selos verdes
Aumenta a variedade de selos de eficiência energética
Um dos aspectos mais difundidos da sustentabilidade, a economia de energia, ganhou selos brasileiros que avaliam diferentes setores, como eletrodomésticos, consumo de combustível e construções. As vantagens beneficiam o bolso e o planeta
Manoella Oliveira Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 07/10/2009
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
A Ence - Etiqueta Nacional de Conservação de Energia para veículos é semelhante ao selo do Inmetro utilizado em eletrodomésticos, graduada de A a E. O selo indica o desempenho do carro em relação ao consumo de combustível, na estrada e na cidade, sendo A o grau mais econômico.
O selo faz parte do PBE Veicular - Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro, em parceria com a Petrobras e com o Conpet - Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural, instituído pelo Governo Federal.
O objetivo é permitir ao consumidor comparar a eficiência energética dos carros antes da compra e contribuir para uma reforçar a cultura antidesperdício. A adesão de montadoras e importadoras ao programa é voluntária. Cinco fabricantes de veículos, que representam cerca de 50% das vendas do mercado brasileiro (Fiat, General Motors com a marca Chevrolet, Honda, Kia e Volkswagen), se inscreveram. É possível consultar os dados também pela página do Conpet e do Inmetro.
O Brasil é pioneiro na América Latina no desenvolvimento de programas de uso racional de combustível em veículos como acontece nos Estados Unidos, no Japão, na Austrália, na China, no Canadá, em Cingapura e nos países da União Europeia.
[img1]
ELETRODOMÉSTICOS
Criado pelo Procel - Programa de Conservação de Energia Elétrica, o Selo Procel de Economia de Energia, concedido pelo Inmetro e pela Eletrobrás, indica os eletrodomésticos de melhor desempenho energético, por categoria. Entre os níveis de eficiência de A a G, os produtos acompanhados pelo selo comprovam o melhor desempenho, o que estimula a competição na indústria.
Com a mesma intenção, os aparelhos domésticos movidos a gás recebem o Selo Conpet. A ideia é que a etiquetagem incentive os fabricantes a criar equipamentos cada vez mais eficientes e de menor impacto ambiental, o que, de fato, está acontecendo desde a instituição do Procel, em 1993. No site do Inmetro é possível se informar sobre as empresas que exibem os selos.
[img2] O grupo alemão TÜV Rheinland, com 130 anos de mercado, atua desde 2000 no Brasil com cerca de seis mil certificações no Brasil, sendo as mais fortes as de eletrodomésticos, telecomunicações, tecnologia da informação, eletromédicos e produtos alimentícios.
EDIFICICAÇÕES
O pioneiro U.S Green Building Council certifica edificações que minimizem seus impactos no meio ambiente, durante a construção e depois de finalizado. Em território nacional, o GBC Brasil dissemina o selo LEED - Leadership in Energy and Environmental Design que avalia o design do prédio, a qualidade de viver e trabalhar nele e os seus impactos sobre o meio ambiente tanto em relação ao uso de recursos naturais quanto no que se refere a materiais utilizados e descarte correto.
[img3] Mais próxima da realidade brasileira, o selo Aqua Alta qualidade Ambiental, lançado pela Fundação Vanzolini e inspirado no selo francês HQE, é o primeiro a levar em conta as especificidades do Brasil ao atestar processos sustentáveis no planejamento, construção e operação do edifício. A certificação leva em conta 14 critérios que podem ser divididos em quatro grupos:
- eco-construção;
- gestão de recursos;
- conforto: que vai do visual ao olfativo e
- saúde.
Para auxiliar as obras de prédios verdes, o Grupo Sustentax lançou o Selo Sustentax de Sustentabilidade com Qualidade que certifica produtos como pisos, adesivos, tintas e metais sanitários. O selo abrange se aplica a construtoras, incorporadoras, equipamentos, arquitetura de interiores, paisagismo entre outros.
Um pouco mais específica, foi lançada em julho deste ano a Etiqueta de Eficiência Energética que se aplica a edifícios comerciais, de serviços e públicos e integra o PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem. O selo foi desenvolvido pela Eletrobrás em parceria com o Inmetro e foi criado para valorizar construções que utilizem o máximo de iluminação e de ventilação natural as chamadas energias passivas.
Assim como os eletrodomésticos que fazem parte do PBE, os projetos de arquitetura receberão etiquetas com graduações de acordo com o consumo de energia. Eles serão avaliadas em três níveis de eficiência:
- envoltória;
- sistema de iluminação e
- sistema de condicionamento de ar.
A estimativa é de que a economia de eletricidade alcançada por esse tipo de arquitetura chegue a 30% em edificações já existentes, por meio de modernização (retrofit) e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias.
