MARCHA PELA PAZ
Mundo participa de ato pela paz
Milhões de pessoas participarão da "Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência", que começa em 2 de outubro na Nova Zelândia e percorrerá os cinco continentes. Eventos no Brasil e no mundo marcam o “Dia Internacional da Não-Violência”, comemorado na mesma data
Mônica Pileggi
Planeta Sustentável - 01/10/2009
Em 2 de outubro comemora-se o “Dia Internacional da Não-Violência”. Para lembrar ao mundo da data – que também é aniversário do nascimento do líder indiano Mahatma Gandhi -, a organização internacional Mundo sem Guerras irá promover a “Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência”.
Trata-se de uma manifestação global de conscientização para um mundo sem violência, cujas propostas são o fim dos arsenais nucleares, a retirada imediata de tropas em países invadidos e a redução progressiva de todos os tipos de armas e de todas as formas de violência.
O percurso total da marcha – que pretende ser a maior da história - será feito por uma equipe base, composta por cerca 50 pessoas de diferentes nacionalidades, que partirá da Nova Zelândia no dia 2 de outubro. O destino final dessas pessoas será na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, na Argentina, em 2 de janeiro de 2010. Durante 90 dias, essa equipe passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. São mais de 160 mil quilômetros, a serem percorridos por diversos meios como ônibus, trem, bicicleta, barco e avião.
Por onde passar, a equipe multicultural será recebida por um comitê local e participará de atividades em prol da causa que, segundo a organização do evento, serão abertas a todos. Entre as ações destacam-se realização de fóruns, encontros, festivais, conferências e eventos esportivos, culturais e educativos, entre outros.
De acordo com a porta-voz da marcha em São Paulo, Flávia Estevan, o objetivo principal dessas ações é conscientizar as pessoas para todo tipo de violência, seja ela ambiental ou psicológica, entre outras, e não apenas física.
No Brasil, a marcha deve desembarcar em Manaus apenas em 16 de dezembro e passará por Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). Mas, antes da passagem da equipe por aqui, alguns estados já se mobilizam para o “Dia Internacional da Não-Violência”.
São Paulo, por exemplo, no ato oficial de lançamento, terá uma faixa de 30 metros desenrolada por alpinistas na fachada do Shopping Light, no Viaduto do Chá, ao meio-dia. Às 17h, na Avenida Paulista, um grupo se reunirá no vão livre do MASP – Museu de Arte Moderna de São Paulo para participar da “Marcha dos Invisíveis”. “De acordo com a ONU, 95% da população mundial que é contra a violência e guerras não têm voz. Então, decidimos assumir nossa posição de ‘invisíveis’ como forma de manifestação”, explica Flávia.
Já no Rio Grande do Sul, às 14h do dia 2, será realizado um ato cultural em Porto Alegre e, no dia seguinte, a Secretaria de Educação de Canoas promoverá um evento com estudantes da cidade. No Rio de Janeiro será realizada uma homenagem a Gandhi na Cinelândia e, em Recife, a Universidade Federal de Pernambuco prepara uma conferência sobre o tema.
Leia mais:
Meninos-soldados
Darfur à espera de um salvador
*Mundo sin Guerras (em espanhol)
*Marcha Mundial
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Trata-se de uma manifestação global de conscientização para um mundo sem violência, cujas propostas são o fim dos arsenais nucleares, a retirada imediata de tropas em países invadidos e a redução progressiva de todos os tipos de armas e de todas as formas de violência.
O percurso total da marcha – que pretende ser a maior da história - será feito por uma equipe base, composta por cerca 50 pessoas de diferentes nacionalidades, que partirá da Nova Zelândia no dia 2 de outubro. O destino final dessas pessoas será na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, na Argentina, em 2 de janeiro de 2010. Durante 90 dias, essa equipe passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. São mais de 160 mil quilômetros, a serem percorridos por diversos meios como ônibus, trem, bicicleta, barco e avião.
Por onde passar, a equipe multicultural será recebida por um comitê local e participará de atividades em prol da causa que, segundo a organização do evento, serão abertas a todos. Entre as ações destacam-se realização de fóruns, encontros, festivais, conferências e eventos esportivos, culturais e educativos, entre outros.
De acordo com a porta-voz da marcha em São Paulo, Flávia Estevan, o objetivo principal dessas ações é conscientizar as pessoas para todo tipo de violência, seja ela ambiental ou psicológica, entre outras, e não apenas física.
No Brasil, a marcha deve desembarcar em Manaus apenas em 16 de dezembro e passará por Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). Mas, antes da passagem da equipe por aqui, alguns estados já se mobilizam para o “Dia Internacional da Não-Violência”.
São Paulo, por exemplo, no ato oficial de lançamento, terá uma faixa de 30 metros desenrolada por alpinistas na fachada do Shopping Light, no Viaduto do Chá, ao meio-dia. Às 17h, na Avenida Paulista, um grupo se reunirá no vão livre do MASP – Museu de Arte Moderna de São Paulo para participar da “Marcha dos Invisíveis”. “De acordo com a ONU, 95% da população mundial que é contra a violência e guerras não têm voz. Então, decidimos assumir nossa posição de ‘invisíveis’ como forma de manifestação”, explica Flávia.
Já no Rio Grande do Sul, às 14h do dia 2, será realizado um ato cultural em Porto Alegre e, no dia seguinte, a Secretaria de Educação de Canoas promoverá um evento com estudantes da cidade. No Rio de Janeiro será realizada uma homenagem a Gandhi na Cinelândia e, em Recife, a Universidade Federal de Pernambuco prepara uma conferência sobre o tema.
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