arquitetura
As habitações para um futuro próximo
Na 11ª Bienal de Arquitetura de Veneza, os trabalhos valorizam a individualização, a assimetria das fachadas, a cor, o verde e a convivência com os vizinhos
Por Mariane Morisawa
Revista Arquitetura e Construção - 10/2008
Normalmente, as estrelas da arquitetura ficam famosas por causa de obras públicas: museus, igrejas, teatros, óperas. Mas a 11a Bienal de Arquitetura de Veneza, na Itália, que vai até 23 de novembro, expõe uma grande preocupação com projetos que afetam ainda mais diretamente a vida das pessoas: as residências. As representações nacionais da Inglaterra, da Itália, da França e da Áustria, especialmente, focam esse tema, que muitas vezes aparece acompanhado da questão da sustentabilidade. O consumo inteligente de recursos naturais é contemplado em muitas propostas, enquanto crescem os espaços ajardinados. Outro aspecto recorrente foi o uso da cor, deixando claro que tons de bege e cinza parecem mesmo ter pouco lugar nas casas modernas.
Cada vez mais valorizada, a convivência com os vizinhos e com a cidade estimula, de preferência, a mistura de pessoas de diferentes culturas e níveis econômicos. Caso do projeto da De Rijke Marsh Morgan em Londres, que mescla unidades de interesse social e destinadas à venda privada. A diversidade, dizem os arquitetos, faz bem às comunidades.
| [img1] | 1. Os apartamentos desenhados pelo escritório francês Hamonic + Masson ficam à beira do rio Sena, em Paris, e pretendem se destacar harmonicamente da paisagem em volta. Nos Logements Villiot Rapée, as varandas permitem a convivência do morador não só com a cidade mas também com os vizinhos. |
| [img2] | 2. O escritório Triptyque, com sede em Paris e em São Paulo, mostrou o edifício da rua Fidalga, atualmente em construção, no bairro paulistano Vila Madalena. O projeto apresenta como marcas a personalização dos apartamentos e a assimetria da fachada. |
| [img3] | 3. No pavilhão da Áustria, o escritório Henke und Schreieck Architekten mostrou este edifício residencial em Viena, já pronto. “Para ter espaços que contemplem todos os estilos de vida, é preciso estruturas que funcionem em diferentes contextos, com boa orientação, luz e andares flexíveis”, diz Dieter Henke. |
| [img4] | 4. O projeto do italiano Mario Cucinella colocou-se o desafio de fazer um condomínio de casas verdes, com emissão zero de dióxido de carbono e eficiência energética, ao custo de 100 mil euros a unidade. Além disso, as áreas comuns são pontos cruciais do conjunto. |
| [img5] | 5. Os apartamentos do projeto Elephant & Castle Regeneration, feitos em Londres pelo escritório De Rijke Marsh Morgan, destacam-se pelo uso ousado da cor, numa cidade de prédios marrons ou cinzentos. Para promover a integração social, 61% dos apartamentos são de caráter social e 39% destinam-se à venda privada. |
Confira galeria de fotos
AGENDA 11ª Bienal de Arquitetura de Veneza Quando: até 23 de novembro. Diariamente, das 10 às 18h
Quanto: 15 euros
Onde: Arsenale e Giardini, em Veneza
Normalmente, as estrelas da arquitetura ficam famosas por causa de obras públicas: museus, igrejas, teatros, óperas. Mas a 11a Bienal de Arquitetura de Veneza, na Itália, que vai até 23 de novembro, expõe uma grande preocupação com projetos que afetam ainda mais diretamente a vida das pessoas: as residências. As representações nacionais da Inglaterra, da Itália, da França e da Áustria, especialmente, focam esse tema, que muitas vezes aparece acompanhado da questão da sustentabilidade. O consumo inteligente de recursos naturais é contemplado em muitas propostas, enquanto crescem os espaços ajardinados. Outro aspecto recorrente foi o uso da cor, deixando claro que tons de bege e cinza parecem mesmo ter pouco lugar nas casas modernas.
Cada vez mais valorizada, a convivência com os vizinhos e com a cidade estimula, de preferência, a mistura de pessoas de diferentes culturas e níveis econômicos. Caso do projeto da De Rijke Marsh Morgan em Londres, que mescla unidades de interesse social e destinadas à venda privada. A diversidade, dizem os arquitetos, faz bem às comunidades.
| [img1] | 1. Os apartamentos desenhados pelo escritório francês Hamonic + Masson ficam à beira do rio Sena, em Paris, e pretendem se destacar harmonicamente da paisagem em volta. Nos Logements Villiot Rapée, as varandas permitem a convivência do morador não só com a cidade mas também com os vizinhos. |
| [img2] | 2. O escritório Triptyque, com sede em Paris e em São Paulo, mostrou o edifício da rua Fidalga, atualmente em construção, no bairro paulistano Vila Madalena. O projeto apresenta como marcas a personalização dos apartamentos e a assimetria da fachada. |
| [img3] | 3. No pavilhão da Áustria, o escritório Henke und Schreieck Architekten mostrou este edifício residencial em Viena, já pronto. “Para ter espaços que contemplem todos os estilos de vida, é preciso estruturas que funcionem em diferentes contextos, com boa orientação, luz e andares flexíveis”, diz Dieter Henke. |
| [img4] | 4. O projeto do italiano Mario Cucinella colocou-se o desafio de fazer um condomínio de casas verdes, com emissão zero de dióxido de carbono e eficiência energética, ao custo de 100 mil euros a unidade. Além disso, as áreas comuns são pontos cruciais do conjunto. |
| [img5] | 5. Os apartamentos do projeto Elephant & Castle Regeneration, feitos em Londres pelo escritório De Rijke Marsh Morgan, destacam-se pelo uso ousado da cor, numa cidade de prédios marrons ou cinzentos. Para promover a integração social, 61% dos apartamentos são de caráter social e 39% destinam-se à venda privada. |
Confira galeria de fotos
AGENDA 11ª Bienal de Arquitetura de Veneza Quando: até 23 de novembro. Diariamente, das 10 às 18h
Quanto: 15 euros
Onde: Arsenale e Giardini, em Veneza