Campus Party - educação
Sala de aula conectada
Inclusão digital é tema de oficina para professores na Campus Party
Por Carlos Minuano
Planeta Sustentável - 13/02/2008
Internet, web 2.0, práticas colaborativas, slashdot, mundo wiki. Termos comuns para a maior parte dos milhares de "campuseiros" que participam da primeira edição brasileira da Campus Party, que acontece no prédio da Bienal, no parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
Mas para um número significativo de professores da rede pública o assunto ainda causa arrepios. Oportunamente, o evento - considerado o maior encontro de tecnologia do planeta -, resolveu dedicar um espaço para debater com eles a inclusão digital.
Durante cinco dias, por meio de quatro oficinas, serão apresentadas ferramentas disponíveis na rede e suas possibilidades de usos para a educação. A idéia é mostrar aos professores que esses recursos podem ser importantes aliados na sala de aula, informa a jornalista Bianca Santana, umas das coordenadoras da oficina Escolas Conectadas. "Apesar da adesão ao blog, outras ferramentas ainda são vistas como inimigas".
A partir da apresentação conceitual dos novos rumos que a web está tomando, a equipe - formada também pelo sociólogo Sergio Amadeu e os coordenadores Dairton Bassi e Ester Sér - pretende mostrar que conteúdos antes distantes estão agora disponíveis graças ao digital. "Eles podem se apropriar desses recursos e criar coisas novas a partir deles", observa.
Antigos vilões como Orkut, MSN e outros - conhecidos por dispersar o aluno -, se usados de forma orientada, podem ajudar a construir conhecimento, além de dinamizar o processo de ensino, defende a jornalista.
Ferramentas colaborativas
No primeiro dia de oficina, a equipe conversou com dezenas de professores sobre outra faceta do avanço tecnológico: as chamadas práticas colaborativas. Entre os exemplos citados, os sites wiki - páginas que permitem que documentos sejam construídos e editados de forma coletiva e em linguagem simples -, ganharam destaque.
Uma amostra do sucesso desses novos meios interativos é a enciclopédia virtual Wikipédia. De acordo com levantamento recente, é o 9º site mais visitado no mundo, no Brasil ocupa a 17º posição no ranking dos favoritos.
"Através da rede, o conteúdo didático hoje pode ser adaptado às realidades locais, sobretudo em áreas distantes dos grandes centros", explica a monitora Bianca.
São variados recursos que podem contribuir para a colaboração mutua entre professores e alunos no processo de inclusão digital. Lista de e-mails como canal de distribuição, aberta ou restrita; chat que permite a participação de várias pessoas em um debate ou evento, e os populares Orkut e Google, entre outros, devem cada vez mais ganhar lugar como auxiliar nas atividades escolares.
Copiar e colar
Além de discutir os impactos do digital na educação, outro tema polêmico agitou o primeiro encontro com os professores. Afinal, o que fazer com o conhecido recurso 'copiar, colar'? Para a professora Rita Aníbal, 51, do projeto Educom, da Secretaria Municipal de Cultura "é como se fazia antigamente, mas de forma diferente".
"O conhecimento não ocorre do nada, sempre se processa a partir de remix", concorda Bianca. "Recortamos e colamos informações em nossa mente". No entanto, é preciso que o famoso 'Ctrl C - Crtl V', esteja inserido em um processo de pesquisa, com fontes diversas, adverte.
A estimativa da organização é de que cerca de 1000 professores participem das diferentes oficinas de inclusão digital no Campus Party. Com vagas para 50 professores em cada turma, os cursos, serão ministrados pela manhã, com duração de quatro horas e devem abordar teoria e prática. Além das demais ferramentas da internet, como o uso de blog e fotolog os participantes poderão saber mais sobre temas como astronomia e robótica.
Internet, web 2.0, práticas colaborativas, slashdot, mundo wiki. Termos comuns para a maior parte dos milhares de "campuseiros" que participam da primeira edição brasileira da Campus Party, que acontece no prédio da Bienal, no parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
Mas para um número significativo de professores da rede pública o assunto ainda causa arrepios. Oportunamente, o evento - considerado o maior encontro de tecnologia do planeta -, resolveu dedicar um espaço para debater com eles a inclusão digital.
Durante cinco dias, por meio de quatro oficinas, serão apresentadas ferramentas disponíveis na rede e suas possibilidades de usos para a educação. A idéia é mostrar aos professores que esses recursos podem ser importantes aliados na sala de aula, informa a jornalista Bianca Santana, umas das coordenadoras da oficina Escolas Conectadas. "Apesar da adesão ao blog, outras ferramentas ainda são vistas como inimigas".
A partir da apresentação conceitual dos novos rumos que a web está tomando, a equipe - formada também pelo sociólogo Sergio Amadeu e os coordenadores Dairton Bassi e Ester Sér - pretende mostrar que conteúdos antes distantes estão agora disponíveis graças ao digital. "Eles podem se apropriar desses recursos e criar coisas novas a partir deles", observa.
Antigos vilões como Orkut, MSN e outros - conhecidos por dispersar o aluno -, se usados de forma orientada, podem ajudar a construir conhecimento, além de dinamizar o processo de ensino, defende a jornalista.
Ferramentas colaborativas
No primeiro dia de oficina, a equipe conversou com dezenas de professores sobre outra faceta do avanço tecnológico: as chamadas práticas colaborativas. Entre os exemplos citados, os sites wiki - páginas que permitem que documentos sejam construídos e editados de forma coletiva e em linguagem simples -, ganharam destaque.
Uma amostra do sucesso desses novos meios interativos é a enciclopédia virtual Wikipédia. De acordo com levantamento recente, é o 9º site mais visitado no mundo, no Brasil ocupa a 17º posição no ranking dos favoritos.
"Através da rede, o conteúdo didático hoje pode ser adaptado às realidades locais, sobretudo em áreas distantes dos grandes centros", explica a monitora Bianca.
São variados recursos que podem contribuir para a colaboração mutua entre professores e alunos no processo de inclusão digital. Lista de e-mails como canal de distribuição, aberta ou restrita; chat que permite a participação de várias pessoas em um debate ou evento, e os populares Orkut e Google, entre outros, devem cada vez mais ganhar lugar como auxiliar nas atividades escolares.
Copiar e colar
Além de discutir os impactos do digital na educação, outro tema polêmico agitou o primeiro encontro com os professores. Afinal, o que fazer com o conhecido recurso 'copiar, colar'? Para a professora Rita Aníbal, 51, do projeto Educom, da Secretaria Municipal de Cultura "é como se fazia antigamente, mas de forma diferente".
"O conhecimento não ocorre do nada, sempre se processa a partir de remix", concorda Bianca. "Recortamos e colamos informações em nossa mente". No entanto, é preciso que o famoso 'Ctrl C - Crtl V', esteja inserido em um processo de pesquisa, com fontes diversas, adverte.
A estimativa da organização é de que cerca de 1000 professores participem das diferentes oficinas de inclusão digital no Campus Party. Com vagas para 50 professores em cada turma, os cursos, serão ministrados pela manhã, com duração de quatro horas e devem abordar teoria e prática. Além das demais ferramentas da internet, como o uso de blog e fotolog os participantes poderão saber mais sobre temas como astronomia e robótica.