
Giuliana Capello
Revista Casa Claudia – 10/2009
CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
Lavanderia Verde
O ambiente da Campinas Decor 2009, criado por Letícia Wassall, aproveitou a luz natural com brises e forro de garapeira certificada. A mesma madeira foi usada no mobiliário do designer Pedro Negrão de Lima. Placas de fibra de coco sustentam o jardim vertical, com irrigação por gotejamento.
Espaço Conceito Bilheteria
Na mostra CAD Casa Arte & Design Brasil 2008, Graciela Piñero recorreu a brises metálicos para controlar a luminosidade e a ventilação. Móveis e objetos privilegiaram fibras naturais, madeiras certificadas e artesanato comunitário. O telhado verde melhora o conforto térmico e reduz o consumo de energia.
Loft Ecodecor
Juliana Boer e Maira Del Nero escolheram angelim de manejo sustentável para a estrutura do loft da Campinas Decor 2009. Algodão e seda orgânicos revestem futon e almofadas. Sobre o tapete de fios de PET, poltrona de brechó e mesa lateral de eucalipto de redescobrimento.
Loja Joyful
Muiracatiara certificada compõe o piso da loja em Curitiba, que tem móveis de madeira de demolição e artesanato comunitário. Nos provadores, banquetas Lotus, do designer Rodrigo Calixto, e poltrona de ferro revestido de fibra de bananeira (Divinas Brasil). Projeto de Daniele Bonjorno e Karine Poland.
Differente Café
Em Belo Horizonte, esta cafeteria, tabacaria e loja, de 190 m², reformada por Ana Andréa Mendonça, tem piso Ecoblock, de resíduos plásticos, e mesas de madeira de demolição. Nas paredes, pastilhas de coco, tinta à base d’água e mosaico de pedacinhos de pau de café, provenientes da poda após a colheita.
Veja Galeria de fotos
CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Painéis, rodapés e pastilhas feitos com resíduos foram os escolhidos pelo júri este ano. Destaque também para produtos que economizam água e energia em sua produção.
Pasinato Easystone
Os mosaicos de rocha da Pasinato vêm pré-moldados em tela sintética reciclada, que tornam a instalação mais fácil. Indicados para pisos de áreas sociais e estacionamentos, são produzidos com 40% de resíduos de pedreiras. Custam, em média, 50 reais o m².
Bananaplac
Fibras de bananeiras descartadas após a colheita dos frutos nas plantações dão origem ao painel laminado (50 x 70 cm) criado pela Fibra Design Sustentável. O produto reveste superfícies planas e curvas em ambientes internos. Nos tons natural e descolorido, e nas cores vermelho, azul e verde, sai por 100 reais o m².
Revestimentos da Amazônia
Ouriços de castanha-do-pará, antes deixados na floresta após a coleta dos frutos, viraram placas decorativas de 30 x 30 cm (250 reais o m²), que revestem paredes, balcões e móveis. A empresa Agrocon compra o produto de famílias extrativistas, que agora recebem 50% a mais pela atividade.
Linha Twin
A torneira metálica com filtro da Deca (31,8 cm de altura) vem com saídas independentes para água potável e filtrada. Prático e com vida útil de 1,5 mil litros, o filtro evita o descarte de mil garrafas pet de 1,5 litro de água mineral ou 75 galões de 20 litros. Custa, em média, 600 reais.
Tiras decorativas
Os rodapés e molduras da empresa Santa Luzia são fabricados com 95% de isopor reciclado. Além de evitar o descarte inadequado do produto, a novidade estimula a coleta seletiva do material na região. As réguas medem 12 cm x 2,40 m. Preço: 9,98 o metro.
Kit Brasil
O novo conjunto da Deca inclui cuba e coluna de cerâmica, torneira, válvula de escoamento e sifão. A solução leva 60% menos componentes do que um lavatório convencional. A torneira vem com arejador, que reduz em 30% o consumo de água. Preço: 115 reais.
