
Iracy Paulina
Revista Claudia - 10/2007
Ainda na faculdade, Renata Gregolini, hoje com 37 anos, procurou estágio numa fábrica de fertilizantes em Araxá (MG). Havia duas vagas: uma no laboratório de química e outra na área de meio ambiente. A primeira parecia mais promissora para uma estudante de química industrial como ela, mas Renata optou pela segunda, em que ficaria incumbida de colher amostras de uma lagoa de tratamento da água usada na produção de adubo.
Também participaria da coleta seletiva de lixo. "No começo dos anos 90, pouca gente se interessava por isso. Topei porque era uma área inexplorada", diz. Ela pegou o barco certo. Passados 15 anos, Renata é uma profissional supervalorizada: trabalhou numa ONG de turismo sustentável, foi consultora de prefeituras mineiras em tratamento de esgotos e implantou um parque em Goiás.
Em 2000, foi contratada por uma grande indústria eletrônica de São José dos Campos (SP), onde se viu diante de um novo filão: a gestão ambiental, área que engloba tudo o que ela havia aprendido.
Suas tarefas iam desde ensinar o funcionário a lidar com o copo descartável até supervisionar a adoção de métodos de produção que respeitassem as leis ambientais, descartando adequadamente os resíduos tóxicos. Tinha também que selecionar fornecedores que partilhassem a mesma preocupação com o planeta. Em três anos, foi disputada por três empregadores.
Seu salário triplicou. Hoje, gerente técnica e operacional da Ambitec, empresa especializada em gestão de resíduos e serviços industriais, ela coordena 300 pessoas e pilota uma carteira de clientes que inclui fabricantes de papel, siderúrgicas e mineradoras do país.
Como Renata, outros profissionais ligados à sustentabilidade têm encontrado grandes oportunidades. O cuidado com o meio ambiente entrou de vez na pauta das empresas. Primeiro, porque elas são obrigadas a cumprir as novas e rigorosas leis ambientais, que rendem pesadas multas a quem desacatá-las.
Em segundo lugar, vem a necessidade de obter a certificação ISO 14000, concedida a empresas que implantam um sistema de gestão ambiental. Esse selo de produção limpa agrega pontos à imagem da corporação e agrada ao consumidor.
E, em terceiro, as empresas estão aprendendo que agredir o planeta ameaça a própria sobrevivência.
Por tudo isso, estão correndo atrás de mão-de-obra especializada. "A demanda por profissionais qualificados é grande em parques industriais de todo o país, especialmente nos setores petroquímico, metalúrgico, químico, de mineração e cimenteiro", afirma Rodrigo Soares, consultor de recrutamento do Grupo Catho, no Rio de Janeiro.
"Mas são poucos os profissionais com experiência de mais de quatro anos." Poucos e muito disputados. Renata Gregolini conta que, quando um funcionário treinado por ela está no ponto, "a concorrência vem e pega, o que inflaciona os salários". O contracheque de um analista técnico iniciante está na faixa dos 3,5 mil reais.
Já o rendimento mensal dos coordenadores de projetos chega a 7 mil reais. Os que atingem níveis de gerência e supervisão podem receber de 10 mil a 15 mil reais. No setor público, os valores caem, variando de 1,8 mil a 5,5 mil reais. As ONGs ficam no meio do caminho, oferecendo de 2 mil a 7 mil reais.
A diretora do curso de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (USP-Leste), Neli Aparecida de Mello, diz que a caça começa na universidade. "As empresas já buscam estagiários no primeiro ano." Foi o que aconteceu com Camila Duarte, 25 anos, aluna do quarto ano de engenharia ambiental da Faculdade Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Ela começou a trabalhar na Siemens como estagiária há três anos e foi efetivada no posto de analista de gestão antes de se formar. Além do salário atrativo, ela se sente recompensada pelo resultado do trabalho. Sua missão é ajudar a manter a certificação ambiental que a empresa recebeu pela política de prevenção de poluição implantada em 1998.
Uma vez por mês, percorro cada setor para verificar se as normas estão sendo cumpridas à risca", conta. Tudo precisa estar em cima para a vistoria anual dos auditores; do contrário, o selo não é renovado.
PARCERIAS DO BEM
O leque é grande, mas as carreiras ultrajovens de engenharia ambiental e de gestão ambiental são as mais identificadas com a nova ordem da sustentabilidade. Regulamentada em 2000, a primeira é oferecida por diversas universidades brasileiras.
A segunda ainda nem tem regulamentação, mas já está disponível em instituições de peso, como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais, tanto na graduação como na pós. As duas têm focos específicos, porém complementares. O gestor está mais ligado à administração, enquanto o engenheiro ambiental cuida do aspecto tecnológico.
