
Da Redação
Revista Casa Claudia - 10/2008
Festejando um recorde de participações – foram 251 inscritos –, a sétima edição do Prêmio Planeta Casa apresenta aqui seus escolhidos. Entre as atitudes e ações que convenceram um júri de especialistas, rigorosos na defesa do meio ambiente, os eleitos mostraram responsabilidade na extração de matérias-primas, melhorias tecnológicas no processo produtivo, escolha consciente de fornecedores e design e arquitetura pensados para durar. Conheça a seguir os 20 vencedores, divididos em seis categorias: Ação Social, Produtos de Decoração, Materiais de Construção, Projeto Arquitetônico, Design de Interiores e Empreendimentos Imobiliários.
CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
[img1]
Vida nova a tijolos e tábuas
De construções existentes, derrubadas para limpar o terreno de 7 x 50 m, vieram os tijolos e o piso de madeira deste loft em São Paulo, assinado pelos arquitetos Beto Faria e Jacqueline Rodovalho. O conforto térmico é outro destaque: brises de freijó certificado protegem as fachadas do sol. “O projeto alia conservação ambiental a uma arquitetura de qualidade”, diz o arquiteto Gilberto Belleza, membro do comitê julgador. Água e energia também receberam atenção: na área de lazer, a captação de chuva abastece o jardim e, nos banheiros, coletores de energia solar aquecem a água dos chuveiros. Contato: tel. (11) 5055-1281, São Paulo, SP; www.betofariaarquitetura.com.br.
Menção honrosa
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Casa popular
O projeto das arquitetas Diana Almeida e Maria Teresa Casbur, em Banzaê, BA, nasceu da vontade de atender a população carente da região. Assim, a casa de terra crua, uma parceria com a prefeitura local, resgata a técnica do tijolo de adobe, de ótimo desempenho térmico e acústico. O material foi produzido na obra pelos próprios moradores. Rápida, a construção gerou pouco resíduo e teve baixos custos de transporte. Na pintura, usou-se uma mistura de cal, terra e goma de palma. Com 45 m², cada unidade saiu por 5 mil reais Contato: tel. (71) 3369-4411, Lauro de Freitas, BA; arquitetadiana@gmail.com
CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
[img3]
Puro relaxamento
As arquitetas Juliana Boer e Maira Del Nero conquistaram o júri com a Sala de Descanso da Campinas Decor 2008. Como compensação para as etapas de projeto, obra e visitação, 20 árvores foram plantadas a fim de neutralizar a emissão de carbono. Materiais naturais e menos nocivos à saúde, madeiras certificadas, fornecedores conscientes e uma boa dose de tecnologia verde pautaram a decoração. Essa é a segunda vez que as profissionais recebem o prêmio. Em 2006, venceram na mesma categoria com o Ecobanheiro. Contato: tel. (19) 3253-4580, Campinas, SP; www.criaarquitetura.com.br.
CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
Eficiência energética
Candidato à certificação ambiental Leed (sigla em inglês para “liderança em energia e design ambiental”), o projeto do Eldorado Business Tower, da Gafisa, em São Paulo, se destaca pelo sistema setorizado de refrigeração e pelo controle da umidade, que prometem reduzir o consumo de energia em até 25%. Na fachada, vidros de alto desempenho economizam 25% no uso do ar-condicionado. Há ainda dispositivos de redução de fluxo em torneiras e bacias. “Este foi o projeto que mais demonstrou ações efetivas de sustentabilidade”, avalia Vanderley John, professor da Poli-USP e membro do júri. Contato: tel. (11) 3025-9000, São Paulo, SP; www.gafisa.com.br.
Menção honrosa
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Supermercado verde
No interior de São Paulo, a loja Pão de Açúcar Indaiatuba segue as normas do Leed para edifícios sustentáveis. Com projeto do setor de obras do próprio grupo, o supermercado conta com equipamentos de refrigeração e ar-condicionado de menor consumo energético. Clarabóias aumentam a iluminação natural e as gôndolas levam madeira certificada pelo FSC. Blocos de concreto vazado no piso do estacionamento mantêm o solo permeável. Contato: tel. (11) 3886-0949, São Paulo, SP; www.grupopaodeacucar.com.br.
