consumismo
Material boys e material girls
O antropólogo cubano Emilio Moran, aponta que a maior ameaça ambiental é o consumismo
Da Redação
Revista Bons Fluidos - 09/2008
O antropólogo cubano Emilio Moran, estudioso da sociedade e de seu impacto no planeta, acaba de lançar Nós e a Natureza (ed. Senac). No livro, ele aponta que a maior ameaça ambiental é o consumismo, mas acredita que, por isso mesmo, temos a solução para o problema nas mãos.
O senhor é um grande defensor de que a solução para os problemas ambientais se encontra em nós. A redução no consumo pode acontecer sem abrir mão do conforto?
A ênfase deve ser na qualidade, e não na quantidade de bens que temos. Um jeans, um tênis, uma calça de boa qualidade vão durarão mais, ser mais confortáveis. Comprando só o que precisamos reduzimos nosso consumo e benefi ciamos o meio ambiente. É ótimo comprar coisas em liquidação, mas, se adquirimos mais do que precisamos, tudo acaba saindo caro — para nós e para o meio ambiente.
Quanto tempo vai levar para que a maioria das empresas ofereça produtos verdes – com embalagens de matéria reciclada e reciclável –, evitando o desperdício e respeitando o trabalhador?
Depende de nós! A indústria sempre vai dizer que produz o que o consumidor quer. Se evitamos produtos que não respeitam o meio ambiente ou o trabalhador, isso afeta diretamente as indústrias.
Em pouco tempo, vão mudar seu sistema de produção. E aí temos que ser críticos e pedir que nos mostrem evidências das ações verdes. Só papo não adianta!
Há muita confusão acerca dos conceitos ecologicamente corretos. E o cidadão comum não é Ph.D. em sustentabilidade. O que pode ajudar nessa direção?
Tem razão, não é nada fácil agir de forma responsável: as fraldas descartáveis são melhor ou piores do que o sabão e a água usados para lavar as fraldas de algodão? Até os Ph.D. se perdem nessa! Temos que ser práticos: nos perguntar como podemos agir para mudar nosso caminho insustentável de hoje. Reciclar, não usar plástico para tudo, dedicar tempo ao convívio e menos nas compras no shopping, olhar nossos armários e nos perguntar se precisamos de tudo isso. E, claro, procurar ajudar uma pessoa menos confortável economicamente a ter o que precisa. Pensar no bem comum. Temos esquecido isso recentemente.
LIVRO: Nós e a Natureza, ed. Senac, R$ 65 (O livro é parte da série sobre meio ambiente da editora e foi impresso em papel reciclado).
O antropólogo cubano Emilio Moran, estudioso da sociedade e de seu impacto no planeta, acaba de lançar Nós e a Natureza (ed. Senac). No livro, ele aponta que a maior ameaça ambiental é o consumismo, mas acredita que, por isso mesmo, temos a solução para o problema nas mãos.
O senhor é um grande defensor de que a solução para os problemas ambientais se encontra em nós. A redução no consumo pode acontecer sem abrir mão do conforto?
A ênfase deve ser na qualidade, e não na quantidade de bens que temos. Um jeans, um tênis, uma calça de boa qualidade vão durarão mais, ser mais confortáveis. Comprando só o que precisamos reduzimos nosso consumo e benefi ciamos o meio ambiente. É ótimo comprar coisas em liquidação, mas, se adquirimos mais do que precisamos, tudo acaba saindo caro — para nós e para o meio ambiente.
Quanto tempo vai levar para que a maioria das empresas ofereça produtos verdes – com embalagens de matéria reciclada e reciclável –, evitando o desperdício e respeitando o trabalhador?
Depende de nós! A indústria sempre vai dizer que produz o que o consumidor quer. Se evitamos produtos que não respeitam o meio ambiente ou o trabalhador, isso afeta diretamente as indústrias.
Em pouco tempo, vão mudar seu sistema de produção. E aí temos que ser críticos e pedir que nos mostrem evidências das ações verdes. Só papo não adianta!
Há muita confusão acerca dos conceitos ecologicamente corretos. E o cidadão comum não é Ph.D. em sustentabilidade. O que pode ajudar nessa direção?
Tem razão, não é nada fácil agir de forma responsável: as fraldas descartáveis são melhor ou piores do que o sabão e a água usados para lavar as fraldas de algodão? Até os Ph.D. se perdem nessa! Temos que ser práticos: nos perguntar como podemos agir para mudar nosso caminho insustentável de hoje. Reciclar, não usar plástico para tudo, dedicar tempo ao convívio e menos nas compras no shopping, olhar nossos armários e nos perguntar se precisamos de tudo isso. E, claro, procurar ajudar uma pessoa menos confortável economicamente a ter o que precisa. Pensar no bem comum. Temos esquecido isso recentemente.
LIVRO: Nós e a Natureza, ed. Senac, R$ 65 (O livro é parte da série sobre meio ambiente da editora e foi impresso em papel reciclado).