dança
Qudus Onikeku e YK Projects: dança para todos
A fim de levar cultura para aqueles que não podem pagar por ela, o dançarino nigeriano Qudus Onikeku criou a “YK Projects” – companhia de dança que se apresenta, de graça, nas ruas de países da África, Europa e América
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Revista Vida Simples – 09/2009
Inconformado com a dança restrita ao teatro, o nigeriano Qudus Onikeku passou a questionar a sua arte, que só chegava a quem podia pagar. Criou a YK Projects para levá-la às ruas de 25 países africanos, o que gerou o filme Do We Need Coca-Cola to Dance? Hoje, ele estende a ideia à Europa e às Américas.
O que significa a dança para você?
Quando danço, aprendo a me apresentar ao público, a me relacionar com o outro. A dança nos faz entender profundamente o próprio corpo e dialogar por meio de movimentos e gestos.
Qual a diferença entre dançar no teatro e nas ruas?
No teatro, a situação de concentração diante de um público completamente voltado para o dançarino é muito excitante. Mas no espaço público existe uma profunda troca. Se o dançarino não for intrigante, as pessoas dão as costas e vão embora. Esse é o desafio.
Você diria que o movimento cotidiano faz parte das suas coreografias?
Talvez meu objetivo seja dar mais significado à dança, desenvolvendo-a nos cenários que fazem parte da vida cotidiana dos espectadores, que estão nas ruas, nos mercados, no metrô, nas escolas. Eles não me buscam no teatro. Eu é que me torno parte de seu universo diário.
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Gabriela Agustini, Marcia Bindo, Mariana Sgarioni, Priscilla Santos e Rafael Tonon
Inconformado com a dança restrita ao teatro, o nigeriano Qudus Onikeku passou a questionar a sua arte, que só chegava a quem podia pagar. Criou a YK Projects para levá-la às ruas de 25 países africanos, o que gerou o filme Do We Need Coca-Cola to Dance? Hoje, ele estende a ideia à Europa e às Américas.
O que significa a dança para você?
Quando danço, aprendo a me apresentar ao público, a me relacionar com o outro. A dança nos faz entender profundamente o próprio corpo e dialogar por meio de movimentos e gestos.
Qual a diferença entre dançar no teatro e nas ruas?
No teatro, a situação de concentração diante de um público completamente voltado para o dançarino é muito excitante. Mas no espaço público existe uma profunda troca. Se o dançarino não for intrigante, as pessoas dão as costas e vão embora. Esse é o desafio.
Você diria que o movimento cotidiano faz parte das suas coreografias?
Talvez meu objetivo seja dar mais significado à dança, desenvolvendo-a nos cenários que fazem parte da vida cotidiana dos espectadores, que estão nas ruas, nos mercados, no metrô, nas escolas. Eles não me buscam no teatro. Eu é que me torno parte de seu universo diário.
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Gabriela Agustini, Marcia Bindo, Mariana Sgarioni, Priscilla Santos e Rafael Tonon