Telhas Perkus
Da curitibana Grupo R. Casagrande, as telhas cerâmicas (26,5 x 42 cm) são produzidas em fornos e secadores alimentados com gás natural, menos poluente do que o modelo a lenha. Entre as cores disponíveis está a branca, que aumenta o conforto térmico e combate as ilhas de calor. Preço: de 1,90 a 2,90 reais, cada uma.
Recicla vidro I e II
Restos de vidros recolhidos de vidraçarias de Recife são a matéria-prima da artista Moema Cardoso, que recicla o material para dar vida a peças decorativas de revestimento de 10 x 10 cm. O m² sai por 286 reais.
Caixa Fácil CA
A caixa de derivação elétrica da Metaf, usada em lajes, tem um design inovador,que permite reduzir 3 cm na altura da capa de concreto da cobertura. Resultado: uma obra mais limpa, leve e econômica. Maior, o espaço interno (expansível de 25 a 32 cm) facilita a organização da rede elétrica. Preço: 18 reais.
Ecofibra Indoor
Os painéis laminados da Artecola levam 31% de fibras naturais (cana-de-açúcar, coco e madeira) descartadas pela indústria. As chapas, comparadas às de MDF e BP, são isentas de formaldeído (uma substância tóxica) e medem 1 x 2,75 m, com 3 mm de espessura. Revestem divisórias, painéis, forros, portas e móveis. Preço: 80 reais.
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CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
Este ano, o júri selecionou dois empreendimentos: um conjunto habitacional popular na grande Salvador e um supermercado cheio de recursos sustentáveis na capital paulista.
Loja Ecoeficiente Walmart Morumbi
Em São Paulo, a nova loja da Walmart priorizou o aproveitamento da luz natural e o uso de lâmpadas fluorescentes. O prédio capta água da chuva para irrigar os jardins e, nos banheiros, tem vasos sanitários com descargas a vácuo, mictórios a seco e torneiras com fechamento automático. Na fachada, os vidros refletem o calor e diminuem a necessidade do ar-condicionado. Materiais recicláveis da loja e dos clientes são encaminhados para cooperativas, bem como pilhas e baterias usadas.
Criado como modelo de habitação popular, o empreendimento da construtora Bairro Novo, em Camaçari, BA, tem área de 1 milhão de m², com ruas pavimentadas, serviços de iluminação, água e esgoto, além de centros comerciais e áreas de lazer. As casas são construídas com a geração mínima de entulho: paredes e lajes são feitas de concreto armado, moldadas no local em fôrmas de alumínio reutilizáveis. As condições de pagamento são especiais para famílias com renda entre três e cinco salários mínimos. Na entrega, o proprietário recebe um guia de sustentabilidade.
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CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
Os arquitetos se empenharam em usar técnicas construtivas que provocam menos impacto ambiental em seus projetos. Também usaram madeiras certificadas e recursos que possibilitam a economia de água e energia.
Casa em Santa Cruz do Sul, RS
Cíntia Gusson Etges e Karen Bammann assinam o projeto desta casa, de 322 m², construída com materiais locais. Destaque para a eficiência energética: iluminação e ventilação naturais, sistema de aquecimento solar de água e captação de água da chuva para uso nas descargas sanitárias.
Casa Taipa
A técnica de construção com terra foi o ponto de partida do arquiteto Maurício Venâncio nesta casa em Limeira, SP. Com 90 m², a construção tem colunas estruturais de tijolo de solo-cimento, paredes externas de taipa de pilão e internas de pau a pique, pintadas com tinta à base de terra.
Casa de fazenda
Em Cunha, SP, a residência de 309 m² foi erguida com eucalipto de reflorestamento, vidros reaproveitados e materiais e mão de obra locais. A arquiteta Carmen Saraiva caprichou na iluminação natural e incluiu a captação de água da chuva para irrigação de jardim e usos diversos na fazenda.
Casa Eucaliptus
Em Campos do Jordão, SP, o arquiteto André Eisenlohr ergueu uma casa de 50 m² com madeira de manejo sustentável e reflorestamento. A construção preservou totalmente a topografia do terreno e privilegiou mão de obra local e fornecedores regionais.
