Crediário ambiental
Estão vendendo a Amazônia
O governador do Amazonas sanciona leis para estimular a venda de créditos de carbono adquiridos por áreas de conservação ambiental
Editado por Marcelo Onaga
Revista Exame - 20/06/2007
O governo do Amazonas quer aproveitar a febre em torno do aquecimento global para encher os cofres do estado - e a primeira ação nessa linha já está definida. O governador Eduardo Braga acaba de lançar um fundo que comercializará créditos de carbono de 33 áreas mantidas pelo estado como reservas de conservação ambiental.
A idéia é oferecer cotas dessas áreas às empresas que queiram compensar o excesso de emissão de gases tóxicos com o patrocínio dessas florestas. A área, de 17 milhões de hectares quadrados, equivale ao tamanho do estado do Acre, e o potencial de arrecadação do projeto é de cerca de 50 milhões de dólares por ano (considerando um preço médio de 3 dólares por tonelada de dióxido de carbono). Aviso aos paranóicos de plantão: essas companhias não terão posse da terra.
O governo do Amazonas quer aproveitar a febre em torno do aquecimento global para encher os cofres do estado - e a primeira ação nessa linha já está definida. O governador Eduardo Braga acaba de lançar um fundo que comercializará créditos de carbono de 33 áreas mantidas pelo estado como reservas de conservação ambiental.
A idéia é oferecer cotas dessas áreas às empresas que queiram compensar o excesso de emissão de gases tóxicos com o patrocínio dessas florestas. A área, de 17 milhões de hectares quadrados, equivale ao tamanho do estado do Acre, e o potencial de arrecadação do projeto é de cerca de 50 milhões de dólares por ano (considerando um preço médio de 3 dólares por tonelada de dióxido de carbono). Aviso aos paranóicos de plantão: essas companhias não terão posse da terra.