CATEGORIA PRODUTOS DE DECORAÇÃO
Encontro entre design e tecnologia
Com o tema da sustentabilidade na pauta do dia, não basta mais oferecer um bom design. Às vezes, é preciso saber valorizar técnicas antigas ainda preciosas para nosso tempo e incorporar tecnologias de ponta para uma fabricação mais inteligente e racional. Está em alta o uso de fibras vegetais renováveis, de matérias- primas recicladas e de madeiras provenientes de áreas de manejo certificado. E, se o produto também economiza água, energia e outros recursos naturais – caso dos vencedores a seguir –, melhor para o fabricante e para o consumidor.
[img5]
Lavadora floral
Novidade da Consul (Whirlpool), a lavadora automática de 7 kg de capacidade traz duas funções que ajudam a gastar até 50% menos água e sabão. No tanque, a marca Nível Fácil mostra a quantidade ideal de líquido e detergente para cada ciclo, evitando o desperdício. Já a função Reaproveita Água
paralisa automaticamente a máquina após a lavagem durante quatro minutos. Nesse intervalo, você pode retirar a roupa limpa e colocar um segundo lote, reutilizando a mesma mistura com detergente. Preço: 859 reais. Onde encontrar: SAC 0800-9700999; www.consul.com.br
[img6]
Poltrona Theo
O design nórdico dos anos 1950 e antigas técnicas de mestres marceneiros se combinam na peça de linhas orgânicas e encaixes artesanais criada pelo designer Fernando Jaeger. A poltrona tem estrutura de cumaru-ferro certificado pelo FSC, madeira proveniente da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, AC. Assento e encosto são de compensado moldado, com estofado de tecido ou couro sintético. Medidas: 82 x 81 cm, altura de 84 cm. Preço: a partir de 1 962 reais. Onde encontrar: tel. (11) 3675-5383, São Paulo, SP; www.fernandojaeger.com.br
[img7]
Masisa Nature
Os painéis de MDF da Masisa, de 1,83 x 2,75 m, têm acabamento com textura fiel à madeira natural, em cinco padrões. Feitos de pínus e eucalipto certificados, já vêm prontos para o corte e a aplicação imediata como revestimento de móveis e até paredes. Inteligente e mais saudável, essa instalação prática poupa materiais de finalização, como madeira e cola. Preço: 200 reais (a chapa de 15 mm, com
duas faces revestidas). Onde encontrar: tel. (41) 3219-1850, Curitiba, PR; www.masisa.com.
[img8]
Banco Coringa
Criação do designer Zanini de Zanine Caldas, é composto de bio-plac, um material desenvolvido pela agência Fibra Design Sustentável, com três camadas de bambu-mossô orgânico reforçadas por fibras naturais e coladas com adesivo vegetal. O acabamento leva compensado de pupunha, obtido de resíduos da agroindústria do palmito. Com 35 x 35 cm, altura de 35 cm, a peça, leve e desmontável,
pode ser carregada pelas alças laterais. Preço: 480 reais. Onde encontrar: tel. (21) 2529-8576, Rio de Janeiro; www.2zmoveis.com.br.
[img9]
Cobertor Simply
Um processo fabril que retira resíduos do meio ambiente: é assim a confecção do cobertor da Etruria, marca própria dos supermercados Wal-Mart. Para fazer uma única peça, cerca de 200 garrafas PET são recolhidas por cooperativas de catadores, parceiras da empresa. Na reciclagem, as embalagens viram fibras de poliéster, matéria-prima do produto. À venda em oito cores e três densidades diferentes
Preço: a partir de 12,98 reais (solteiro) e 14,98 reais (casal). Onde encontrar: SAC 0800-7055050; www.walmartbrasil.com.br.
CATEGORIA AÇÃO SOCIAL
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Soluções de boa vontade
Cuidar do meio ambiente é cuidar também das pessoas. E isso significa buscar soluções para o desemprego, a pobreza, a violência e a contaminação do solo, da água e do ar por produtos químicos e lixo. Bons projetos socioambientais têm esta característica: sabem aliar conservação ambiental e combate à desigualdade. Das idéias mais simples, podem surgir resultados surpreendentes, além de produtos úteis e encantadores. É o que mostram os vencedores a seguir, capazes de mobilizar comunidades em torno de parcerias transformadoras.