Casa Modelo Experimental
Erguida em Americana, SP, para ser uma referência em uso racional de água e energia, o case do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí tem 190 m². Leva tijolos com escória siderúrgica, telhas de tubos de creme dental, aquecimento solar de água, cisternas, estação de tratamento de esgoto e equipamentos economizadores de água nos banheiros.
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CATEGORIA PRODUTOS
Produtos para a casa que lançam mão da tecnologia para economizar água e energia, de madeira certificada, ou que usam resíduos industriais. Eis os dez finalistas deste ano.
Cadeira Tupi
O corte computadorizado da peça garante o bom aproveitamento da matéria-prima: compensado de madeira, de 15 mm de espessura, com documento de origem florestal. Da Lattoog Design, custa cerca de 2 mil reais.
Cricket Poli
De André Wagner (DL Iluminação), a luminária de mesa tem braços articulados de jequitibá-rosa certificado. A cúpula de policarbonato é pintada com tinta epóxi-pó em diversas cores e recebe uma lâmpada halógena de até 60 watts. Inspirada no movimento dos jogadores de críquete, sai por 878 reais.
Solatube 290 DS
O sistema de iluminação natural da Solatube, importado pela Naturalux, ajuda na redução do consumo de energia. Sua cúpula externa capta a luz solar, que atravessa o telhado pela tubulação até chegar ao difusor (lente prismática), instalado internamente como uma luminária de teto. Cada peça ilumina até 20 m². Preço: 1 750 reais.
Tamborete São João
Criado pelo designer Ronaldo Edson da Silva, o banco (675 reais), inspirado nas festas nordestinas, é resultado da reutilização de folhas de papelão de embalagens, cortadas e coladas manualmente. Leve e com furos para o transporte, recebe acabamento de chita.
Linha Cut
Criação de Fernando Prado, da Lumini, os balizadores e as arandelas utilizam leds como fonte luminosa, uma opção econômica e de grande durabilidade. Por isso, as peças levam aço inox, um material resistente capaz de acompanhar a vida útil dos diodos emissores de luz. O balizador sai por 928 reais.
Banco Maack
Pedaços e sobras de madeira maciça de várias espécies, prensadas e coladas com produto atóxico. Essa é a fórmula da peça desenhada por Paulo Dias. O nome é uma homenagem ao ambientalista Reinhard Maack, pioneiro na defesa da mata paranaense de araucárias. Preço: 590 reais.
Luminária EcoPipa
A peça articulada, design de Bruno de Avila, tem estrutura maciça de cedro-rosa certificado, cúpula de tecido de plantas cultivadas na Amazônia (Ecovogt) e dimmer. A fabricação valoriza o trabalho do marceneiro tradicional. Mede 93,5 cm, em sua posição original, que aceita diversos ajustes. Vale 950 reais.
Lavadora Turbo Acquajet 15 K
Além de lavar mais roupas num mesmo ciclo, a máquina da Electrolux vem com a função Eco Enxágue, que possibilita uma economia de água de até 40%. Custa, em média, 1 799 reais.
Banco Peque
A peça de curvas suaves é inteiramente construída com laminado de bambu-mossô, material abundante e facilmente renovável na natureza. Desenho de Marko Brajovic e fabricação da Tiva Design. Por 1 250 reais.
Acessórios de banheiro Native
Porta-sabonete líquido, porta-escova, saboneteira, caixa multiúso e lixeira compõem a linha Native, da Coza. Atóxicos, os produtos levam 65% de polipropileno. O restante é um biopolímero à base de casca e fibra de coco. O kit completo vale 97 reais.
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CATEGORIA ACÃO SOCIAL
Projeto Junco
Sete empresas produtoras de esteiras de junco em Registro, SP, estavam à beira da falência por causa dos importados chineses. A designer Fabíola Bergamo, junto com o Sebrae-SP e a Associação Comercial de Registro, uniu os empresários e desenvolveu 40 novos produtos, entre sandálias, tapetes e almofadas. Unidas, as empresas se fortaleceram e reconquistaram seu lugar.