Para exemplificar, Alcir Vilela Jr., coordenador da graduação em meio ambiente do Senac -Campus Santo Amaro, em São Paulo, cita a despoluição de um rio. Cabe ao gestor planejá-la, indicar as áreas técnicas e estabelecer o modelo de execução. O engenheiro vai atrás da tecnologia adequada para limpar as águas. "São profissionais que tra balham em parceria", diz.
O gestor ambiental, porém, tem maior campo de atuação. Na faculdade, ele é preparado para avaliar o impacto ambiental, ou seja, os efeitos que a construção de uma estrada ou hidrelétrica pode causar na fauna, flora e nas comunidades do entorno.
Aprende a orientar empresas sobre produção e venda de um produto certificado, como a madeira. Também planeja o uso e a conservação de recursos naturais, desde a proteção de um ecossistema rico em biodiversidade até sugerir novos negócios explorados de modo sustentável. "O gestor está por trás de tudo: da descoberta de uma erva da Amazônia até sua transformação por uma empresa de cosméticos", explica Neli.
É um profissional que vem sendo cobiçado até por instituições financeiras: nos bancos, ele analisa os desdobramentos de um projeto para o qual o cliente pediu empréstimo. Se o dinheiro for solicitado para erguer um resort em terreno que abrange a mata Atlântica, o parecer do gestor pode ser contrário caso o projeto não inclua medidas para mitigar os danos ambientais.
FORA DA CORPORAÇÃO
À medida que cresce a urgência para salvar o planeta, mais amplas se tornam as iniciativas de sustentabilidade, contemplando o trabalho de professores, pedagogos e psicólogos que atuam em projetos de responsabilidade social.
Com pós-graduação na área ambiental, eles são contratados por empresas para ensinar sobre a importância de defender o planeta aos moradores e alunos das escolas do entorno.
As boas oportunidades também surgem em ONGs. A arquiteta Marussia Whately, 34 anos, coordenadora do projeto Mananciais do Instituto Socioambiental (ISA), em São Paulo, estreou como ativista aos 16 anos nas trincheiras da SOS Guarapiranga.
Em 1.999, já formada, foi convidada para assessorar um projeto do ISA ligado à mata Atlântica. Logo passou a produzir pesquisas e informações sobre as represas Billings e Guarapiranga, que abastecem a Grande São Paulo. Com o tempo, Marussia estruturou o departamento que hoje conduz. "Nossa função é produzir e difundir informações sobre a finitude desses mananciais, além de mobilizar a população e o poder público para preservá-los", diz.
Na prefeitura paulistana, a arquiteta e urbanista Elaine Pereira da Silva, 32 anos, cuida de projetos e obras do Departamento de Parques e Jardins (Depavi 1) e tem colocado em prática alguns conceitos da novíssima ecoarquitetura.
Lançou, este ano, o projeto Calçadas Ecológicas, incentivando as subprefeituras da cidade a implantar faixas de grama de 60 centímetros nas calçadas. "É uma acupuntura urbana, pontual, que ao se multiplicar dará resultados. Aumentamos a permeabilização do solo, evitando que a água demore a escoar, provocando enchentes", afirma.
Outra área que cresce é a do direito ambiental. No Brasil, a maioria das leis do setor surgiu na década de 80 e muitas ainda estão em fase de elaboração ou regulamentação. Com isso, houve uma demanda grande por profissionais do direito que conheçam o assunto.
"Entrei na faculdade interessada nessa vertente. Mas pouca gente acreditava que ela tivesse futuro", recorda a advogada Flávia Frangetto, 31 anos. Ela se formou em 1998 pela PUC-SP e fez pós na França. Na volta, atuou como consultora de vários escritórios de advocacia.
Hoje, muitos estão montando departamentos especializados, como o que Flávia foi convidada a implantar e a comandar no escritório Siqueira Castro, com várias filiais no país. Portas para entrar nesse mercado não faltam. Basta escolher a que melhor combina com você, buscar o curso mais adequado para afinar seus conhecimentos e cavar seu lugar ao sol.
S.O.S. MEIO AMBIENTE
Conheça mais profissões que, com pós-graduação, podem se tornar verdes.
Geógrafo: Faz pesquisas para o planejamento de empreendimentos que podem interferir em recursos naturais (matas, rios etc.).
Geólogo: Cuida de estabilizar encostas e preservar as águas subterrâneas. Avalia a possibilidade de um posto de combustível ou aterro sanitário prejudicar a qualidade das águas. Observa o uso e a ocupação do solo em estudos para a construção de grandes obras.
Químico: Em laboratórios, analisa poluentes. Controla a produção para minimizar efeitos tóxicos.
Biólogo: Estuda efeitos da produção na flora e fauna, o impacto causado pela implantação de rodovias, hidrelétricas etc.
Engenheiro: Nas áreas civil e sanitarista, trata água, esgoto e lixo. O químico controla a poluição industrial.