[img11]
Minhocasa
No projeto, crianças, jovens e adultos aprendem a usar a minhocultura para transformar os resíduos
orgânicos em composto vegetal, húmus e biofertilizantes. Quem coordena a iniciativa é o Instituto Coopera, que realiza palestras, cursos e oficinas em escolas e comunidades de Brasília. Criação da entidade, o kit Minhocasa é vendido com o intuito de estimular a minhocultura como alternativa para o problema do lixo orgânico urbano. Contato: tel. (61) 9966-8967, Brasília, DF; www.minhocasa.com.
[img12]
Tranças da Terra
Na região centro-oeste de Santa Catarina, a tradição dos imigrantes italianos de fazer artesanato com palha de trigo está sendo resgatada graças ao projeto da Associação Tranças da Terra. Cinqüenta artesãs criam bolsas, cestas e outros produtos de palha de trigo orgânico, uma alternativa de renda para os agricultores locais. Contato: tel. (49) 3521-3981, Joaçaba, SC; trancasdaterra@terra.com.br.
[img13]
Oficina Escola de Lutheria da Amazônia
Em Manaus, a escola Oela, fundada pelo professor e luthier Rubens Gomes, nasceu com o objetivo de reduzir o índice de violência entre adolescentes da periferia da cidade. Com restos de madeira certificada pelo FSC, os aprendizes de luteria confeccionam delicados instrumentos de cordas. Também assistem a aulas de teoria musical, informática, teatro, educação ambiental e produção gráfica. Contato: tel. (92) 3638-2667, Manaus, AM; www.oela.org.br.
[img14]
Oficina de Artes Boracéa
Nascida de uma experiência da prefeitura de São Paulo, a ONG foi fundada em 2005 por antigos moradores de albergues em parceria com a designer Adriana Yazbek. Na época, o objetivo era usar o artesanato de papel e papelão para gerar renda para os assistidos pelo albergue Boracéa, na região central da cidade. Com o fim do convênio, o grupo se emancipou. Hoje, o dinheiro dos produtos já rendeu moradia para alguns dos integrantes. Uma bolsa mensal garante a continuidade do treinamento entre 17 aprendizes. Contato: tel. (11) 3337-3799, São Paulo; oficinadeartesboracea@yahoo.com.br.
[img15]
Cooperilha
Em parceria com a Associação Uno e Verso, 20 catadoras de materiais recicláveis fundaram a Cooperilha, uma cooperativa que está ajudando a despoluir os manguezais do bairro de Santa Cruz dos Navegantes, no Guarujá, SP. As integrantes, também artesãs e agentes ambientais, recolhem garrafas PET descartadas e as transformam em pufes e poltronas com acabamento de taboa, fibra de
bananeira e tecido. Além de recuperar o meio ambiente, geram renda para o grupo. Contato: tel. (13) 3354-1210, Guarujá, SP; www.cooperilha.blogspot.com.
CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Menor impacto na obra Recolher o resíduo de depósitos e levá-lo de volta à indústria. Se a matéria-prima aceita ser reciclada, por que não evitar o consumo de mais recursos? Com tecnologias adequadas, é isso o que acontece com o vidro e os pneus, reutilizados em pisos e revestimentos. Incentivar o reaproveitamento da água da chuva e garantir a extração de minérios de jazidas certificadas são atitudes que seguem o mesmo princípio: fabricar produtos construtivos de baixo impacto ambiental, perfeitos para uma obra verde.
[img16]
Piso de pneu
Ideal para áreas externas, o revestimento da Verdeal é fabricado por meio da reciclagem da borracha de pneus usados. O produto é antiderrapante, leve e amortece quedas. Além disso, sua impermeabilidade evita o acúmulo de água e a proliferação de fungos. A instalação das placas de 50 x 50 cm é simples, feita com cola de poliuretano. Disponível nos tons verde, terracota e marrom. Preço: 95 reais, o m². Onde encontrar: tel. (11) 4612-9128, Cotia, SP; www.verdeal.com.br.
