reciclando
A vida longe do lugar comum
Vira e mexe, a gente ouve alguém dizer que quer deixar a cidade grande para ficar mais próximo da natureza. Alguns conseguem. Mas são poucos os que adotam um estilo de vida sui generis. É o caso do ator Arthur Kohl, que mora com a família na tranquila Cotia (SP), em meio a jardins vistosos e construções feitas de materiais de demolição e alternativos. Ali sobra tempo até para outra atividade: produzir mandalas coloridas
Por Roberto Abolafio Jr.
Revista Bons Fluidos - 01/2009
Arthur Kohl e Natália Barros convivem com as duas filhas pequenas num local que retrata seu jeito particular de viver. Para atender a diferentes necessidades, quatro construções foram erguidas ao longo do tempo em um terreno em declive de 2,4 mil m² em Caucaia do Alto, distrito de Cotia (SP) – tudo com materiais de demolição e a eventual ajuda de amigos, no melhor estilo mutirão. “A primeira foi um chalé, que construí quando ainda nem era casado com Natália”, lembra o proprietário, com uma “alegria orgulhosa” por verdadeiramente ter feito o próprio abrigo.
Foi uma espécie de licença poética que norteou a mudança do casal, na troca do burburinho de São Paulo pela paragem pacata e repleta de mata nativa. Os dois ainda estavam no fim da gravidez da primeira filha, Dalva, hoje com 11 anos. “Quando meus amigos da escola vêm aqui, adoram as garrafas”, conta a garota, irmã de Catarina, 9 anos. Explica-se. As tais garrafas são a marca das paredes do salão levantado em um nível abaixo do chalé para compor a área social. “Vi o efeito numa publicação sobre autoconstrução”, explica ele, que é ator e teve tempo para reciclar o mobiliário.
Ainda há outro chalezinho, originalmente ocupado por Rita, filha do primeiro casamento de Arthur. Nesse núcleo, agora o dono do pedaço trabalha a madeira em forma de mandala e faz isso desde os anos 1980, “mais por interesse estético”. No conjunto da construção, só faltava um espaço para a lida de Natália, que ocupou o segundo andar de um novo pavilhão. No térreo, há uma cozinha aberta, com fogão a lenha. O curioso é como o lugarejo mexeu com a vida profissional da mulher. “Um dia me vi arrancando mato do chão”, conta ela, que é cantora, mas passou a se interessar por paisagismo. De curso em curso, hoje também projeta jardins, como o seu.Como um laboratório para a vida em família, a propriedade parece fazer o tempo render. “Quando não estamos trabalhando fora, temos condição de nos dedicar a projetos pessoais, cada qual num canto”, diz Arthur, satisfeito com seu paraíso a poucos quilômetros da capital paulista.
Arthur Kohl e Natália Barros convivem com as duas filhas pequenas num local que retrata seu jeito particular de viver. Para atender a diferentes necessidades, quatro construções foram erguidas ao longo do tempo em um terreno em declive de 2,4 mil m² em Caucaia do Alto, distrito de Cotia (SP) – tudo com materiais de demolição e a eventual ajuda de amigos, no melhor estilo mutirão. “A primeira foi um chalé, que construí quando ainda nem era casado com Natália”, lembra o proprietário, com uma “alegria orgulhosa” por verdadeiramente ter feito o próprio abrigo.
Foi uma espécie de licença poética que norteou a mudança do casal, na troca do burburinho de São Paulo pela paragem pacata e repleta de mata nativa. Os dois ainda estavam no fim da gravidez da primeira filha, Dalva, hoje com 11 anos. “Quando meus amigos da escola vêm aqui, adoram as garrafas”, conta a garota, irmã de Catarina, 9 anos. Explica-se. As tais garrafas são a marca das paredes do salão levantado em um nível abaixo do chalé para compor a área social. “Vi o efeito numa publicação sobre autoconstrução”, explica ele, que é ator e teve tempo para reciclar o mobiliário.
Ainda há outro chalezinho, originalmente ocupado por Rita, filha do primeiro casamento de Arthur. Nesse núcleo, agora o dono do pedaço trabalha a madeira em forma de mandala e faz isso desde os anos 1980, “mais por interesse estético”. No conjunto da construção, só faltava um espaço para a lida de Natália, que ocupou o segundo andar de um novo pavilhão. No térreo, há uma cozinha aberta, com fogão a lenha. O curioso é como o lugarejo mexeu com a vida profissional da mulher. “Um dia me vi arrancando mato do chão”, conta ela, que é cantora, mas passou a se interessar por paisagismo. De curso em curso, hoje também projeta jardins, como o seu.Como um laboratório para a vida em família, a propriedade parece fazer o tempo render. “Quando não estamos trabalhando fora, temos condição de nos dedicar a projetos pessoais, cada qual num canto”, diz Arthur, satisfeito com seu paraíso a poucos quilômetros da capital paulista.