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CEBDS apresenta posicionamento sobre COP-15
O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável apresentou um documento, entregue ao governo federal, com cinco pontos que representam a posição de 21 empresas signatárias em relação ao que deve ser negociado pelo Brasil durante a 15ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhague
Thays Prado
Planeta Sustentável - 05/10/2009
O setor empresarial tem se reunido de diferentes formas para enviar seus posicionamentos ao governo federal referentes à 15ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que acontece em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro.
Em setembro, foi a vez do CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável registrar suas colocações sobre o tema das mudanças climáticas em um documento que contemplou cinco pontos essenciais:
1. Estabelecimento de consenso sobre um limite máximo e “seguro” para o aumento da temperatura média da superfície terrestre
O grupo de empresas signatárias entende que é fundamental que o Brasil se posicione sobre o que considera um limite seguro de aumento de temperatura e de níveis de emissões. Em julho deste ano, durante a Cúpula do G8, o país sinalizou que compartilha do consenso de que a temperatura não deve ultrapassar os 2ºC, até o final do século.
2. Aperfeiçoamento do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
Os empresários defendem que mesmo os projetos que têm viabilidade financeira para serem executados sem o MDL e aqueles realizados em países que não pertençam ao Anexo-I, mas possuam legislação que regule as emissões de gases de efeito estufa, sejam beneficiados com o mecanismo. Também seria desejável para o setor empresarial brasileiro que o recurso se estendesse à ampliação da eficiência energética no setor industrial.
3. Redução de Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD)
De acordo com o documento, o mecanismo de REDD é fundamental para o Brasil e as empresas compartilham da posição do governo brasileiro sobre o tema e consideram que essa é a área em que o país mais pode contribuir para o combate às mudanças climáticas.
4. Arranjos setoriais
As empresas defendem que haja referenciais de desempenho relacionados às decisões de Copenhague para cada setor em termos de emissões de gases de efeito estufa, de modo que os arranjos não se sobreponham à soberania nacional. Existe uma preocupação de que os acordos entre os setores não prejudiquem o desenvolvimento industrial do Brasil e que os países em desenvolvimento possam buscar atingir os mesmos níveis de bem estar dos países ricos.
5. Governança da questão climática no Brasil e interação entre os diversos agentes
O setor empresarial defende que as decisões relacionadas às mudanças do clima sejam transparentes e contem com a participação das empresas e da sociedade em todo o processo que envolva a definição do posicionamento brasileiro nas negociações internacionais do clima. Também seria desejável que o governo, em suas diversas instâncias, tivesse uma posição única sobre o assunto e que um organismo federal coordenasse as ações relacionadas com o tema.
O encontro foi realizado da sede do Grupo Santander, em São Paulo, e contou com a presença da diretora do Ministério do Meio Ambiente, Branca Americano, do consultor do MMA, Tasso Azevedo, e do ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, que ressaltou a importância de os países saírem da COP-15 com um acordo climático global ambicioso.
Entre os 21 signatários do documento estão o Grupo Abril, o Grupo Santander Brasil e a Petrobras. Confira a lista completa no site do CEBDS.
Leia o documento na íntegra.
O setor empresarial tem se reunido de diferentes formas para enviar seus posicionamentos ao governo federal referentes à 15ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que acontece em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro.
Em setembro, foi a vez do CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável registrar suas colocações sobre o tema das mudanças climáticas em um documento que contemplou cinco pontos essenciais:
1. Estabelecimento de consenso sobre um limite máximo e “seguro” para o aumento da temperatura média da superfície terrestre
O grupo de empresas signatárias entende que é fundamental que o Brasil se posicione sobre o que considera um limite seguro de aumento de temperatura e de níveis de emissões. Em julho deste ano, durante a Cúpula do G8, o país sinalizou que compartilha do consenso de que a temperatura não deve ultrapassar os 2ºC, até o final do século.
2. Aperfeiçoamento do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
Os empresários defendem que mesmo os projetos que têm viabilidade financeira para serem executados sem o MDL e aqueles realizados em países que não pertençam ao Anexo-I, mas possuam legislação que regule as emissões de gases de efeito estufa, sejam beneficiados com o mecanismo. Também seria desejável para o setor empresarial brasileiro que o recurso se estendesse à ampliação da eficiência energética no setor industrial.
3. Redução de Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD)
De acordo com o documento, o mecanismo de REDD é fundamental para o Brasil e as empresas compartilham da posição do governo brasileiro sobre o tema e consideram que essa é a área em que o país mais pode contribuir para o combate às mudanças climáticas.
4. Arranjos setoriais
As empresas defendem que haja referenciais de desempenho relacionados às decisões de Copenhague para cada setor em termos de emissões de gases de efeito estufa, de modo que os arranjos não se sobreponham à soberania nacional. Existe uma preocupação de que os acordos entre os setores não prejudiquem o desenvolvimento industrial do Brasil e que os países em desenvolvimento possam buscar atingir os mesmos níveis de bem estar dos países ricos.
5. Governança da questão climática no Brasil e interação entre os diversos agentes
O setor empresarial defende que as decisões relacionadas às mudanças do clima sejam transparentes e contem com a participação das empresas e da sociedade em todo o processo que envolva a definição do posicionamento brasileiro nas negociações internacionais do clima. Também seria desejável que o governo, em suas diversas instâncias, tivesse uma posição única sobre o assunto e que um organismo federal coordenasse as ações relacionadas com o tema.
O encontro foi realizado da sede do Grupo Santander, em São Paulo, e contou com a presença da diretora do Ministério do Meio Ambiente, Branca Americano, do consultor do MMA, Tasso Azevedo, e do ministro do Meio Ambiente da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, que ressaltou a importância de os países saírem da COP-15 com um acordo climático global ambicioso.
Entre os 21 signatários do documento estão o Grupo Abril, o Grupo Santander Brasil e a Petrobras. Confira a lista completa no site do CEBDS.
Leia o documento na íntegra.