empresarial, reunião do Conselho Internacional do Instituto Ethos e celebração pelos dez anos da entidade.
Entre os assuntos discutidos, os painéis vão contemplar a contribuição das empresas para:
- Desenvolvimento de cidades sustentáveis;
- Combate à corrupção;
- Combate à pobreza;
- Consumo consciente
- Responsabilidade Social Empresarial na Cadeia de Valor.
Produção sustentável, políticas de fomento à sustentabilidade, educação, cidades sustentáveis, Amazônia, agronegócio e construção civil também estarão em pauta. Ao final da Conferência, será entregue às autoridades um conjunto de propostas de políticas públicas e regulamentações que auxiliem na construção desse mercado sustentável.
Agende-se aqui.