Blog da Redação
09/09/2009 às 18:30
Setor de saúde não trata o lixo corretamente


Dar uma destinação correta para os resíduos sólidos, assim como manuseá-los e armazená-los de forma certa, é essencial para a nossa saúde, mas, ironicamente, é justamente no setor dos cuidados médicos que são cometidos grandes erros no tratamento do lixo.

O dado é da 6ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgada recentemente pela Abrelpe – Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. A pesquisa, referente a 2008, mostrou que 45% dos RSS – Resíduos dos Serviços de Saúde coletados em todo o Brasil têm destinação incorreta e acabam em lixões que não têm nenhum controle sanitário.

Pior do que isso, o estudo apontou que os RSS estão sendo manuseados e separados de forma indevida. Segundo membros da Abrelpe, a culpa é das Resoluções 306 e 358, da Anvisa e do Conama, respectivamente, que dispensam hospitais e outros estabelecimentos do setor de saúde da responsabilidade de tratar todos os resíduos infectantes que produzem.

Com isso, bolsas de sangue e objetos cortantes, por exemplo – que são grandes transmissores de doenças –, estão sendo misturados com outros resíduos não-infectantes do setor de saúde e, todos, são destinados de forma incorreta à lixões despreparados.

Mudar isso é simples: ainda segundo a pesquisa, para separar e destinar os RSS de forma correta e, assim, reduzir significativamente os riscos de contaminação da população, os hospitais e serviços de saúde não gastariam mais do que 0,5% do seu faturamento anual.

Mas, enquanto a Lei brasileira não obrigar, será que alguém estará disposto a mudar?

Foto de Joel Rocha

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*Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2008   
*Abrelpe – Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais






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