
Priscilla Santos
Revista Vida Simples – 10/2009
Era uma tarde afobada de 2006. A avenida estava apinhada de veículos, paralisados. Pessoas cruzavam a rua entre os carros, carregando bandeirolas do Brasil. A imobilidade do ônibus acelerava minha ansiedade. Dali a pouco a seleção brasileira entraria em campo para seu primeiro jogo na Copa de 2006. Decidi saltar do ônibus - pois uma hora havia se passado e o trecho percorrido não superava muito mais que 1 quilômetro. Minha ideia era andar três ou quatro quarteirões, passar o cruzamento das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Rebouças (zona oeste de São Paulo), onde o trânsito se estrangula. Subiria em outro ônibus no primeiro ponto após o trecho.
Mas aconteceu diferente. Andei, andei e andei. E, de repente, cheguei em casa. Foram cerca de 4 quilômetros a pé. Mas a impressão é que a distância havia sido menor. Não que eu não tivesse noção de quantos metros separavam minha casa do trabalho. Mas ali estava a primeira lição do andar a pé: a cidade fica menor do que nos parece quando só nos deslocamos com meios de transporte motorizados. Carro dá muitas voltas. Ônibus, então, nem se fala. Para quem anda a pé não existe retorno, contramão, procurar vaga etc. É transporte porta a porta.
No Brasil, 35% dos deslocamentos nas cidades são feitos a pé. Para a caminhada ser considerada meio de transporte, a distância percorrida deve ser de ao menos 500 metros (cinco quarteirões) ou o motivo da viagem deve ser ida para o trabalho ou escola (o mais comum), independentemente da distância percorrida. O percentual de caminhantes em São Paulo está bem próximo da média nacional, e lá fui eu ajudar a engrossá-lo. Preocupada com meu sedentarismo e empolgada com a liberdade de ir e vir sem depender de nada nem de ninguém, decidi, à época, adotar a caminhada de uma hora casa-trabalho (contra os 40 minutos de ônibus) como meio de transporte e exercício físico.
NOVAS ROTAS
Nos primeiros dias, percorri a pé o trajeto que costumava fazer de ônibus. É uma experiência curiosa. Mais que uma mudança no meio de transporte, é uma nova percepção da cidade. Nunca havia reparado na rara largura das calçadas da avenida Faria Lima e em seu comércio miúdo, de lojas de roupas e botecos que se espremem entre os prédios espelhados. Fiquei um tempo a observar as pessoas nas janelas do ônibus olhando o movimento na rua. Antes, eu era uma dessas pessoas. As coisas parecem menores e mais distantes vistas através do vidro. Não se sente o frio ou o calor, o cheiro da coxinha frita não nos alcança, os xingos ao motorista do coletivo que não parou no ponto ficam mais abafados.
Mas bastou aquele trajeto não ser mais novidade para eu buscar outros. Afinal, uma das grandes vantagens de não ser um carro e sim um ser com seu próprio veículo de deslocamento, duas pernas saudáveis, é poder fazer o caminho que se bem entende, sem se preocupar com mãos de trânsito e engarrafamentos. E é muito mais gostoso andar por ruas calmas que aguentar a buzinação na orelha. "O caminho tem de ser agradável, ter a dimensão do ser humano sensível", diz Eduardo José Daros, fundador da Associação Brasileira de Pedestres. Descobri que as ruas internas paralelas à direita da avenida Faria Lima eram superarborizadas e, por algumas delas, quase não passava carro. Como o bacana é (quase) sempre fazer caminhos diferentes para conhecer novos lugares, também fui conferir as ruas à esquerda da avenida e as encontrei quase tão agradáveis quanto. Muitas vezes entrei por vias desconhecidas e me deixei perder - pois aí também está a graça.
CAMINHOS TORTUOSOS
Muitas metrópoles têm essas ilhas verdes, e dei a sorte de elas cruzarem meu caminho. Mas se a cidade não é inteiramente assim, para ir de um ponto a outro, uma hora, irremediavelmente, se cai em um lugar não tão aprazível assim. Na reta final, eu precisava cruzar o largo de Pinheiros e o popular largo da Batata, região em que é preciso se desviar para não trombar nas pessoas. Os vendedores das lojas de eletrodomésticos gritam as ofertas em microfones voltados para as ruas. O calor esquenta. Às vezes acelerava o passo (não muito, para não chegar ao trabalho precisando de banho, suar só era permitido na volta). Em dias de bom humor, aproveitava o movimento, espiava uma pechincha.