[img17]
Tinta Solum
As 15 cores da tinta mineral da Solum são obtidas de pigmentos de jazidas certificadas. Isenta de compostos voláteis prejudiciais à saúde, ela deixa que a superfície respire, o que proporciona conforto térmico aos ambientes. Por não formar uma película plástica, não descasca com o tempo. Preço: 180 reais, o balde de 18 litros. Onde encontrar: tel. (11) 3097-8716, São Paulo.
[img18]
Soluflex BR15
O impermeabilizante líquido da Soluflex inova ao incorporar resina polivinílica de indústrias de vidro. Ele ainda retira resíduos do meio ambiente e substitui os solventes de petróleo por outros de origem vegetal. Indicado para lajes, banheiros e calhas. Preço: 160 reais, o balde de 18 litros. Onde encontrar: tel. (11) 4578-1951, Mauá, SP.
[img20]
Pastilha Ecoglass
O produto da Gyotoku leva vidro plano 100% reciclado, conta com propriedades de isolamento térmico e acústico e resiste a pichações. Dentro de casa, é ideal para o revestimento de banheiros e cozinhas. Nas áreas externas, vai bem em fachadas e piscinas. Nas cores verde, azul, marrom, bege, cinza e preto, as pastilhas de 5 x 5 cm são compradas em placas de 30,8 x 30,8 cm. Preço: 79 reais, cada placa. Onde encontrar: tel. (11) 4746-5000, Suzano, SP; www.gyotoku.com.br.
| [img19] | Kit Acquasave Com o kit de reaproveitamento de água de chuva da Acquasave, é possível armazenar o excesso das calhas para irrigar o jardim ou limpar o piso. O produto também é um aliado no combate às enchentes urbanas, provocadas, entre outros fatores, pela alta impermeabilização do solo. Acompanha filtro, freio d’água, conjunto flutuante de sucção e sifão ladrão. Preço: 1,8 mil reais. Onde encontrar: tel. (48) 3238-0024, Florianópolis, SC; www.acquasave.com.br. |
Da Redação
Revista Casa Claudia - 10/2008
Festejando um recorde de participações – foram 251 inscritos –, a sétima edição do Prêmio Planeta Casa apresenta aqui seus escolhidos. Entre as atitudes e ações que convenceram um júri de especialistas, rigorosos na defesa do meio ambiente, os eleitos mostraram responsabilidade na extração de matérias-primas, melhorias tecnológicas no processo produtivo, escolha consciente de fornecedores e design e arquitetura pensados para durar. Conheça a seguir os 20 vencedores, divididos em seis categorias: Ação Social, Produtos de Decoração, Materiais de Construção, Projeto Arquitetônico, Design de Interiores e Empreendimentos Imobiliários.
CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
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Vida nova a tijolos e tábuas
De construções existentes, derrubadas para limpar o terreno de 7 x 50 m, vieram os tijolos e o piso de madeira deste loft em São Paulo, assinado pelos arquitetos Beto Faria e Jacqueline Rodovalho. O conforto térmico é outro destaque: brises de freijó certificado protegem as fachadas do sol. “O projeto alia conservação ambiental a uma arquitetura de qualidade”, diz o arquiteto Gilberto Belleza, membro do comitê julgador. Água e energia também receberam atenção: na área de lazer, a captação de chuva abastece o jardim e, nos banheiros, coletores de energia solar aquecem a água dos chuveiros. Contato: tel. (11) 5055-1281, São Paulo, SP; www.betofariaarquitetura.com.br.
