De acordo com o Banco Mundial, o preço dos alimentos quase duplicou nos últimos três anos. A crise alimentícia gerou protestos no Egito e Haiti e restrições às exportações de alguns países, como o Brasil, Vietnã, Índia e do próprio Egito.
"Esse aumento dos preços tem uma cruel dimensão humana e afetará gravemente cerca de um bilhão de pessoas na Ásia e no Pacífico. Seu poder aquisitivo foi afetado e estas pessoas correm um risco maior de caírem na fome e na desnutrição", acredita o presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, Haruhiko Kuroda.
A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, joga a culpa da alta nos biocombustíveis, já que eles ocupam terras que poderiam ser destinadas ao plantio de alimentos. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, afirma que isso é uma "distorção absurda".
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