loucos por uma pelada
Futebol é usado como terapia para doentes mentais
Em Londres, o programa “The Positive Mental Attitude London Football League”, criado pela terapeuta Janette Hynes, consegue reintegrar à sociedade pessoas com distúrbios psiquiátricos, a partir de jogos de futebol
Marcia Bindo*
Revista Vida Simples – 10/2009
Que uma boa pelada após um dia extenuante faz bem para a alma, isso eu, você e todas as torcidas já sabíamos. Mas jogar bola faz bem até para quem sofre de distúrbios psiquiátricos. É o que relatam os cientistas do The Positive Mental Attitude London Football League, de Londres, que resolveram colocar moçoilos e moçoilas portadores de doenças como esquizofrenia, depressão, ansiedade e transtorno bipolar atrás de uma pelota.
Segundo a terapeuta que criou o programa, Janette Hynes, "mais de 70% dos ‘jogadores’ passaram a tomar menos medicamentos e a manter relações mais saudáveis com a família e os amigos". A ideia ganhou corpo e hoje são 18 equipes espalhadas pela Inglaterra. A terapia é antiga.
Em 1933, dois psiquiatras criaram uma equipe em Roma para doentes mentais. Depois de jogar alguns anos no campo de terra poeirento do "Il Gabiano" (A Gaivota) , a maioria dos atletas sentiu-se capaz de voltar ao trabalho e de se reintegrar na sociedade. A história virou o documentário Loucos por Futebol.
Para o diretor do filme, Francesco Trento, que joga com os pacientes, uma das razões para que o futebol seja um remédio tão eficaz é que "a ação quase nunca para e assim a mente dos jogadores não pode divagar por territórios doentios".
*Leandro Sarmatz, Liane Alves, Edu Petta, Marcia Bindo, Mariana Del Grande e Rafael Tonon
Que uma boa pelada após um dia extenuante faz bem para a alma, isso eu, você e todas as torcidas já sabíamos. Mas jogar bola faz bem até para quem sofre de distúrbios psiquiátricos. É o que relatam os cientistas do The Positive Mental Attitude London Football League, de Londres, que resolveram colocar moçoilos e moçoilas portadores de doenças como esquizofrenia, depressão, ansiedade e transtorno bipolar atrás de uma pelota.
Segundo a terapeuta que criou o programa, Janette Hynes, "mais de 70% dos ‘jogadores’ passaram a tomar menos medicamentos e a manter relações mais saudáveis com a família e os amigos". A ideia ganhou corpo e hoje são 18 equipes espalhadas pela Inglaterra. A terapia é antiga.
Em 1933, dois psiquiatras criaram uma equipe em Roma para doentes mentais. Depois de jogar alguns anos no campo de terra poeirento do "Il Gabiano" (A Gaivota) , a maioria dos atletas sentiu-se capaz de voltar ao trabalho e de se reintegrar na sociedade. A história virou o documentário Loucos por Futebol.
Para o diretor do filme, Francesco Trento, que joga com os pacientes, uma das razões para que o futebol seja um remédio tão eficaz é que "a ação quase nunca para e assim a mente dos jogadores não pode divagar por territórios doentios".
*Leandro Sarmatz, Liane Alves, Edu Petta, Marcia Bindo, Mariana Del Grande e Rafael Tonon