À noite, não tinha escolha: precisava seguir por um bom tempo o caminho mais insosso, o da avenida, pois ao menos era movimentado e eu me sentia mais segura. "É uma coisa que todos já sabem: uma rua movimentada consegue garantir a segurança; uma rua deserta não", escreveu a urbanista norte-americana Jane Jacobs em seu clássico Morte e Vida de Grandes Cidades. Jane defende que a segurança nas ruas é mais eficaz, mais informal e envolve menos traços de hostilidade e desconfiança exatamente quando as pessoas as utilizam, as usufruem espontaneamente e estão menos conscientes de que estão policiando. "Devem existir olhos para a rua, os olhos daqueles que podemos chamar de proprietários naturais da rua", afirma.
Isso ajuda a entender por que a melhor parte de minha volta para casa era quando a avenida apontava a entrada para o bairro, o Itaim Bibi (zona sul de São Paulo), cheio de bares e botecos abertos, pessoas conversando na calçada, saindo das farmácias, chegando do trabalho ou indo jantar (quantas vezes não resisti e acabei por sentar em um bar para "repor as calorias perdidas"). Explica também por que achei um dos caminhos de volta para casa tão hostil quando me propus ao longo do último mês a experimentar de novo a caminhada como meio de transporte - o que comecei a fazer menos desde que me mudei de endereço e passei a usar mais bicicleta.
MÚLTIPLAS CIDADES
A região em que vivo hoje, uma divisa de bairros, próximo à Vila Madalena (zona oeste da cidade), é bem mais residencial. No caminho casa-trabalho mais curto, infelizmente, o máximo de olhos vigilantes que encontro são pessoas passeando com seus cachorros noite afora - que me provocam alívio e cumplicidade. Esse caminho (que leva pouco mais de meia hora para ser percorrido, mesmo tempo que de ônibus) é mais escuro e morto à noite e tem um problemão: a rua por que faço grande parte do trajeto só tem um naco de calçada, que nem de longe obedece aos 2,5 metros mínimos de largura previstos pela legislação. Além de avarenta, é esburacada e suja.
"A manutenção da calçada é responsabilidade do proprietário do imóvel em frente a ela", afirma Daros. "O problema é que não há fiscalização", diz. Não à toa quase 100 mil pessoas se acidentam nas calçadas da Pauliceia todo ano. "Mas não culpo a prefeitura. Em São Paulo, há cerca de 30 mil quilômetros de calçada, quase sete vezes a distância do Oiapoque ao Chuí. Quantos fiscais seriam necessários para ficar indo e voltando ‘do Oiapoque ao Chuí’ procurando buraco?", diz Daros, que sugere que a própria população se mobilize, pois quando há denúncias na prefeitura, aí sim, ela deve atender.
Mas, como dizem os estudiosos das urbes, o trunfo das metrópoles é dar a oportunidade de encontrarmos a cidade que quisermos. As ruas das redondezas da minha atual casa são curvas e vão dar em lugares bem distintos. Assim, por apenas 10 minutos a mais de andança sou premiada com um trajeto cheio de árvores, passarinhos, casinhas que parecem de interior. E deparo, no cume (ah, como há morros nessa nova região!), com uma praça poética até no nome: Pôr do Sol.
Na volta, à noite, prefiro encontrar outra metrópole. Por um terceiro caminho, esse bem mais longo, passo por bares, docerias, padarias. Percebo que posso revezar os trajetos ao gosto do ânimo e da conveniência. Quando acerto na metrópole com que quero deparar, um senso de pertencimento à cidade me toma de assalto. Apesar de forasteira das Gerais, sinto-me parte de São Paulo quando cruzo suas ruas por mim mesma, o que me lembra um texto escrito pelo psicanalista Jorge Forbes, que diz: "A felicidade vai a pé, no máximo de bicicleta". Abro um sorriso.