Menção honrosa
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Casa popular
O projeto das arquitetas Diana Almeida e Maria Teresa Casbur, em Banzaê, BA, nasceu da vontade de atender a população carente da região. Assim, a casa de terra crua, uma parceria com a prefeitura local, resgata a técnica do tijolo de adobe, de ótimo desempenho térmico e acústico. O material foi produzido na obra pelos próprios moradores. Rápida, a construção gerou pouco resíduo e teve baixos custos de transporte. Na pintura, usou-se uma mistura de cal, terra e goma de palma. Com 45 m², cada unidade saiu por 5 mil reais Contato: tel. (71) 3369-4411, Lauro de Freitas, BA; arquitetadiana@gmail.com
CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
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Puro relaxamento
As arquitetas Juliana Boer e Maira Del Nero conquistaram o júri com a Sala de Descanso da Campinas Decor 2008. Como compensação para as etapas de projeto, obra e visitação, 20 árvores foram plantadas a fim de neutralizar a emissão de carbono. Materiais naturais e menos nocivos à saúde, madeiras certificadas, fornecedores conscientes e uma boa dose de tecnologia verde pautaram a decoração. Essa é a segunda vez que as profissionais recebem o prêmio. Em 2006, venceram na mesma categoria com o Ecobanheiro. Contato: tel. (19) 3253-4580, Campinas, SP; www.criaarquitetura.com.br.
CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
Eficiência energética
Candidato à certificação ambiental Leed (sigla em inglês para “liderança em energia e design ambiental”), o projeto do Eldorado Business Tower, da Gafisa, em São Paulo, se destaca pelo sistema setorizado de refrigeração e pelo controle da umidade, que prometem reduzir o consumo de energia em até 25%. Na fachada, vidros de alto desempenho economizam 25% no uso do ar-condicionado. Há ainda dispositivos de redução de fluxo em torneiras e bacias. “Este foi o projeto que mais demonstrou ações efetivas de sustentabilidade”, avalia Vanderley John, professor da Poli-USP e membro do júri. Contato: tel. (11) 3025-9000, São Paulo, SP; www.gafisa.com.br.
Menção honrosa
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Supermercado verde
No interior de São Paulo, a loja Pão de Açúcar Indaiatuba segue as normas do Leed para edifícios sustentáveis. Com projeto do setor de obras do próprio grupo, o supermercado conta com equipamentos de refrigeração e ar-condicionado de menor consumo energético. Clarabóias aumentam a iluminação natural e as gôndolas levam madeira certificada pelo FSC. Blocos de concreto vazado no piso do estacionamento mantêm o solo permeável. Contato: tel. (11) 3886-0949, São Paulo, SP; www.grupopaodeacucar.com.br.
CATEGORIA PRODUTOS DE DECORAÇÃO
Encontro entre design e tecnologia
Com o tema da sustentabilidade na pauta do dia, não basta mais oferecer um bom design. Às vezes, é preciso saber valorizar técnicas antigas ainda preciosas para nosso tempo e incorporar tecnologias de ponta para uma fabricação mais inteligente e racional. Está em alta o uso de fibras vegetais renováveis, de matérias- primas recicladas e de madeiras provenientes de áreas de manejo certificado. E, se o produto também economiza água, energia e outros recursos naturais – caso dos vencedores a seguir –, melhor para o fabricante e para o consumidor.
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Lavadora floral
Novidade da Consul (Whirlpool), a lavadora automática de 7 kg de capacidade traz duas funções que ajudam a gastar até 50% menos água e sabão. No tanque, a marca Nível Fácil mostra a quantidade ideal de líquido e detergente para cada ciclo, evitando o desperdício. Já a função Reaproveita Água
paralisa automaticamente a máquina após a lavagem durante quatro minutos. Nesse intervalo, você pode retirar a roupa limpa e colocar um segundo lote, reutilizando a mesma mistura com detergente. Preço: 859 reais. Onde encontrar: SAC 0800-9700999; www.consul.com.br
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Poltrona Theo
O design nórdico dos anos 1950 e antigas técnicas de mestres marceneiros se combinam na peça de linhas orgânicas e encaixes artesanais criada pelo designer Fernando Jaeger. A poltrona tem estrutura de cumaru-ferro certificado pelo FSC, madeira proveniente da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, AC. Assento e encosto são de compensado moldado, com estofado de tecido ou couro sintético. Medidas: 82 x 81 cm, altura de 84 cm. Preço: a partir de 1 962 reais. Onde encontrar: tel. (11) 3675-5383, São Paulo, SP; www.fernandojaeger.com.br
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Masisa Nature
Os painéis de MDF da Masisa, de 1,83 x 2,75 m, têm acabamento com textura fiel à madeira natural, em cinco padrões. Feitos de pínus e eucalipto certificados, já vêm prontos para o corte e a aplicação imediata como revestimento de móveis e até paredes. Inteligente e mais saudável, essa instalação prática poupa materiais de finalização, como madeira e cola. Preço: 200 reais (a chapa de 15 mm, com
duas faces revestidas). Onde encontrar: tel. (41) 3219-1850, Curitiba, PR; www.masisa.com.
