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O legado do Imazon
A maior contribuição do Instituto, fundado por Beto Veríssimo e outros pesquisadores, são os estudos detalhados da dinâmica da interação entre homem e ambiente
Manoella Oliveira - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável 18/06/2009
Na década de 1980, a destruição da Amazônia começou a chamar a atenção da mídia internacional e nativa e pedia medidas urgentes. O primeiro passo para a solução, no entanto, seria concretizar uma boa base dados para fortalecer o debate, além de pessoas capacitadas para lidar com o problema de maneira multidisciplinar.
A escassez de informações e de profissionais capacitados para encaminhar demandas para as partes interessadas e tomadores de decisão foi uma das grandes preocupações do ecólogo norte-americano Christopher Uhl, à época pesquisador visitante da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - , que, junto com Adalberto Veríssimo, David McGrath e Paulo Barreto fundaram o Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente.
Idealizado em 1988, o instituto nasceu em julho de 1990, direcionado ao trabalho empírico, após muitos debates com lideranças políticas, sociais e intelectuais que já atuavam na área e revisão de experiências de organizações semelhantes, para formular valores e a missão do Instituto. Hoje, o Imazon é uma Oscip - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - sediada em Belém (PA), que realiza trabalhos voltados para o desenvolvimento sustentável na região, como a elaboração de políticas públicas e a formação de pesquisadores com experiência de campo e voltados à solução de problemas ambientais.
Uma das maiores contribuições do Instituto são os estudos que mostram, detalhadamente, a dinâmica da interação entre homem e ambiente. As pesquisas são interdisciplinares e permeiam vários temas que impactam a sustentabilidade local, com abordagem empírica - coleta de dados sobre uso e conservação dos recursos - e a proposta de buscar novos caminhos.
Até agora, foram publicados 315 trabalhos científicos e técnicos, dos quais 144 artigos científicos foram veiculados em revistas científicas internacionais ou como capítulos de livros. Além disso, foram publicados 88 relatórios técnicos, 40 livros,12 livretos, 20 números da Série Amazônia e 11 números da série O Estado da Amazônia. A maioria desses trabalhos está disponível para download, no próprio site.
O Imazon assinou um Termo de Cooperação técnica com o Ministério Público do Pará para o monitoramento do desmatamento ilegal em unidades de conservação e terras indígenas. Em 2007, foram enviadas 47 representações de casos de desmatamentos ilegais em Áreas Protegidas no Pará, totalizando 9 mil hectares de florestas desmatadas. Parte destas representações já está em fase de responsabilização. A iniciativa foi expandida para os Estados do Amapá e de Roraima.
Atualmente, Veríssimo e Barreto são pesquisadores sêniors do Imazon. Uhl retornou aos Estados Unidos e é professor da Universidade Estadual da Pensilvânia enquanto MacGrath é professor da Universidade Federal do Pará e pesquisador associado do Ipam – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - , ambos membros efetivos da Assembléia Geral do Instituto.
Adalberto Veríssimo é engenheiro Agrônomo e mestre em Ecologia pela Universidade da Estadual da Pensilvânia (EUA), foi diretor Executivo do Imazon gestão 1990-1993, supervisiona atividades de pesquisa e atua também na elaboração de propostas de pesquisa, orientação acadêmica, representação institucional, redação e edição de artigos científicos.
Além disso, Adalberto é líder Avina em dois projetos: "Apoio ao Manejo Florestal na Amazônia" e "Cidades Sustentáveis da Amazônia", desde 2002, e participou de mais de 120 publicações sobre a Amazônia como autor e coautor.
CARRO-CHEFE
Um dos estudos mais importantes é o Transparência Florestal, criado, inicialmente, para monitorar as florestas do Pará, por meio de tecnologia de geoprocessamento e, hoje, acompanha toda a Amazônia Legal mês a mês – salvo quando tem imprevistos -, exceto o Maranhão. O projeto se tornou possível a partir do desenvolvimento do SAD - Sistema de Alerta de Desmatamento - como ferramenta que gera mapas de desmatamento e estatísticas com freqüência mensal usando imagens do satélite. O sistema tem contribuído para orientar as ações de fiscalização e os resultados podem ser acessados pelo site.
Desde maio deste ano, o programa ultrapassou os limites nacionais com o apoio da rede ARA, que reúne 60 ONGs de cinco países amazônicos, da qual o Imazon faz parte. O Instituto está implementando a capacitação de profissionais para que cada país faça seus próprios mapas e o monitoramento de suas florestas, já que o sistema do Brasil é o melhor dentre todos os que tem parte da floresta em seus territórios. A coordenação é de Carlos Souza Jr, chefe de assessoramento remoto do Imazon, e de Adalberto Verissimo.
Outro programa importante é o State of Amazon: trata-se de um retrato socioambiental da região amazônica. Isso já foi feito na parte brasileira. Agora, o Imazon também está “exportando” essa idéia, fazendo adaptações do programa para os demais países da floresta.