Óleo reciclado, pescador beneficiado
Na Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo, RJ, o projeto do Centro de Logística e Apoio à Natureza (Clean), com patrocínio da Shell do Brasil, está coletando óleo de cozinha usado pelas famílias de pescadores. Na segunda etapa do projeto, o óleo será transformado em biodiesel para abastecer as embarcações locais com um combustível mais limpo e mais barato.
Minha Casa do Futuro
O concurso cultural criado há quatro anos pela loja de materiais de construção Construlopes & Gimenez, em Ourinhos, SP, envolve alunos do ensino fundamental de escolas das redes pública e particular da cidade. As crianças criam desenhos de moradias ecológicas e são premiadas em um evento aberto ao público.
Inclusão de mulheres no mercado de trabalho
Resíduos das indústrias têxtil e gráfica viram artesanato e fonte de renda para 285 mulheres que participam dos cursos oferecidos pela ONG Aldeia do Futuro, em São Paulo. Com o projeto, elas aprendem noções básicas de costura, artesanato com biojoias, bordados, crochê e tear e são encaminhadas para o mercado de trabalho.
Florestamento nobre: previdência em árvores
A Sociedade Amigos de Piedade já implantou mais de 78 projetos de plantio de árvores nobres em pequenas propriedades rurais da cidade e região do Vale do Ribeira, SP, a fim de garantir uma espécie de fundo de aposentadoria aos agricultores com a venda da madeira para a indústria moveleira.
Rede Asta
O Instituto Realice, do Rio de Janeiro, criou há dois anos a primeira rede de venda direta de produtos sustentáveis do Brasil, que reúne grupos comunitários de produção de artesanato, moda e decoração do estado. A Rede Asta viabiliza a comercialização por meio de catálogos divulgados pelas conselheiras (revendedoras porta a porta).
Casa Modelo Experimental
Criada como um instrumento de educação ambiental pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a construção em Limeira, SP, foi erguida com materiais ecológicos e sistemas que privilegiam o uso racional de água e energia. A meta é receber 10 mil visitantes por ano, entre crianças, educadores e gestores públicos.
Giuliana Capello
Revista Casa Claudia – 10/2009
CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
Lavanderia Verde
O ambiente da Campinas Decor 2009, criado por Letícia Wassall, aproveitou a luz natural com brises e forro de garapeira certificada. A mesma madeira foi usada no mobiliário do designer Pedro Negrão de Lima. Placas de fibra de coco sustentam o jardim vertical, com irrigação por gotejamento.
Espaço Conceito Bilheteria
Na mostra CAD Casa Arte & Design Brasil 2008, Graciela Piñero recorreu a brises metálicos para controlar a luminosidade e a ventilação. Móveis e objetos privilegiaram fibras naturais, madeiras certificadas e artesanato comunitário. O telhado verde melhora o conforto térmico e reduz o consumo de energia.
Loft Ecodecor
Juliana Boer e Maira Del Nero escolheram angelim de manejo sustentável para a estrutura do loft da Campinas Decor 2009. Algodão e seda orgânicos revestem futon e almofadas. Sobre o tapete de fios de PET, poltrona de brechó e mesa lateral de eucalipto de redescobrimento.
Loja Joyful
Muiracatiara certificada compõe o piso da loja em Curitiba, que tem móveis de madeira de demolição e artesanato comunitário. Nos provadores, banquetas Lotus, do designer Rodrigo Calixto, e poltrona de ferro revestido de fibra de bananeira (Divinas Brasil). Projeto de Daniele Bonjorno e Karine Poland.
Differente Café
Em Belo Horizonte, esta cafeteria, tabacaria e loja, de 190 m², reformada por Ana Andréa Mendonça, tem piso Ecoblock, de resíduos plásticos, e mesas de madeira de demolição. Nas paredes, pastilhas de coco, tinta à base d’água e mosaico de pedacinhos de pau de café, provenientes da poda após a colheita.
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CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Painéis, rodapés e pastilhas feitos com resíduos foram os escolhidos pelo júri este ano. Destaque também para produtos que economizam água e energia em sua produção.