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Banco Coringa
Criação do designer Zanini de Zanine Caldas, é composto de bio-plac, um material desenvolvido pela agência Fibra Design Sustentável, com três camadas de bambu-mossô orgânico reforçadas por fibras naturais e coladas com adesivo vegetal. O acabamento leva compensado de pupunha, obtido de resíduos da agroindústria do palmito. Com 35 x 35 cm, altura de 35 cm, a peça, leve e desmontável,
pode ser carregada pelas alças laterais. Preço: 480 reais. Onde encontrar: tel. (21) 2529-8576, Rio de Janeiro; www.2zmoveis.com.br.
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Cobertor Simply
Um processo fabril que retira resíduos do meio ambiente: é assim a confecção do cobertor da Etruria, marca própria dos supermercados Wal-Mart. Para fazer uma única peça, cerca de 200 garrafas PET são recolhidas por cooperativas de catadores, parceiras da empresa. Na reciclagem, as embalagens viram fibras de poliéster, matéria-prima do produto. À venda em oito cores e três densidades diferentes
Preço: a partir de 12,98 reais (solteiro) e 14,98 reais (casal). Onde encontrar: SAC 0800-7055050; www.walmartbrasil.com.br.
CATEGORIA AÇÃO SOCIAL
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Soluções de boa vontade
Cuidar do meio ambiente é cuidar também das pessoas. E isso significa buscar soluções para o desemprego, a pobreza, a violência e a contaminação do solo, da água e do ar por produtos químicos e lixo. Bons projetos socioambientais têm esta característica: sabem aliar conservação ambiental e combate à desigualdade. Das idéias mais simples, podem surgir resultados surpreendentes, além de produtos úteis e encantadores. É o que mostram os vencedores a seguir, capazes de mobilizar comunidades em torno de parcerias transformadoras.
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Minhocasa
No projeto, crianças, jovens e adultos aprendem a usar a minhocultura para transformar os resíduos
orgânicos em composto vegetal, húmus e biofertilizantes. Quem coordena a iniciativa é o Instituto Coopera, que realiza palestras, cursos e oficinas em escolas e comunidades de Brasília. Criação da entidade, o kit Minhocasa é vendido com o intuito de estimular a minhocultura como alternativa para o problema do lixo orgânico urbano. Contato: tel. (61) 9966-8967, Brasília, DF; www.minhocasa.com.
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Tranças da Terra
Na região centro-oeste de Santa Catarina, a tradição dos imigrantes italianos de fazer artesanato com palha de trigo está sendo resgatada graças ao projeto da Associação Tranças da Terra. Cinqüenta artesãs criam bolsas, cestas e outros produtos de palha de trigo orgânico, uma alternativa de renda para os agricultores locais. Contato: tel. (49) 3521-3981, Joaçaba, SC; trancasdaterra@terra.com.br.
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Oficina Escola de Lutheria da Amazônia
Em Manaus, a escola Oela, fundada pelo professor e luthier Rubens Gomes, nasceu com o objetivo de reduzir o índice de violência entre adolescentes da periferia da cidade. Com restos de madeira certificada pelo FSC, os aprendizes de luteria confeccionam delicados instrumentos de cordas. Também assistem a aulas de teoria musical, informática, teatro, educação ambiental e produção gráfica. Contato: tel. (92) 3638-2667, Manaus, AM; www.oela.org.br.