Na década de 1980, a destruição da Amazônia começou a chamar a atenção da mídia internacional e nativa e pedia medidas urgentes. O primeiro passo para a solução, no entanto, seria concretizar uma boa base dados para fortalecer o debate, além de pessoas capacitadas para lidar com o problema de maneira multidisciplinar.
A escassez de informações e de profissionais capacitados para encaminhar demandas para as partes interessadas e tomadores de decisão foi uma das grandes preocupações do ecólogo norte-americano Christopher Uhl, à época pesquisador visitante da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - , que, junto com Adalberto Veríssimo, David McGrath e Paulo Barreto fundaram o Imazon - Instituto do Homem e do Meio Ambiente.
Idealizado em 1988, o instituto nasceu em julho de 1990, direcionado ao trabalho empírico, após muitos debates com lideranças políticas, sociais e intelectuais que já atuavam na área e revisão de experiências de organizações semelhantes, para formular valores e a missão do Instituto. Hoje, o Imazon é uma Oscip - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - sediada em Belém (PA), que realiza trabalhos voltados para o desenvolvimento sustentável na região, como a elaboração de políticas públicas e a formação de pesquisadores com experiência de campo e voltados à solução de problemas ambientais.
Uma das maiores contribuições do Instituto são os estudos que mostram, detalhadamente, a dinâmica da interação entre homem e ambiente. As pesquisas são interdisciplinares e permeiam vários temas que impactam a sustentabilidade local, com abordagem empírica - coleta de dados sobre uso e conservação dos recursos - e a proposta de buscar novos caminhos.
Até agora, foram publicados 315 trabalhos científicos e técnicos, dos quais 144 artigos científicos foram veiculados em revistas científicas internacionais ou como capítulos de livros. Além disso, foram publicados 88 relatórios técnicos, 40 livros,12 livretos, 20 números da Série Amazônia e 11 números da série O Estado da Amazônia. A maioria desses trabalhos está disponível para download, no próprio site.
O Imazon assinou um Termo de Cooperação técnica com o Ministério Público do Pará para o monitoramento do desmatamento ilegal em unidades de conservação e terras indígenas. Em 2007, foram enviadas 47 representações de casos de desmatamentos ilegais em Áreas Protegidas no Pará, totalizando 9 mil hectares de florestas desmatadas. Parte destas representações já está em fase de responsabilização. A iniciativa foi expandida para os Estados do Amapá e de Roraima.
Atualmente, Veríssimo e Barreto são pesquisadores sêniors do Imazon. Uhl retornou aos Estados Unidos e é professor da Universidade Estadual da Pensilvânia enquanto MacGrath é professor da Universidade Federal do Pará e pesquisador associado do Ipam – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - , ambos membros efetivos da Assembléia Geral do Instituto.
Adalberto Veríssimo é engenheiro Agrônomo e mestre em Ecologia pela Universidade da Estadual da Pensilvânia (EUA), foi diretor Executivo do Imazon gestão 1990-1993, supervisiona atividades de pesquisa e atua também na elaboração de propostas de pesquisa, orientação acadêmica, representação institucional, redação e edição de artigos científicos.
Além disso, Adalberto é líder Avina em dois projetos: "Apoio ao Manejo Florestal na Amazônia" e "Cidades Sustentáveis da Amazônia", desde 2002, e participou de mais de 120 publicações sobre a Amazônia como autor e coautor.
CARRO-CHEFE
Um dos estudos mais importantes é o Transparência Florestal, criado, inicialmente, para monitorar as florestas do Pará, por meio de tecnologia de geoprocessamento e, hoje, acompanha toda a Amazônia Legal mês a mês – salvo quando tem imprevistos -, exceto o Maranhão. O projeto se tornou possível a partir do desenvolvimento do SAD - Sistema de Alerta de Desmatamento - como ferramenta que gera mapas de desmatamento e estatísticas com freqüência mensal usando imagens do satélite. O sistema tem contribuído para orientar as ações de fiscalização e os resultados podem ser acessados pelo site.
Desde maio deste ano, o programa ultrapassou os limites nacionais com o apoio da rede ARA, que reúne 60 ONGs de cinco países amazônicos, da qual o Imazon faz parte. O Instituto está implementando a capacitação de profissionais para que cada país faça seus próprios mapas e o monitoramento de suas florestas, já que o sistema do Brasil é o melhor dentre todos os que tem parte da floresta em seus territórios. A coordenação é de Carlos Souza Jr, chefe de assessoramento remoto do Imazon, e de Adalberto Verissimo.
Outro programa importante é o State of Amazon: trata-se de um retrato socioambiental da região amazônica. Isso já foi feito na parte brasileira. Agora, o Imazon também está “exportando” essa idéia, fazendo adaptações do programa para os demais países da floresta.