Pasinato Easystone
Os mosaicos de rocha da Pasinato vêm pré-moldados em tela sintética reciclada, que tornam a instalação mais fácil. Indicados para pisos de áreas sociais e estacionamentos, são produzidos com 40% de resíduos de pedreiras. Custam, em média, 50 reais o m².
Bananaplac
Fibras de bananeiras descartadas após a colheita dos frutos nas plantações dão origem ao painel laminado (50 x 70 cm) criado pela Fibra Design Sustentável. O produto reveste superfícies planas e curvas em ambientes internos. Nos tons natural e descolorido, e nas cores vermelho, azul e verde, sai por 100 reais o m².
Revestimentos da Amazônia
Ouriços de castanha-do-pará, antes deixados na floresta após a coleta dos frutos, viraram placas decorativas de 30 x 30 cm (250 reais o m²), que revestem paredes, balcões e móveis. A empresa Agrocon compra o produto de famílias extrativistas, que agora recebem 50% a mais pela atividade.
Linha Twin
A torneira metálica com filtro da Deca (31,8 cm de altura) vem com saídas independentes para água potável e filtrada. Prático e com vida útil de 1,5 mil litros, o filtro evita o descarte de mil garrafas pet de 1,5 litro de água mineral ou 75 galões de 20 litros. Custa, em média, 600 reais.
Tiras decorativas
Os rodapés e molduras da empresa Santa Luzia são fabricados com 95% de isopor reciclado. Além de evitar o descarte inadequado do produto, a novidade estimula a coleta seletiva do material na região. As réguas medem 12 cm x 2,40 m. Preço: 9,98 o metro.
Kit Brasil
O novo conjunto da Deca inclui cuba e coluna de cerâmica, torneira, válvula de escoamento e sifão. A solução leva 60% menos componentes do que um lavatório convencional. A torneira vem com arejador, que reduz em 30% o consumo de água. Preço: 115 reais.
Telhas Perkus
Da curitibana Grupo R. Casagrande, as telhas cerâmicas (26,5 x 42 cm) são produzidas em fornos e secadores alimentados com gás natural, menos poluente do que o modelo a lenha. Entre as cores disponíveis está a branca, que aumenta o conforto térmico e combate as ilhas de calor. Preço: de 1,90 a 2,90 reais, cada uma.
Recicla vidro I e II
Restos de vidros recolhidos de vidraçarias de Recife são a matéria-prima da artista Moema Cardoso, que recicla o material para dar vida a peças decorativas de revestimento de 10 x 10 cm. O m² sai por 286 reais.
Caixa Fácil CA
A caixa de derivação elétrica da Metaf, usada em lajes, tem um design inovador,que permite reduzir 3 cm na altura da capa de concreto da cobertura. Resultado: uma obra mais limpa, leve e econômica. Maior, o espaço interno (expansível de 25 a 32 cm) facilita a organização da rede elétrica. Preço: 18 reais.
Ecofibra Indoor
Os painéis laminados da Artecola levam 31% de fibras naturais (cana-de-açúcar, coco e madeira) descartadas pela indústria. As chapas, comparadas às de MDF e BP, são isentas de formaldeído (uma substância tóxica) e medem 1 x 2,75 m, com 3 mm de espessura. Revestem divisórias, painéis, forros, portas e móveis. Preço: 80 reais.
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CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
Este ano, o júri selecionou dois empreendimentos: um conjunto habitacional popular na grande Salvador e um supermercado cheio de recursos sustentáveis na capital paulista.
Loja Ecoeficiente Walmart Morumbi
Em São Paulo, a nova loja da Walmart priorizou o aproveitamento da luz natural e o uso de lâmpadas fluorescentes. O prédio capta água da chuva para irrigar os jardins e, nos banheiros, tem vasos sanitários com descargas a vácuo, mictórios a seco e torneiras com fechamento automático. Na fachada, os vidros refletem o calor e diminuem a necessidade do ar-condicionado. Materiais recicláveis da loja e dos clientes são encaminhados para cooperativas, bem como pilhas e baterias usadas.
