
Pressionada por organizações ambientais, como o Greenpeace, e também por cientistas, a Iccat – Comissão Internacional para Conservação dos Atuns se reúne a partir de hoje, 6 de novembro, na cidade de Porto de Galinhas, em Pernambuco, para discutir o futuro do atum-azul.
A pesca predatória dessa espécie de peixe – que tem uma das carnes mais apreciadas do mundo e é usada, principalmente, na culinária japonesa, para fazer sushis e sashimis – resultou na diminuição da quantidade de atuns-azuis nos oceanos. Na costa brasileira, por exemplo, a espécie já é considerada extinta.
Para evitar o desaparecimento total do peixe, as ONGs e cientistas estão pressionando a Iccat para que a entidade proíba a pesca do atum-azul em todo o Atlântico – onde, seguindo a tendência da costa brasileira, os estoques da espécie já estão entrando em colapso.
Além disso, para preservar a espécie, os ambientalistas querem, também, que a Iccat pressione os governos dos países que banham o Oceano Atlântico, para que eles criem áreas marinhas protegidas e, assim, possam acelerar a recuperação dos estoques do peixe.
A reunião da Iccat no Brasil acontecerá até o dia 15 de novembro. Se o que for decidido lá não atender às recomendações dos ambientalistas, o Greenpeace afirmou que recorrerá a Cites – Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Perigo de Extinção, para que a pesca do atum-azul seja totalmente proibida nas águas do Atlântico.
Para conhecer outras espécies de peixes e, também, frutos do mar que estão correndo risco de extinção e devem, portanto, ser evitadas na hora das compras, leia Pescados em alerta.
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Foto via Greenpeace
*Iccat
*Cites