Na última quarta-feira, durante o Diálogo Interreligioso pelo Clima, quatorze lideranças religiosas se reuniram para debater meios de contribuir para a conscientização da sociedade em relação às mudanças climáticas (saiba mais em Diálogo Interreligioso pelo Clima). Na ocasião, uma carta foi escrita para o presidente Lula, pedindo que ele vá para Copenhague e assuma a liderança brasileira no combate ao aquecimento global.
O documento ainda nem chegou às mãos do presidente e uma nova carta já foi redigida, por outras pessoas, exigindo ainda mais de Lula na COP-15. Dessa vez, os remetentes foram as empresas, trabalhadores e ONGs que atuam na Amazônia e participaram do Fórum Amazônia Sustentável, que aconteceu nesta quinta-feira, 29 de outubro.
Na carta, nada de exigir a presença do presidente do Brasil em Copenhague. Para os participantes do Fórum, isso nem está mais em discussão. O que eles desejam é muito mais: querem que Lula assuma seu papel de líder mundial e convoque os governos de todo o mundo a firmarem um acordo climático global ambicioso e com força de lei, que vá muito além de uma carta de boas intenções.
A iniciativa tem fundamento. Diante das recentes declarações dos líderes mundiais, que ressaltam que os governos devem se posicionar de forma voluntária sobre as questões climáticas, os membros do Fórum temem que o encontro de Copenhague seja frustrado. Sendo assim, o documento redigido para Lula, faltando quase um mês para a COP-15, é uma “última cartada”, que aposta todas as fichas no presidente do Brasil para que o encontro, nas palavras dos próprios participantes do Fórum, não seja “um fracasso”.
Será que é exigir demais do nosso presidente?
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