Agrônomo: Com o olho no futuro, avalia a melhor forma de ocupar o solo.
Sociólogo: Atua em projetos de responsabilidade social e de conscientização patrocinados por empresas.
Iracy Paulina
Revista Claudia - 10/2007
Também participaria da coleta seletiva de lixo. "No começo dos anos 90, pouca gente se interessava por isso. Topei porque era uma área inexplorada", diz. Ela pegou o barco certo. Passados 15 anos, Renata é uma profissional supervalorizada: trabalhou numa ONG de turismo sustentável, foi consultora de prefeituras mineiras em tratamento de esgotos e implantou um parque em Goiás.
Em 2000, foi contratada por uma grande indústria eletrônica de São José dos Campos (SP), onde se viu diante de um novo filão: a gestão ambiental, área que engloba tudo o que ela havia aprendido.
Suas tarefas iam desde ensinar o funcionário a lidar com o copo descartável até supervisionar a adoção de métodos de produção que respeitassem as leis ambientais, descartando adequadamente os resíduos tóxicos. Tinha também que selecionar fornecedores que partilhassem a mesma preocupação com o planeta. Em três anos, foi disputada por três empregadores.
Seu salário triplicou. Hoje, gerente técnica e operacional da Ambitec, empresa especializada em gestão de resíduos e serviços industriais, ela coordena 300 pessoas e pilota uma carteira de clientes que inclui fabricantes de papel, siderúrgicas e mineradoras do país.
Como Renata, outros profissionais ligados à sustentabilidade têm encontrado grandes oportunidades. O cuidado com o meio ambiente entrou de vez na pauta das empresas. Primeiro, porque elas são obrigadas a cumprir as novas e rigorosas leis ambientais, que rendem pesadas multas a quem desacatá-las.
Em segundo lugar, vem a necessidade de obter a certificação ISO 14000, concedida a empresas que implantam um sistema de gestão ambiental. Esse selo de produção limpa agrega pontos à imagem da corporação e agrada ao consumidor.
E, em terceiro, as empresas estão aprendendo que agredir o planeta ameaça a própria sobrevivência.
Por tudo isso, estão correndo atrás de mão-de-obra especializada. "A demanda por profissionais qualificados é grande em parques industriais de todo o país, especialmente nos setores petroquímico, metalúrgico, químico, de mineração e cimenteiro", afirma Rodrigo Soares, consultor de recrutamento do Grupo Catho, no Rio de Janeiro.
"Mas são poucos os profissionais com experiência de mais de quatro anos." Poucos e muito disputados. Renata Gregolini conta que, quando um funcionário treinado por ela está no ponto, "a concorrência vem e pega, o que inflaciona os salários". O contracheque de um analista técnico iniciante está na faixa dos 3,5 mil reais.
Já o rendimento mensal dos coordenadores de projetos chega a 7 mil reais. Os que atingem níveis de gerência e supervisão podem receber de 10 mil a 15 mil reais. No setor público, os valores caem, variando de 1,8 mil a 5,5 mil reais. As ONGs ficam no meio do caminho, oferecendo de 2 mil a 7 mil reais.
A diretora do curso de gestão ambiental da Universidade de São Paulo (USP-Leste), Neli Aparecida de Mello, diz que a caça começa na universidade. "As empresas já buscam estagiários no primeiro ano." Foi o que aconteceu com Camila Duarte, 25 anos, aluna do quarto ano de engenharia ambiental da Faculdade Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Ela começou a trabalhar na Siemens como estagiária há três anos e foi efetivada no posto de analista de gestão antes de se formar. Além do salário atrativo, ela se sente recompensada pelo resultado do trabalho. Sua missão é ajudar a manter a certificação ambiental que a empresa recebeu pela política de prevenção de poluição implantada em 1998.
Uma vez por mês, percorro cada setor para verificar se as normas estão sendo cumpridas à risca", conta. Tudo precisa estar em cima para a vistoria anual dos auditores; do contrário, o selo não é renovado.
PARCERIAS DO BEM
O leque é grande, mas as carreiras ultrajovens de engenharia ambiental e de gestão ambiental são as mais identificadas com a nova ordem da sustentabilidade. Regulamentada em 2000, a primeira é oferecida por diversas universidades brasileiras.
A segunda ainda nem tem regulamentação, mas já está disponível em instituições de peso, como a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais, tanto na graduação como na pós. As duas têm focos específicos, porém complementares. O gestor está mais ligado à administração, enquanto o engenheiro ambiental cuida do aspecto tecnológico.
Para exemplificar, Alcir Vilela Jr., coordenador da graduação em meio ambiente do Senac -Campus Santo Amaro, em São Paulo, cita a despoluição de um rio. Cabe ao gestor planejá-la, indicar as áreas técnicas e estabelecer o modelo de execução. O engenheiro vai atrás da tecnologia adequada para limpar as águas. "São profissionais que tra balham em parceria", diz.
