exemplo de economia
Sustentável leveza do ser
Um dos novos talentos da arquitetura brasileira, Rodrigo Mindlin Loeb fez de sua casa, em São Paulo, um exemplo de economia de recursos e materiais
Eliana Medina e Liane Alves
Revista Arquitetura & Construção – 06/2009
Antes de escolher este sobradinho da década de 40 como seu novo lar, o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb viveu em prédios e casas ilustres da capital paulista. “Morei durante dois anos no Edifício Prudência, uma verdadeira aula de arquitetura de Rino Levi [1901-1965]”, afirma. Depois restaurou, junto com o pai, o arquiteto Roberto Loeb, uma casa do mestre ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972), de 1929, precursora de suas moradias modernistas mais famosas. Depois desse endereço, já casado, mudou-se para o imponente Edifício Pauliceia, na avenida Paulista, assinado pelos arquitetos Jacques Pilon (1905-1962) e Gian Carlo Gasperini, com janelas-varandas, persianas de madeira, ventilação cruzada e um grande recuo em relação à rua. “Um projeto muito gentil com a cidade”, reconhece Rodrigo.
[img01] Mas, ao optar por uma casa sem antecedentes geniais de arquitetura, ele estava inaugurando uma nova etapa em sua vida: mais despretensiosa, criativa e totalmente ligada à idéia de sustentabilidade e reaproveitamento de materiais. As crianças, por exemplo, adoram o quarto com portas de elevador antigas. “Paguei R$ 5 em cada uma quando trocaram os elevadores do Edifício Pauliceia”, diz, sorrindo. “Elas ficaram estocadas até eu reformar aqui.”
VEJA QUADRO: Berço de ouro, arte e livros
VEJA QUADRO: Projeto arquitetônico de Rodrigo Mindlin Loeb
[img02] A casa atual de Rodrigo nasceu de duas casinhas geminadas. “Comprei a primeira e só consegui fechar negócio com os proprietários da outra um ano depois. Então, parti para a reforma definitiva”, conta o arquiteto. A primeira providência foi mudar-se para um pequeno apartamento, alugado, pertinho dali. “Assim podia inspecionar a obra a pé”, relata. Durante dois anos, de 2004 a 2006, ele acompanhou a reforma, que procurou preservar o aspecto externo da construção “para não desrespeitar a identidade arquitetônica do bairro”. Com a compra dos imóveis e a obra, Rodrigo gastou R$ 360 mil, no total. “Mas, se fosse vender agora, pediria R$ 600 mil, no mínimo. Foi um ótimo investimento”, avalia.
“Tive sempre o apoio da família, ninguém leva adiante uma obra desse porte e com essa duração se todos não estiverem de acordo. Sempre procurava contar, até para as crianças, o que iria fazer em cada fase.” Meditação, ioga e uma incessante busca espiritual também ajudaram Malu e Rodrigo a enfrentar o desafio. Hoje todos usufruem da moradia num clima inegável de leveza e felicidade.
Antes de escolher este sobradinho da década de 40 como seu novo lar, o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb viveu em prédios e casas ilustres da capital paulista. “Morei durante dois anos no Edifício Prudência, uma verdadeira aula de arquitetura de Rino Levi [1901-1965]”, afirma. Depois restaurou, junto com o pai, o arquiteto Roberto Loeb, uma casa do mestre ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972), de 1929, precursora de suas moradias modernistas mais famosas. Depois desse endereço, já casado, mudou-se para o imponente Edifício Pauliceia, na avenida Paulista, assinado pelos arquitetos Jacques Pilon (1905-1962) e Gian Carlo Gasperini, com janelas-varandas, persianas de madeira, ventilação cruzada e um grande recuo em relação à rua. “Um projeto muito gentil com a cidade”, reconhece Rodrigo.
[img01] Mas, ao optar por uma casa sem antecedentes geniais de arquitetura, ele estava inaugurando uma nova etapa em sua vida: mais despretensiosa, criativa e totalmente ligada à idéia de sustentabilidade e reaproveitamento de materiais. As crianças, por exemplo, adoram o quarto com portas de elevador antigas. “Paguei R$ 5 em cada uma quando trocaram os elevadores do Edifício Pauliceia”, diz, sorrindo. “Elas ficaram estocadas até eu reformar aqui.”
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[img02] A casa atual de Rodrigo nasceu de duas casinhas geminadas. “Comprei a primeira e só consegui fechar negócio com os proprietários da outra um ano depois. Então, parti para a reforma definitiva”, conta o arquiteto. A primeira providência foi mudar-se para um pequeno apartamento, alugado, pertinho dali. “Assim podia inspecionar a obra a pé”, relata. Durante dois anos, de 2004 a 2006, ele acompanhou a reforma, que procurou preservar o aspecto externo da construção “para não desrespeitar a identidade arquitetônica do bairro”. Com a compra dos imóveis e a obra, Rodrigo gastou R$ 360 mil, no total. “Mas, se fosse vender agora, pediria R$ 600 mil, no mínimo. Foi um ótimo investimento”, avalia.
“Tive sempre o apoio da família, ninguém leva adiante uma obra desse porte e com essa duração se todos não estiverem de acordo. Sempre procurava contar, até para as crianças, o que iria fazer em cada fase.” Meditação, ioga e uma incessante busca espiritual também ajudaram Malu e Rodrigo a enfrentar o desafio. Hoje todos usufruem da moradia num clima inegável de leveza e felicidade.