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Oficina de Artes Boracéa
Nascida de uma experiência da prefeitura de São Paulo, a ONG foi fundada em 2005 por antigos moradores de albergues em parceria com a designer Adriana Yazbek. Na época, o objetivo era usar o artesanato de papel e papelão para gerar renda para os assistidos pelo albergue Boracéa, na região central da cidade. Com o fim do convênio, o grupo se emancipou. Hoje, o dinheiro dos produtos já rendeu moradia para alguns dos integrantes. Uma bolsa mensal garante a continuidade do treinamento entre 17 aprendizes. Contato: tel. (11) 3337-3799, São Paulo; oficinadeartesboracea@yahoo.com.br.
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Cooperilha
Em parceria com a Associação Uno e Verso, 20 catadoras de materiais recicláveis fundaram a Cooperilha, uma cooperativa que está ajudando a despoluir os manguezais do bairro de Santa Cruz dos Navegantes, no Guarujá, SP. As integrantes, também artesãs e agentes ambientais, recolhem garrafas PET descartadas e as transformam em pufes e poltronas com acabamento de taboa, fibra de
bananeira e tecido. Além de recuperar o meio ambiente, geram renda para o grupo. Contato: tel. (13) 3354-1210, Guarujá, SP; www.cooperilha.blogspot.com.
CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Menor impacto na obra Recolher o resíduo de depósitos e levá-lo de volta à indústria. Se a matéria-prima aceita ser reciclada, por que não evitar o consumo de mais recursos? Com tecnologias adequadas, é isso o que acontece com o vidro e os pneus, reutilizados em pisos e revestimentos. Incentivar o reaproveitamento da água da chuva e garantir a extração de minérios de jazidas certificadas são atitudes que seguem o mesmo princípio: fabricar produtos construtivos de baixo impacto ambiental, perfeitos para uma obra verde.
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Piso de pneu
Ideal para áreas externas, o revestimento da Verdeal é fabricado por meio da reciclagem da borracha de pneus usados. O produto é antiderrapante, leve e amortece quedas. Além disso, sua impermeabilidade evita o acúmulo de água e a proliferação de fungos. A instalação das placas de 50 x 50 cm é simples, feita com cola de poliuretano. Disponível nos tons verde, terracota e marrom. Preço: 95 reais, o m². Onde encontrar: tel. (11) 4612-9128, Cotia, SP; www.verdeal.com.br.
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Tinta Solum
As 15 cores da tinta mineral da Solum são obtidas de pigmentos de jazidas certificadas. Isenta de compostos voláteis prejudiciais à saúde, ela deixa que a superfície respire, o que proporciona conforto térmico aos ambientes. Por não formar uma película plástica, não descasca com o tempo. Preço: 180 reais, o balde de 18 litros. Onde encontrar: tel. (11) 3097-8716, São Paulo.
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Soluflex BR15
O impermeabilizante líquido da Soluflex inova ao incorporar resina polivinílica de indústrias de vidro. Ele ainda retira resíduos do meio ambiente e substitui os solventes de petróleo por outros de origem vegetal. Indicado para lajes, banheiros e calhas. Preço: 160 reais, o balde de 18 litros. Onde encontrar: tel. (11) 4578-1951, Mauá, SP.
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Pastilha Ecoglass
O produto da Gyotoku leva vidro plano 100% reciclado, conta com propriedades de isolamento térmico e acústico e resiste a pichações. Dentro de casa, é ideal para o revestimento de banheiros e cozinhas. Nas áreas externas, vai bem em fachadas e piscinas. Nas cores verde, azul, marrom, bege, cinza e preto, as pastilhas de 5 x 5 cm são compradas em placas de 30,8 x 30,8 cm. Preço: 79 reais, cada placa. Onde encontrar: tel. (11) 4746-5000, Suzano, SP; www.gyotoku.com.br.
| [img19] | Kit Acquasave Com o kit de reaproveitamento de água de chuva da Acquasave, é possível armazenar o excesso das calhas para irrigar o jardim ou limpar o piso. O produto também é um aliado no combate às enchentes urbanas, provocadas, entre outros fatores, pela alta impermeabilização do solo. Acompanha filtro, freio d’água, conjunto flutuante de sucção e sifão ladrão. Preço: 1,8 mil reais. Onde encontrar: tel. (48) 3238-0024, Florianópolis, SC; www.acquasave.com.br. |
