O gestor ambiental, porém, tem maior campo de atuação. Na faculdade, ele é preparado para avaliar o impacto ambiental, ou seja, os efeitos que a construção de uma estrada ou hidrelétrica pode causar na fauna, flora e nas comunidades do entorno.
Aprende a orientar empresas sobre produção e venda de um produto certificado, como a madeira. Também planeja o uso e a conservação de recursos naturais, desde a proteção de um ecossistema rico em biodiversidade até sugerir novos negócios explorados de modo sustentável. "O gestor está por trás de tudo: da descoberta de uma erva da Amazônia até sua transformação por uma empresa de cosméticos", explica Neli.
É um profissional que vem sendo cobiçado até por instituições financeiras: nos bancos, ele analisa os desdobramentos de um projeto para o qual o cliente pediu empréstimo. Se o dinheiro for solicitado para erguer um resort em terreno que abrange a mata Atlântica, o parecer do gestor pode ser contrário caso o projeto não inclua medidas para mitigar os danos ambientais.
FORA DA CORPORAÇÃO
À medida que cresce a urgência para salvar o planeta, mais amplas se tornam as iniciativas de sustentabilidade, contemplando o trabalho de professores, pedagogos e psicólogos que atuam em projetos de responsabilidade social.
Com pós-graduação na área ambiental, eles são contratados por empresas para ensinar sobre a importância de defender o planeta aos moradores e alunos das escolas do entorno.
As boas oportunidades também surgem em ONGs. A arquiteta Marussia Whately, 34 anos, coordenadora do projeto Mananciais do Instituto Socioambiental (ISA), em São Paulo, estreou como ativista aos 16 anos nas trincheiras da SOS Guarapiranga.
Em 1.999, já formada, foi convidada para assessorar um projeto do ISA ligado à mata Atlântica. Logo passou a produzir pesquisas e informações sobre as represas Billings e Guarapiranga, que abastecem a Grande São Paulo. Com o tempo, Marussia estruturou o departamento que hoje conduz. "Nossa função é produzir e difundir informações sobre a finitude desses mananciais, além de mobilizar a população e o poder público para preservá-los", diz.
Na prefeitura paulistana, a arquiteta e urbanista Elaine Pereira da Silva, 32 anos, cuida de projetos e obras do Departamento de Parques e Jardins (Depavi 1) e tem colocado em prática alguns conceitos da novíssima ecoarquitetura.
Lançou, este ano, o projeto Calçadas Ecológicas, incentivando as subprefeituras da cidade a implantar faixas de grama de 60 centímetros nas calçadas. "É uma acupuntura urbana, pontual, que ao se multiplicar dará resultados. Aumentamos a permeabilização do solo, evitando que a água demore a escoar, provocando enchentes", afirma.
Outra área que cresce é a do direito ambiental. No Brasil, a maioria das leis do setor surgiu na década de 80 e muitas ainda estão em fase de elaboração ou regulamentação. Com isso, houve uma demanda grande por profissionais do direito que conheçam o assunto.
"Entrei na faculdade interessada nessa vertente. Mas pouca gente acreditava que ela tivesse futuro", recorda a advogada Flávia Frangetto, 31 anos. Ela se formou em 1998 pela PUC-SP e fez pós na França. Na volta, atuou como consultora de vários escritórios de advocacia.
Hoje, muitos estão montando departamentos especializados, como o que Flávia foi convidada a implantar e a comandar no escritório Siqueira Castro, com várias filiais no país. Portas para entrar nesse mercado não faltam. Basta escolher a que melhor combina com você, buscar o curso mais adequado para afinar seus conhecimentos e cavar seu lugar ao sol.
S.O.S. MEIO AMBIENTE
Conheça mais profissões que, com pós-graduação, podem se tornar verdes.
Geógrafo: Faz pesquisas para o planejamento de empreendimentos que podem interferir em recursos naturais (matas, rios etc.).
Geólogo: Cuida de estabilizar encostas e preservar as águas subterrâneas. Avalia a possibilidade de um posto de combustível ou aterro sanitário prejudicar a qualidade das águas. Observa o uso e a ocupação do solo em estudos para a construção de grandes obras.
Químico: Em laboratórios, analisa poluentes. Controla a produção para minimizar efeitos tóxicos.
Biólogo: Estuda efeitos da produção na flora e fauna, o impacto causado pela implantação de rodovias, hidrelétricas etc.
Engenheiro: Nas áreas civil e sanitarista, trata água, esgoto e lixo. O químico controla a poluição industrial.
Agrônomo: Com o olho no futuro, avalia a melhor forma de ocupar o solo.
Sociólogo: Atua em projetos de responsabilidade social e de conscientização patrocinados por empresas.
