Matérias relacionadas:
Como os selos verdes podem ajudar?
Como escolher alimentos orgânicos
Veganos certificados
Certificação para manejo florestal
Pela conservação da biodiversidade
Critérios sustentáveis para o turismo
Leia também:
Poluição veicular: lista já!
Aqua: Primeiro referencial técnico brasileiro para construções sustentáveis
Energia sob controle
Etiqueta de eficiência energética para prédios
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
A Ence - Etiqueta Nacional de Conservação de Energia para veículos é semelhante ao selo do Inmetro utilizado em eletrodomésticos, graduada de A a E. O selo indica o desempenho do carro em relação ao consumo de combustível, na estrada e na cidade, sendo A o grau mais econômico.
O selo faz parte do PBE Veicular - Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro, em parceria com a Petrobras e com o Conpet - Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural, instituído pelo Governo Federal.
O objetivo é permitir ao consumidor comparar a eficiência energética dos carros antes da compra e contribuir para uma reforçar a cultura antidesperdício. A adesão de montadoras e importadoras ao programa é voluntária. Cinco fabricantes de veículos, que representam cerca de 50% das vendas do mercado brasileiro (Fiat, General Motors com a marca Chevrolet, Honda, Kia e Volkswagen), se inscreveram. É possível consultar os dados também pela página do Conpet e do Inmetro.
O Brasil é pioneiro na América Latina no desenvolvimento de programas de uso racional de combustível em veículos como acontece nos Estados Unidos, no Japão, na Austrália, na China, no Canadá, em Cingapura e nos países da União Europeia.
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ELETRODOMÉSTICOS
Criado pelo Procel - Programa de Conservação de Energia Elétrica, o Selo Procel de Economia de Energia, concedido pelo Inmetro e pela Eletrobrás, indica os eletrodomésticos de melhor desempenho energético, por categoria. Entre os níveis de eficiência de A a G, os produtos acompanhados pelo selo comprovam o melhor desempenho, o que estimula a competição na indústria.
Com a mesma intenção, os aparelhos domésticos movidos a gás recebem o Selo Conpet. A ideia é que a etiquetagem incentive os fabricantes a criar equipamentos cada vez mais eficientes e de menor impacto ambiental, o que, de fato, está acontecendo desde a instituição do Procel, em 1993. No site do Inmetro é possível se informar sobre as empresas que exibem os selos.
[img2] O grupo alemão TÜV Rheinland, com 130 anos de mercado, atua desde 2000 no Brasil com cerca de seis mil certificações no Brasil, sendo as mais fortes as de eletrodomésticos, telecomunicações, tecnologia da informação, eletromédicos e produtos alimentícios.
EDIFICICAÇÕES
O pioneiro U.S Green Building Council certifica edificações que minimizem seus impactos no meio ambiente, durante a construção e depois de finalizado. Em território nacional, o GBC Brasil dissemina o selo LEED - Leadership in Energy and Environmental Design que avalia o design do prédio, a qualidade de viver e trabalhar nele e os seus impactos sobre o meio ambiente tanto em relação ao uso de recursos naturais quanto no que se refere a materiais utilizados e descarte correto.
[img3] Mais próxima da realidade brasileira, o selo Aqua Alta qualidade Ambiental, lançado pela Fundação Vanzolini e inspirado no selo francês HQE, é o primeiro a levar em conta as especificidades do Brasil ao atestar processos sustentáveis no planejamento, construção e operação do edifício. A certificação leva em conta 14 critérios que podem ser divididos em quatro grupos:
- eco-construção;
- gestão de recursos;
- conforto: que vai do visual ao olfativo e
- saúde.
Para auxiliar as obras de prédios verdes, o Grupo Sustentax lançou o Selo Sustentax de Sustentabilidade com Qualidade que certifica produtos como pisos, adesivos, tintas e metais sanitários. O selo abrange se aplica a construtoras, incorporadoras, equipamentos, arquitetura de interiores, paisagismo entre outros.
Um pouco mais específica, foi lançada em julho deste ano a Etiqueta de Eficiência Energética que se aplica a edifícios comerciais, de serviços e públicos e integra o PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem. O selo foi desenvolvido pela Eletrobrás em parceria com o Inmetro e foi criado para valorizar construções que utilizem o máximo de iluminação e de ventilação natural as chamadas energias passivas.
Assim como os eletrodomésticos que fazem parte do PBE, os projetos de arquitetura receberão etiquetas com graduações de acordo com o consumo de energia. Eles serão avaliadas em três níveis de eficiência:
- envoltória;
- sistema de iluminação e
- sistema de condicionamento de ar.
A estimativa é de que a economia de eletricidade alcançada por esse tipo de arquitetura chegue a 30% em edificações já existentes, por meio de modernização (retrofit) e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias.
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