planeta casa 2008
Naturalmente clara e bem ventilada
Com 175 m², o loft assinado por Beto Faria e Jacqueline Rodovalho, vencedor da categoria Projeto Arquitetônico, mostra que é possível unir beleza e sustentabilidade
Por Giuliana Capello
Revista Casa Claudia - 10/2008
Por que usar ar-condicionado e acender luzes durante o dia se é possível conceber o projeto de uma casa de forma a aproveitar ao máximo a ventilação e a iluminação naturais? Essa é uma das perguntas-chave do trabalho dos arquitetos Beto Faria e Jacqueline Rodovalho. “Chamo isso de conforto ambiental, um aprendizado que persigo desde a época da faculdade”, diz Faria. Nesta casa, em São Paulo, a busca aparece aliada a materiais recicláveis, como o vidro e o aço – aplicado na estrutura da escada e do mezanino.
Ora certificada, ora de demolição, a madeira foi empregada com consciência e parcimônia. Do morador, Felipe Jaeger, 22 anos, veio ainda um pedido especial, desejo antigo. “Sempre quis ter aquecimento solar para a água”, conta o jovem, para quem a sustentabilidade não é uma moda passageira. “Sinto que minha geração sabe da urgência de poupar o meio ambiente”, afirma.
ACABAMENTOS ECOLÓGICOS
Aplicado sem tratamento, o piso de madeira foi recolhido com cuidado durante a demolição das construções que ocupavam o terreno. Tábuas de cumaru certificado pelo FSC revestem os degraus da escada do mezanino. Portas de vidro de correr (ao fundo) integram a sala ao terraço e favorecem a ventilação e a entrada de luz natural.
SOLUÇÕES INTELIGENTES
Com estrutura de ferro e ripas de freijó certificado, os brises protegem da insolação as fachadas leste e oeste, o que melhora o conforto térmico da casa. Paredes caiadas mantêm o ar interno mais fresco. Os móveis são de Fernando Jaeger. A área de lazer (ao fundo) tem muro de pedra e piso permeável, que não retém a água da chuva.
MATERIAL REAPROVEITADO
Os tijolos da parede lateral também vieram da demolição que preparou o terreno para a nova obra. Recuperados, eles foram deixados aparentes e não receberam nenhum tratamento. “Além de sustentável, essa opção pela reciclagem dos materiais da antiga construção ajudou a reduzir o entulho gerado no processo”, afirma Beto Faria.
Por que usar ar-condicionado e acender luzes durante o dia se é possível conceber o projeto de uma casa de forma a aproveitar ao máximo a ventilação e a iluminação naturais? Essa é uma das perguntas-chave do trabalho dos arquitetos Beto Faria e Jacqueline Rodovalho. “Chamo isso de conforto ambiental, um aprendizado que persigo desde a época da faculdade”, diz Faria. Nesta casa, em São Paulo, a busca aparece aliada a materiais recicláveis, como o vidro e o aço – aplicado na estrutura da escada e do mezanino.
Ora certificada, ora de demolição, a madeira foi empregada com consciência e parcimônia. Do morador, Felipe Jaeger, 22 anos, veio ainda um pedido especial, desejo antigo. “Sempre quis ter aquecimento solar para a água”, conta o jovem, para quem a sustentabilidade não é uma moda passageira. “Sinto que minha geração sabe da urgência de poupar o meio ambiente”, afirma.
ACABAMENTOS ECOLÓGICOS
Aplicado sem tratamento, o piso de madeira foi recolhido com cuidado durante a demolição das construções que ocupavam o terreno. Tábuas de cumaru certificado pelo FSC revestem os degraus da escada do mezanino. Portas de vidro de correr (ao fundo) integram a sala ao terraço e favorecem a ventilação e a entrada de luz natural.
SOLUÇÕES INTELIGENTES
Com estrutura de ferro e ripas de freijó certificado, os brises protegem da insolação as fachadas leste e oeste, o que melhora o conforto térmico da casa. Paredes caiadas mantêm o ar interno mais fresco. Os móveis são de Fernando Jaeger. A área de lazer (ao fundo) tem muro de pedra e piso permeável, que não retém a água da chuva.
MATERIAL REAPROVEITADO
Os tijolos da parede lateral também vieram da demolição que preparou o terreno para a nova obra. Recuperados, eles foram deixados aparentes e não receberam nenhum tratamento. “Além de sustentável, essa opção pela reciclagem dos materiais da antiga construção ajudou a reduzir o entulho gerado no processo”, afirma Beto Faria.