sua cidade
Turista por uma diaria
Para conhecer a fundo os pontos turísticos e culturais de algum bairro da sua cidade, não há nada melhor do que se hospedar em um hotel, nem que seja por, apenas, uma diária
Priscilla Santos
Revista Vida Simples – 08/2009
Hospedar-se em um hotel em sua própria cidade é uma forma de ver o lugar em que moramos com olhar estrangeiro – por uma diária que seja. A minha foi de um sábado para domingo. Entrei em um táxi para ir para “casa” e dei ao motorista um endereço que não era o meu. Informei que desceria em um hotel e recebi de volta: “Tá vindo de onde?”
Fiz o check-in (sob o curioso olhar do recepcionista, que não deve ter entendido por que preenchi a ficha com um endereço da mesma cidade) e saí para passear pela região: a Liberdade, bairro oriental de São Paulo. Comprei um guia só do bairro. Ao andar com ele pelas ruas, não só eu me senti turista, como os outros passaram a me ver assim.
Tomei gosto por pedir informações nas ruas e por fotografar tudo, como um bom turista japonês. Descobri um boteco de petiscos nipônicos pertencente a uma família de lutadores de sumô. De trás do balcão, o Taka, um dos donos, me indicou outro pub japonês, de um amigo.
Eu jamais descobriria sozinha o local, sem placa, que se desvenda somente àqueles quem têm a audácia de empurrar a porta de correr preta que faz o pub parecer sempre fechado.
Eu era a única ociental no recinto. Na manhã seguinte, foi uma delícia acordar e tomar café da manhã de hotel (sem isso ser piada) e caminhar mais e mais pelo bairro antes de empacotar a bagagem e entrar em um táxi – dessa vez, em direção ao velho endereço.
Hospedar-se em um hotel em sua própria cidade é uma forma de ver o lugar em que moramos com olhar estrangeiro – por uma diária que seja. A minha foi de um sábado para domingo. Entrei em um táxi para ir para “casa” e dei ao motorista um endereço que não era o meu. Informei que desceria em um hotel e recebi de volta: “Tá vindo de onde?”
Fiz o check-in (sob o curioso olhar do recepcionista, que não deve ter entendido por que preenchi a ficha com um endereço da mesma cidade) e saí para passear pela região: a Liberdade, bairro oriental de São Paulo. Comprei um guia só do bairro. Ao andar com ele pelas ruas, não só eu me senti turista, como os outros passaram a me ver assim.
Tomei gosto por pedir informações nas ruas e por fotografar tudo, como um bom turista japonês. Descobri um boteco de petiscos nipônicos pertencente a uma família de lutadores de sumô. De trás do balcão, o Taka, um dos donos, me indicou outro pub japonês, de um amigo.
Eu jamais descobriria sozinha o local, sem placa, que se desvenda somente àqueles quem têm a audácia de empurrar a porta de correr preta que faz o pub parecer sempre fechado.
Eu era a única ociental no recinto. Na manhã seguinte, foi uma delícia acordar e tomar café da manhã de hotel (sem isso ser piada) e caminhar mais e mais pelo bairro antes de empacotar a bagagem e entrar em um táxi – dessa vez, em direção ao velho endereço.