TRANSPORTE X ESPORTE
Se você acha que só caminhar no parque ou na esteira é que é exercício físico, surpreenda-se. O fisiologista e coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Unifesp, Turíbio Barros, nos ajudou a desfazer mitos e comprovar verdades - e ainda deu dicas. Confira:
PERDA DE PESO
As pausas para esperar o semáforo abrir ou a parada na farmácia não diminuem o efeito da caminhada no controle de peso. "O gasto calórico é correspondente à quantidade de energia necessária para deslocar seu corpo de um ponto a outro, ou seja, só depende da distância percorrida", diz Turíbio. A queima de gordura é proporcional ao gasto de calorias.
MELHORA DA RESISTÊNCIA FÍSICA
Aí sim a caminhada ininterrupta e em ritmo acelerado ganha, pois o que conta nos benefícios cardiovasculares é a aceleração do batimento cardíaco - e sua manutenção em níveis mais elevados. Subidas no trajeto podem ajudar. "Nesses casos, desloca-se o corpo não só por distância mas também por altura, o que aumenta o esforço", diz Turíbio. Por conclusão, as descidas são moleza.
POLUIÇÃO
De fato, se você estiver respirando em um ritmo mais acelerado em um local onde há grande movimento de veículos motorizados, você inala uma quantidade maior de poluentes. Mas... "Sem dúvida, o prejuízo do sedentarismo é muitas vezes superior ao eventual prejuízo de respirar poluição no local onde você tenha que fazer exercício", diz Turíbio. Prefira o período da manhã, quando o ar está mais limpo.
PREPARATIVOS
Para a caminhada como transporte, nada mais que o bom senso. Não saia em jejum e tome uma aguinha antes. "É perfeitamente possível usar a roupa comum de trabalho", diz Turíbio. Já nos pés, prefira um tênis.
[img01] PARA SABER MAIS
Morte e Vida de Grandes Cidades, Jane Jacobs, Martins Fontes
Priscilla Santos
Revista Vida Simples – 10/2009
Era uma tarde afobada de 2006. A avenida estava apinhada de veículos, paralisados. Pessoas cruzavam a rua entre os carros, carregando bandeirolas do Brasil. A imobilidade do ônibus acelerava minha ansiedade. Dali a pouco a seleção brasileira entraria em campo para seu primeiro jogo na Copa de 2006. Decidi saltar do ônibus - pois uma hora havia se passado e o trecho percorrido não superava muito mais que 1 quilômetro. Minha ideia era andar três ou quatro quarteirões, passar o cruzamento das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Rebouças (zona oeste de São Paulo), onde o trânsito se estrangula. Subiria em outro ônibus no primeiro ponto após o trecho.
Mas aconteceu diferente. Andei, andei e andei. E, de repente, cheguei em casa. Foram cerca de 4 quilômetros a pé. Mas a impressão é que a distância havia sido menor. Não que eu não tivesse noção de quantos metros separavam minha casa do trabalho. Mas ali estava a primeira lição do andar a pé: a cidade fica menor do que nos parece quando só nos deslocamos com meios de transporte motorizados. Carro dá muitas voltas. Ônibus, então, nem se fala. Para quem anda a pé não existe retorno, contramão, procurar vaga etc. É transporte porta a porta.
No Brasil, 35% dos deslocamentos nas cidades são feitos a pé. Para a caminhada ser considerada meio de transporte, a distância percorrida deve ser de ao menos 500 metros (cinco quarteirões) ou o motivo da viagem deve ser ida para o trabalho ou escola (o mais comum), independentemente da distância percorrida. O percentual de caminhantes em São Paulo está bem próximo da média nacional, e lá fui eu ajudar a engrossá-lo. Preocupada com meu sedentarismo e empolgada com a liberdade de ir e vir sem depender de nada nem de ninguém, decidi, à época, adotar a caminhada de uma hora casa-trabalho (contra os 40 minutos de ônibus) como meio de transporte e exercício físico.
