energia limpa
Meu gerador leva energia barata a famílias isoladas
Procuro via satélite casas distantes e viajo para oferecer energia limpa e gratuita
Ricardo Régener
Revista Sou Mais Eu – 24/09/2009
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Fui tomar um café na casa de um senhor muito pobre e fiquei triste ao ver a situação em que ele vivia. Era um lugar isolado, e a família tomava banho gelado. Não havia televisão nem lâmpada elétrica. Todos dormiam e acordavam cedo para aproveitar a luz do dia.
Resolvi ajudá-los. Criei uma pequena turbina com pás de plástico ligadas a uma bateria. A água para girar a turbina vem de um morro da região, através de uma mangueira. Para a casa ter água quente, criei um aquecedor usando o fogão de lenha. Enquanto eles preparam a comida, já esquentam a água para o banho.
A vida daquela família mudou. Resolvi aperfeiçoar o gerador para atender mais gente. Criei uma turbina com pás de cerâmica, muito resistentes e baratas.
FORMEI UMA EQUIPE
O gerador custa entre R$ 500 e R$ 700. Quem paga é a equipe de voluntários que viaja comigo para implantar o projeto. Sou professor de engenharia e recruto alunos interessados em ajudar. Já levamos energia a mais de 30 famílias que vivem em lugares isolados.
Não tenho patrocínio, mas minha equipe arrecada mangueiras usadas, baterias, entre outros materiais úteis. Até pedi ajuda para uma empresa de energia elétrica, mas eles não quiseram colaborar. Afinal, eles não teriam como cobrar pela energia depois...
Costumo entrar em um site de imagens de satélite para procurar casinhas isoladas no interior de São Paulo, onde sei que não chega luz. Depois, vou até lá para oferecer o benefício. Na segunda visita levo a equipe e instalamos o equipamento. É uma baita festa quando vamos!
Gosto do meu trabalho e sempre tenho novos desafios. Estou criando um gerador que aproveita a energia das ondas do mar para produzir eletricidade. Conheço muitos pescadores que perdem tudo o que pescaram porque não têm como conservar os peixes. Meu próximo passo é criar um equipamento para melhorar a qualidade de vida deles.
ADORO TRABALHO VOLUNTÁRIO
“Eu estou no projeto desde 2008 e já ajudei a implantar energia elétrica e água quente em cinco casas. Contribuo com dinheiro, vou atrás de empresas para doar material. Até representei o projeto junto com o professor Kawano em uma feira de agricultura familiar - ganhamos o 2º lugar! Com um pouco de boa vontade, é possível levar energia limpa e muito barata a quem precisa.” Priscila Gil, 26 anos, voluntária
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Fui tomar um café na casa de um senhor muito pobre e fiquei triste ao ver a situação em que ele vivia. Era um lugar isolado, e a família tomava banho gelado. Não havia televisão nem lâmpada elétrica. Todos dormiam e acordavam cedo para aproveitar a luz do dia.
Resolvi ajudá-los. Criei uma pequena turbina com pás de plástico ligadas a uma bateria. A água para girar a turbina vem de um morro da região, através de uma mangueira. Para a casa ter água quente, criei um aquecedor usando o fogão de lenha. Enquanto eles preparam a comida, já esquentam a água para o banho.
A vida daquela família mudou. Resolvi aperfeiçoar o gerador para atender mais gente. Criei uma turbina com pás de cerâmica, muito resistentes e baratas.
FORMEI UMA EQUIPE
O gerador custa entre R$ 500 e R$ 700. Quem paga é a equipe de voluntários que viaja comigo para implantar o projeto. Sou professor de engenharia e recruto alunos interessados em ajudar. Já levamos energia a mais de 30 famílias que vivem em lugares isolados.
Não tenho patrocínio, mas minha equipe arrecada mangueiras usadas, baterias, entre outros materiais úteis. Até pedi ajuda para uma empresa de energia elétrica, mas eles não quiseram colaborar. Afinal, eles não teriam como cobrar pela energia depois...
Costumo entrar em um site de imagens de satélite para procurar casinhas isoladas no interior de São Paulo, onde sei que não chega luz. Depois, vou até lá para oferecer o benefício. Na segunda visita levo a equipe e instalamos o equipamento. É uma baita festa quando vamos!
Gosto do meu trabalho e sempre tenho novos desafios. Estou criando um gerador que aproveita a energia das ondas do mar para produzir eletricidade. Conheço muitos pescadores que perdem tudo o que pescaram porque não têm como conservar os peixes. Meu próximo passo é criar um equipamento para melhorar a qualidade de vida deles.
ADORO TRABALHO VOLUNTÁRIO
“Eu estou no projeto desde 2008 e já ajudei a implantar energia elétrica e água quente em cinco casas. Contribuo com dinheiro, vou atrás de empresas para doar material. Até representei o projeto junto com o professor Kawano em uma feira de agricultura familiar - ganhamos o 2º lugar! Com um pouco de boa vontade, é possível levar energia limpa e muito barata a quem precisa.” Priscila Gil, 26 anos, voluntária