Criado como modelo de habitação popular, o empreendimento da construtora Bairro Novo, em Camaçari, BA, tem área de 1 milhão de m², com ruas pavimentadas, serviços de iluminação, água e esgoto, além de centros comerciais e áreas de lazer. As casas são construídas com a geração mínima de entulho: paredes e lajes são feitas de concreto armado, moldadas no local em fôrmas de alumínio reutilizáveis. As condições de pagamento são especiais para famílias com renda entre três e cinco salários mínimos. Na entrega, o proprietário recebe um guia de sustentabilidade.
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CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
Os arquitetos se empenharam em usar técnicas construtivas que provocam menos impacto ambiental em seus projetos. Também usaram madeiras certificadas e recursos que possibilitam a economia de água e energia.
Casa em Santa Cruz do Sul, RS
Cíntia Gusson Etges e Karen Bammann assinam o projeto desta casa, de 322 m², construída com materiais locais. Destaque para a eficiência energética: iluminação e ventilação naturais, sistema de aquecimento solar de água e captação de água da chuva para uso nas descargas sanitárias.
Casa Taipa
A técnica de construção com terra foi o ponto de partida do arquiteto Maurício Venâncio nesta casa em Limeira, SP. Com 90 m², a construção tem colunas estruturais de tijolo de solo-cimento, paredes externas de taipa de pilão e internas de pau a pique, pintadas com tinta à base de terra.
Casa de fazenda
Em Cunha, SP, a residência de 309 m² foi erguida com eucalipto de reflorestamento, vidros reaproveitados e materiais e mão de obra locais. A arquiteta Carmen Saraiva caprichou na iluminação natural e incluiu a captação de água da chuva para irrigação de jardim e usos diversos na fazenda.
Casa Eucaliptus
Em Campos do Jordão, SP, o arquiteto André Eisenlohr ergueu uma casa de 50 m² com madeira de manejo sustentável e reflorestamento. A construção preservou totalmente a topografia do terreno e privilegiou mão de obra local e fornecedores regionais.
Casa Modelo Experimental
Erguida em Americana, SP, para ser uma referência em uso racional de água e energia, o case do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí tem 190 m². Leva tijolos com escória siderúrgica, telhas de tubos de creme dental, aquecimento solar de água, cisternas, estação de tratamento de esgoto e equipamentos economizadores de água nos banheiros.
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CATEGORIA PRODUTOS
Produtos para a casa que lançam mão da tecnologia para economizar água e energia, de madeira certificada, ou que usam resíduos industriais. Eis os dez finalistas deste ano.
Cadeira Tupi
O corte computadorizado da peça garante o bom aproveitamento da matéria-prima: compensado de madeira, de 15 mm de espessura, com documento de origem florestal. Da Lattoog Design, custa cerca de 2 mil reais.
Cricket Poli
De André Wagner (DL Iluminação), a luminária de mesa tem braços articulados de jequitibá-rosa certificado. A cúpula de policarbonato é pintada com tinta epóxi-pó em diversas cores e recebe uma lâmpada halógena de até 60 watts. Inspirada no movimento dos jogadores de críquete, sai por 878 reais.
Solatube 290 DS
O sistema de iluminação natural da Solatube, importado pela Naturalux, ajuda na redução do consumo de energia. Sua cúpula externa capta a luz solar, que atravessa o telhado pela tubulação até chegar ao difusor (lente prismática), instalado internamente como uma luminária de teto. Cada peça ilumina até 20 m². Preço: 1 750 reais.
Tamborete São João
Criado pelo designer Ronaldo Edson da Silva, o banco (675 reais), inspirado nas festas nordestinas, é resultado da reutilização de folhas de papelão de embalagens, cortadas e coladas manualmente. Leve e com furos para o transporte, recebe acabamento de chita.
Linha Cut
Criação de Fernando Prado, da Lumini, os balizadores e as arandelas utilizam leds como fonte luminosa, uma opção econômica e de grande durabilidade. Por isso, as peças levam aço inox, um material resistente capaz de acompanhar a vida útil dos diodos emissores de luz. O balizador sai por 928 reais.
