para melhorar a aprendizagem
Fundação Victor Civita analisa gestão escolar
A fim de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino básico no Brasil, a Fundação Victor Civita realizou, em 2009, duas pesquisas educacionais que revelaram os segredos de uma gestão escolar eficaz e o perfil ideal que um diretor de escola deve ter para melhorar a aprendizagem de seus alunos. Confira, aqui, os resultados
Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável - 04/11/2009
[img1] Patrocinada pelo Sistema de Ensino SER, da Abril Educação, a FVC – Fundação Victor Civita promoveu, neste ano, duas pesquisas relacionadas à gestão escolar, a fim de analisar e, assim, contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica brasileira.
O primeiro estudo, realizado entre abril e setembro de 2009, em conjunto com a FGV – Fundação Getúlio Vargas, procurou identificar as práticas de ensino que garantem uma gestão escolar eficaz e, consequentemente, refletem em uma melhor aprendizagem de crianças e adolescentes.
Para isso, dez escolas, de quatro municípios diferentes do Estado de São Paulo foram analisadas. O resultado – que, segundo os pesquisadores, podem ser replicados para todos os colégios do país – apontaram quatro fatores que influenciam para uma boa gestão escolar. São eles:
– a formação dos gestores: o estudo apontou que as escolas que se saíram melhor na pesquisa tinham diretores que possuíam cursos de especialização em Gestão e Administração Escolar ou Pedagógica e estavam bem informados sobre o que acontece na comunidade e no mundo ;
– a capacidade do diretor de integrar as oito áreas da gestão escolar no dia-a-dia: isto é, gestão pedagógica, gestão administrativa, gestão financeira, gestão da infraestrutura, gestão da comunidade, gestão das relações pessoais, gestão dos resultados escolares e, ainda, gestão do relacionamento com a rede;
– a atenção dedicada às metas de aprendizagem medidas por avaliações externas: nas instituições mais bem avaliadas, os gestores tinham o hábito de dividir, com toda a equipe, os resultados de exames como a Prova Brasil e o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o que estimula os funcionários da escola
– e a habilidade de criar um clima positivo de trabalho na escola: já que é provado que um bom ambiente de trabalho faz toda a diferença no desempenho das escolas.
Já a segunda pesquisa, realizada entre maio e junho deste ano, em parceria com o Ibope, analisou 400 diretores de escolas públicas das principais capitais brasileiras para entender o perfil do gestor escolar no Brasil.
O resultado mostrou que, atualmente, os diretores se preocupam mais em cumprir as tarefas burocráticas dos colégios do que, de fato, melhorar a qualidade do ensino. Isso porque, de acordo com o estudo, entre as principais atividades diárias dos entrevistados estão:
– verificar a produção da merenda, com 90%;
– supervisionar a limpeza, com 84%;
– conferir o fornecimento de lápis e papel, com 63%
– e checar as condições das carteiras, com 53%.
Para completar, a pesquisa apontou que 50% dos gestores não acompanham as reuniões semanais entre os professores e a coordenação pedagógica da escola e 25% deles nunca olharam os cadernos de seus estudantes para verificar a evolução da aprendizagem.
A conclusão dos estudos foi dada por David Saad, diretor-executivo da FVC. “Nas duas pesquisas, fica claro que enfrentamos uma falta de foco na gestão pedagógica por parte dos gestores. A preocupação com o aprendizado do aluno até aparece no discurso dos diretores, mas a boa intenção se dilui na rotina dominada por atividades burocráticas. Assim, no final, o empenho e dedicação dados à aprendizagem, um aspecto tão essencial da vida escolar, são, hoje, muito menores do que o mínimo desejado”, lamentou Saad.
*Fundação Victor Civita
*Sistema de Ensino SER
*FGV
[img1] Patrocinada pelo Sistema de Ensino SER, da Abril Educação, a FVC – Fundação Victor Civita promoveu, neste ano, duas pesquisas relacionadas à gestão escolar, a fim de analisar e, assim, contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica brasileira.
O primeiro estudo, realizado entre abril e setembro de 2009, em conjunto com a FGV – Fundação Getúlio Vargas, procurou identificar as práticas de ensino que garantem uma gestão escolar eficaz e, consequentemente, refletem em uma melhor aprendizagem de crianças e adolescentes.
Para isso, dez escolas, de quatro municípios diferentes do Estado de São Paulo foram analisadas. O resultado – que, segundo os pesquisadores, podem ser replicados para todos os colégios do país – apontaram quatro fatores que influenciam para uma boa gestão escolar. São eles:
– a formação dos gestores: o estudo apontou que as escolas que se saíram melhor na pesquisa tinham diretores que possuíam cursos de especialização em Gestão e Administração Escolar ou Pedagógica e estavam bem informados sobre o que acontece na comunidade e no mundo ;
– a capacidade do diretor de integrar as oito áreas da gestão escolar no dia-a-dia: isto é, gestão pedagógica, gestão administrativa, gestão financeira, gestão da infraestrutura, gestão da comunidade, gestão das relações pessoais, gestão dos resultados escolares e, ainda, gestão do relacionamento com a rede;
– a atenção dedicada às metas de aprendizagem medidas por avaliações externas: nas instituições mais bem avaliadas, os gestores tinham o hábito de dividir, com toda a equipe, os resultados de exames como a Prova Brasil e o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o que estimula os funcionários da escola
– e a habilidade de criar um clima positivo de trabalho na escola: já que é provado que um bom ambiente de trabalho faz toda a diferença no desempenho das escolas.
Já a segunda pesquisa, realizada entre maio e junho deste ano, em parceria com o Ibope, analisou 400 diretores de escolas públicas das principais capitais brasileiras para entender o perfil do gestor escolar no Brasil.
O resultado mostrou que, atualmente, os diretores se preocupam mais em cumprir as tarefas burocráticas dos colégios do que, de fato, melhorar a qualidade do ensino. Isso porque, de acordo com o estudo, entre as principais atividades diárias dos entrevistados estão:
– verificar a produção da merenda, com 90%;
– supervisionar a limpeza, com 84%;
– conferir o fornecimento de lápis e papel, com 63%
– e checar as condições das carteiras, com 53%.
Para completar, a pesquisa apontou que 50% dos gestores não acompanham as reuniões semanais entre os professores e a coordenação pedagógica da escola e 25% deles nunca olharam os cadernos de seus estudantes para verificar a evolução da aprendizagem.
A conclusão dos estudos foi dada por David Saad, diretor-executivo da FVC. “Nas duas pesquisas, fica claro que enfrentamos uma falta de foco na gestão pedagógica por parte dos gestores. A preocupação com o aprendizado do aluno até aparece no discurso dos diretores, mas a boa intenção se dilui na rotina dominada por atividades burocráticas. Assim, no final, o empenho e dedicação dados à aprendizagem, um aspecto tão essencial da vida escolar, são, hoje, muito menores do que o mínimo desejado”, lamentou Saad.
*Fundação Victor Civita
*Sistema de Ensino SER
*FGV