NOVAS ROTAS
Nos primeiros dias, percorri a pé o trajeto que costumava fazer de ônibus. É uma experiência curiosa. Mais que uma mudança no meio de transporte, é uma nova percepção da cidade. Nunca havia reparado na rara largura das calçadas da avenida Faria Lima e em seu comércio miúdo, de lojas de roupas e botecos que se espremem entre os prédios espelhados. Fiquei um tempo a observar as pessoas nas janelas do ônibus olhando o movimento na rua. Antes, eu era uma dessas pessoas. As coisas parecem menores e mais distantes vistas através do vidro. Não se sente o frio ou o calor, o cheiro da coxinha frita não nos alcança, os xingos ao motorista do coletivo que não parou no ponto ficam mais abafados.
Mas bastou aquele trajeto não ser mais novidade para eu buscar outros. Afinal, uma das grandes vantagens de não ser um carro e sim um ser com seu próprio veículo de deslocamento, duas pernas saudáveis, é poder fazer o caminho que se bem entende, sem se preocupar com mãos de trânsito e engarrafamentos. E é muito mais gostoso andar por ruas calmas que aguentar a buzinação na orelha. "O caminho tem de ser agradável, ter a dimensão do ser humano sensível", diz Eduardo José Daros, fundador da Associação Brasileira de Pedestres. Descobri que as ruas internas paralelas à direita da avenida Faria Lima eram superarborizadas e, por algumas delas, quase não passava carro. Como o bacana é (quase) sempre fazer caminhos diferentes para conhecer novos lugares, também fui conferir as ruas à esquerda da avenida e as encontrei quase tão agradáveis quanto. Muitas vezes entrei por vias desconhecidas e me deixei perder - pois aí também está a graça.
CAMINHOS TORTUOSOS
Muitas metrópoles têm essas ilhas verdes, e dei a sorte de elas cruzarem meu caminho. Mas se a cidade não é inteiramente assim, para ir de um ponto a outro, uma hora, irremediavelmente, se cai em um lugar não tão aprazível assim. Na reta final, eu precisava cruzar o largo de Pinheiros e o popular largo da Batata, região em que é preciso se desviar para não trombar nas pessoas. Os vendedores das lojas de eletrodomésticos gritam as ofertas em microfones voltados para as ruas. O calor esquenta. Às vezes acelerava o passo (não muito, para não chegar ao trabalho precisando de banho, suar só era permitido na volta). Em dias de bom humor, aproveitava o movimento, espiava uma pechincha.
À noite, não tinha escolha: precisava seguir por um bom tempo o caminho mais insosso, o da avenida, pois ao menos era movimentado e eu me sentia mais segura. "É uma coisa que todos já sabem: uma rua movimentada consegue garantir a segurança; uma rua deserta não", escreveu a urbanista norte-americana Jane Jacobs em seu clássico Morte e Vida de Grandes Cidades. Jane defende que a segurança nas ruas é mais eficaz, mais informal e envolve menos traços de hostilidade e desconfiança exatamente quando as pessoas as utilizam, as usufruem espontaneamente e estão menos conscientes de que estão policiando. "Devem existir olhos para a rua, os olhos daqueles que podemos chamar de proprietários naturais da rua", afirma.
Isso ajuda a entender por que a melhor parte de minha volta para casa era quando a avenida apontava a entrada para o bairro, o Itaim Bibi (zona sul de São Paulo), cheio de bares e botecos abertos, pessoas conversando na calçada, saindo das farmácias, chegando do trabalho ou indo jantar (quantas vezes não resisti e acabei por sentar em um bar para "repor as calorias perdidas"). Explica também por que achei um dos caminhos de volta para casa tão hostil quando me propus ao longo do último mês a experimentar de novo a caminhada como meio de transporte - o que comecei a fazer menos desde que me mudei de endereço e passei a usar mais bicicleta.