Banco Maack
Pedaços e sobras de madeira maciça de várias espécies, prensadas e coladas com produto atóxico. Essa é a fórmula da peça desenhada por Paulo Dias. O nome é uma homenagem ao ambientalista Reinhard Maack, pioneiro na defesa da mata paranaense de araucárias. Preço: 590 reais.
Luminária EcoPipa
A peça articulada, design de Bruno de Avila, tem estrutura maciça de cedro-rosa certificado, cúpula de tecido de plantas cultivadas na Amazônia (Ecovogt) e dimmer. A fabricação valoriza o trabalho do marceneiro tradicional. Mede 93,5 cm, em sua posição original, que aceita diversos ajustes. Vale 950 reais.
Lavadora Turbo Acquajet 15 K
Além de lavar mais roupas num mesmo ciclo, a máquina da Electrolux vem com a função Eco Enxágue, que possibilita uma economia de água de até 40%. Custa, em média, 1 799 reais.
Banco Peque
A peça de curvas suaves é inteiramente construída com laminado de bambu-mossô, material abundante e facilmente renovável na natureza. Desenho de Marko Brajovic e fabricação da Tiva Design. Por 1 250 reais.
Acessórios de banheiro Native
Porta-sabonete líquido, porta-escova, saboneteira, caixa multiúso e lixeira compõem a linha Native, da Coza. Atóxicos, os produtos levam 65% de polipropileno. O restante é um biopolímero à base de casca e fibra de coco. O kit completo vale 97 reais.
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CATEGORIA ACÃO SOCIAL
Projeto Junco
Sete empresas produtoras de esteiras de junco em Registro, SP, estavam à beira da falência por causa dos importados chineses. A designer Fabíola Bergamo, junto com o Sebrae-SP e a Associação Comercial de Registro, uniu os empresários e desenvolveu 40 novos produtos, entre sandálias, tapetes e almofadas. Unidas, as empresas se fortaleceram e reconquistaram seu lugar.
Óleo reciclado, pescador beneficiado
Na Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo, RJ, o projeto do Centro de Logística e Apoio à Natureza (Clean), com patrocínio da Shell do Brasil, está coletando óleo de cozinha usado pelas famílias de pescadores. Na segunda etapa do projeto, o óleo será transformado em biodiesel para abastecer as embarcações locais com um combustível mais limpo e mais barato.
Minha Casa do Futuro
O concurso cultural criado há quatro anos pela loja de materiais de construção Construlopes & Gimenez, em Ourinhos, SP, envolve alunos do ensino fundamental de escolas das redes pública e particular da cidade. As crianças criam desenhos de moradias ecológicas e são premiadas em um evento aberto ao público.
Inclusão de mulheres no mercado de trabalho
Resíduos das indústrias têxtil e gráfica viram artesanato e fonte de renda para 285 mulheres que participam dos cursos oferecidos pela ONG Aldeia do Futuro, em São Paulo. Com o projeto, elas aprendem noções básicas de costura, artesanato com biojoias, bordados, crochê e tear e são encaminhadas para o mercado de trabalho.
Florestamento nobre: previdência em árvores
A Sociedade Amigos de Piedade já implantou mais de 78 projetos de plantio de árvores nobres em pequenas propriedades rurais da cidade e região do Vale do Ribeira, SP, a fim de garantir uma espécie de fundo de aposentadoria aos agricultores com a venda da madeira para a indústria moveleira.
Rede Asta
O Instituto Realice, do Rio de Janeiro, criou há dois anos a primeira rede de venda direta de produtos sustentáveis do Brasil, que reúne grupos comunitários de produção de artesanato, moda e decoração do estado. A Rede Asta viabiliza a comercialização por meio de catálogos divulgados pelas conselheiras (revendedoras porta a porta).
Casa Modelo Experimental
Criada como um instrumento de educação ambiental pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a construção em Limeira, SP, foi erguida com materiais ecológicos e sistemas que privilegiam o uso racional de água e energia. A meta é receber 10 mil visitantes por ano, entre crianças, educadores e gestores públicos.
























