uma praça de presente
Quando se quer, as mudanças acontecem
A administradora Cecília Lotufo, 33 anos, foi surpreendida com um pedido da filha, Alice, 4: ela queria de aniversário a reforma de um parquinho no bairro. Cecília correu atrás e realizou o sonho
Da Redação
Revista Bons Fluidos - 11/2008
“Presenteei a cidade e a minha filha. Costumo levar Alice para a escola a pé. Felizmente, moramos em um bairro calmo e arborizado, em São Paulo, e no caminho há uma pracinha. Todos os dias, ela pára no parquinho da praça para brincar um pouco, apesar de o lugar estar com vários brinquedos quebrados. Um dia, numa das paradas, perguntei para a Alice: ‘Seu aniversário está chegando. O que você quer fazer e onde?’ Então, ela me respondeu que queria comemorar o aniversário naquele parquinho. Combinei com ela que o presente seria deixar o lugar bem lindo. E assim foi feito.
Era início de agosto e o aniversário de 4 anos de Alice seria em meados de setembro. Eu sabia que tinha pouco tempo, porém muita disposição para fazer as coisas acontecerem. Fui à prefeitura, que me informou que o caminho para promover mudanças na praça seria ir até a subprefeitura. Depois de muita conversa, a subprever feitura se comprometeu a reformar alguns brinquedos e colocar novos e
eu entraria com outras melhorias. Comecei, então, a falar com os amigos. Avisei que seria aniversário de minha filha e o presente seria a reforma do parque – o presente, aliás, não seria só meu, mas dos amigos. Todos se empolgaram com a idéia e começaram a contribuir de maneiras diferentes.
Houve uma amiga que se comprometeu a fazer uma oficina de mosaico no dia da festa e o resultado ficaria como decoração em um muro da praça. Outro amigo deu dezenas de mudas de árvores para plantar.
No entanto, só isso não bastava. Eu sabia que esse não seria apenas um presente para a Alice, mas para a cidade. Então achei importante envolver a comunidade na reforma do lugar. Assim, minha filha e eu fomos a todas as casas e edifícios próximos à praça, convidando os moradores para a festa. No dia do aniversário, mais de 300 pessoas compareceram para subprever o parque com brinquedos novos e mais árvores – muitas delas plantadas pelas pessoas durante a festa.
Servimos 200 pizzas, havia um bolo de dois andares de 1 m e foram preparadas centenas de brigadeiros (40 latas de leite condensado). Na hora do parabéns, muita gente apareceu na janela das casas e dos prédios para cantar parabéns para minha filha. Foi emocionante porque as pessoas se
sentiram bastante comprometidas a manter o lugar sempre bonito.
A Alice, claro, adorou a festa. E as lembranças estão vivas porque todo dia quando paramos no parquinho, no caminho da escola, ela se lembra daquele dia feliz. Acredito que toda a história vai dar força, no futuro, para ela acreditar nas mudanças, acreditar que as coisas podem acontecer quando a gente deseja e corre atrás.”
“Presenteei a cidade e a minha filha. Costumo levar Alice para a escola a pé. Felizmente, moramos em um bairro calmo e arborizado, em São Paulo, e no caminho há uma pracinha. Todos os dias, ela pára no parquinho da praça para brincar um pouco, apesar de o lugar estar com vários brinquedos quebrados. Um dia, numa das paradas, perguntei para a Alice: ‘Seu aniversário está chegando. O que você quer fazer e onde?’ Então, ela me respondeu que queria comemorar o aniversário naquele parquinho. Combinei com ela que o presente seria deixar o lugar bem lindo. E assim foi feito.
Era início de agosto e o aniversário de 4 anos de Alice seria em meados de setembro. Eu sabia que tinha pouco tempo, porém muita disposição para fazer as coisas acontecerem. Fui à prefeitura, que me informou que o caminho para promover mudanças na praça seria ir até a subprefeitura. Depois de muita conversa, a subprever feitura se comprometeu a reformar alguns brinquedos e colocar novos e
eu entraria com outras melhorias. Comecei, então, a falar com os amigos. Avisei que seria aniversário de minha filha e o presente seria a reforma do parque – o presente, aliás, não seria só meu, mas dos amigos. Todos se empolgaram com a idéia e começaram a contribuir de maneiras diferentes.
Houve uma amiga que se comprometeu a fazer uma oficina de mosaico no dia da festa e o resultado ficaria como decoração em um muro da praça. Outro amigo deu dezenas de mudas de árvores para plantar.
No entanto, só isso não bastava. Eu sabia que esse não seria apenas um presente para a Alice, mas para a cidade. Então achei importante envolver a comunidade na reforma do lugar. Assim, minha filha e eu fomos a todas as casas e edifícios próximos à praça, convidando os moradores para a festa. No dia do aniversário, mais de 300 pessoas compareceram para subprever o parque com brinquedos novos e mais árvores – muitas delas plantadas pelas pessoas durante a festa.
Servimos 200 pizzas, havia um bolo de dois andares de 1 m e foram preparadas centenas de brigadeiros (40 latas de leite condensado). Na hora do parabéns, muita gente apareceu na janela das casas e dos prédios para cantar parabéns para minha filha. Foi emocionante porque as pessoas se
sentiram bastante comprometidas a manter o lugar sempre bonito.
A Alice, claro, adorou a festa. E as lembranças estão vivas porque todo dia quando paramos no parquinho, no caminho da escola, ela se lembra daquele dia feliz. Acredito que toda a história vai dar força, no futuro, para ela acreditar nas mudanças, acreditar que as coisas podem acontecer quando a gente deseja e corre atrás.”