MÚLTIPLAS CIDADES
A região em que vivo hoje, uma divisa de bairros, próximo à Vila Madalena (zona oeste da cidade), é bem mais residencial. No caminho casa-trabalho mais curto, infelizmente, o máximo de olhos vigilantes que encontro são pessoas passeando com seus cachorros noite afora - que me provocam alívio e cumplicidade. Esse caminho (que leva pouco mais de meia hora para ser percorrido, mesmo tempo que de ônibus) é mais escuro e morto à noite e tem um problemão: a rua por que faço grande parte do trajeto só tem um naco de calçada, que nem de longe obedece aos 2,5 metros mínimos de largura previstos pela legislação. Além de avarenta, é esburacada e suja.
"A manutenção da calçada é responsabilidade do proprietário do imóvel em frente a ela", afirma Daros. "O problema é que não há fiscalização", diz. Não à toa quase 100 mil pessoas se acidentam nas calçadas da Pauliceia todo ano. "Mas não culpo a prefeitura. Em São Paulo, há cerca de 30 mil quilômetros de calçada, quase sete vezes a distância do Oiapoque ao Chuí. Quantos fiscais seriam necessários para ficar indo e voltando ‘do Oiapoque ao Chuí’ procurando buraco?", diz Daros, que sugere que a própria população se mobilize, pois quando há denúncias na prefeitura, aí sim, ela deve atender.
Mas, como dizem os estudiosos das urbes, o trunfo das metrópoles é dar a oportunidade de encontrarmos a cidade que quisermos. As ruas das redondezas da minha atual casa são curvas e vão dar em lugares bem distintos. Assim, por apenas 10 minutos a mais de andança sou premiada com um trajeto cheio de árvores, passarinhos, casinhas que parecem de interior. E deparo, no cume (ah, como há morros nessa nova região!), com uma praça poética até no nome: Pôr do Sol.
Na volta, à noite, prefiro encontrar outra metrópole. Por um terceiro caminho, esse bem mais longo, passo por bares, docerias, padarias. Percebo que posso revezar os trajetos ao gosto do ânimo e da conveniência. Quando acerto na metrópole com que quero deparar, um senso de pertencimento à cidade me toma de assalto. Apesar de forasteira das Gerais, sinto-me parte de São Paulo quando cruzo suas ruas por mim mesma, o que me lembra um texto escrito pelo psicanalista Jorge Forbes, que diz: "A felicidade vai a pé, no máximo de bicicleta". Abro um sorriso.
TRANSPORTE X ESPORTE
Se você acha que só caminhar no parque ou na esteira é que é exercício físico, surpreenda-se. O fisiologista e coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Unifesp, Turíbio Barros, nos ajudou a desfazer mitos e comprovar verdades - e ainda deu dicas. Confira:
PERDA DE PESO
As pausas para esperar o semáforo abrir ou a parada na farmácia não diminuem o efeito da caminhada no controle de peso. "O gasto calórico é correspondente à quantidade de energia necessária para deslocar seu corpo de um ponto a outro, ou seja, só depende da distância percorrida", diz Turíbio. A queima de gordura é proporcional ao gasto de calorias.
MELHORA DA RESISTÊNCIA FÍSICA
Aí sim a caminhada ininterrupta e em ritmo acelerado ganha, pois o que conta nos benefícios cardiovasculares é a aceleração do batimento cardíaco - e sua manutenção em níveis mais elevados. Subidas no trajeto podem ajudar. "Nesses casos, desloca-se o corpo não só por distância mas também por altura, o que aumenta o esforço", diz Turíbio. Por conclusão, as descidas são moleza.
POLUIÇÃO
De fato, se você estiver respirando em um ritmo mais acelerado em um local onde há grande movimento de veículos motorizados, você inala uma quantidade maior de poluentes. Mas... "Sem dúvida, o prejuízo do sedentarismo é muitas vezes superior ao eventual prejuízo de respirar poluição no local onde você tenha que fazer exercício", diz Turíbio. Prefira o período da manhã, quando o ar está mais limpo.
PREPARATIVOS
Para a caminhada como transporte, nada mais que o bom senso. Não saia em jejum e tome uma aguinha antes. "É perfeitamente possível usar a roupa comum de trabalho", diz Turíbio. Já nos pés, prefira um tênis.
[img01] PARA SABER MAIS
Morte e Vida de Grandes Cidades, Jane Jacobs, Martins Fontes
























