cidade colorida
Liberdade em cores
Tirana, a capital da Albânia, era um inferno arquitetônico até ganhar muitas pinceladas de tinta
Marcia Bindo
Revista Vida Simples – 07/2009
Quase cinco décadas de ditadura comunista converteram a Albânia – um pequerrucho país nos Bálcãs – em uma das nações mais isoladas do planeta graças a um regime repressivo. Somente na década de 90, com uma razoável abertura política, as coisas ficaram menos sufocantes. Mas um aspecto continuava a azedar a vida dos moradores de Tirana, a capital erguida em concreto armado: o cinza dos prédios.
Quem percorresse as ruas dessa cidade de cerca de 800 mil habitantes iria se defrontar com uma massa tediosa de edificações. Esse quadro mudou graças a um prefeito íntimo das artes. Eleito no início desta década com apenas 36 anos (e reconduzido ao posto três anos mais tarde), Edi Rama tinha no currículo uma graduação em artes e a vivência como artista plástico em Paris.
Convocou um exército de pintores – todos munidos de baldes multicoloridos de tinta – e tingiu a cidade com as mais diversas padronagens: estilo yellow submarine aqui, meio Mondrian ali. Claro que houve algum exagero: mas como recriminar um povo que emerge do cinza mais aborrecido para essa abertura ampla e irrestrita na escala de cores? Hoje Tirana resplandece graças a muitas demãos de tinta.
Quase cinco décadas de ditadura comunista converteram a Albânia – um pequerrucho país nos Bálcãs – em uma das nações mais isoladas do planeta graças a um regime repressivo. Somente na década de 90, com uma razoável abertura política, as coisas ficaram menos sufocantes. Mas um aspecto continuava a azedar a vida dos moradores de Tirana, a capital erguida em concreto armado: o cinza dos prédios.
Quem percorresse as ruas dessa cidade de cerca de 800 mil habitantes iria se defrontar com uma massa tediosa de edificações. Esse quadro mudou graças a um prefeito íntimo das artes. Eleito no início desta década com apenas 36 anos (e reconduzido ao posto três anos mais tarde), Edi Rama tinha no currículo uma graduação em artes e a vivência como artista plástico em Paris.
Convocou um exército de pintores – todos munidos de baldes multicoloridos de tinta – e tingiu a cidade com as mais diversas padronagens: estilo yellow submarine aqui, meio Mondrian ali. Claro que houve algum exagero: mas como recriminar um povo que emerge do cinza mais aborrecido para essa abertura ampla e irrestrita na escala de cores? Hoje Tirana resplandece graças a muitas demãos de tinta.