Na última segunda-feira, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o secretário de Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, e o vereador Gilberto Natalini (PSDB) estiveram na Editora Abril durante o 1º Encontro Aberto da Agenda Ambiental da casa para falar sobre a Lei Municipal de Mudanças Climáticas, aprovada no dia 5 de junho.
A cidade, que tem um enorme passivo ambiental, parece se movimentar na direção certa no combate ao aquecimento global e promete reduzir suas emissões em 30% até o ano de 2012.
Por enquanto, de acordo com Eduardo Jorge, os maiores esforços têm sido feitos em relação ao lixo. São Paulo aproveita o potencial energético de seus dois aterros sanitários, capturando o metano gerado ali. Além de evitar seu lançamento na atmosfera, aumentando o efeito estufa, o gás é transformado em energia que vai para a rede elétrica e beneficia 600 mil paulistanos. A medida também rendeu à Prefeitura, nos últimos três anos, cerca de R$70 milhões provenientes do leilão de créditos de carbono na bolsa de valores.
A partir da Lei de Mudanças Climáticas, espera-se também que o volume de lixo na cidade – atualmente são 15 mil toneladas por dia – diminua. A intenção do governo municipal é aumentar a coleta seletiva, passando dos atuais 33 ecopontos para 96 – deve haver ao menos um ecoponto para cada distrito. Desde 2005, a coleta seletiva paulistana passou de 0,7% para 7%. Apesar do crescimento expressivo, o valor absoluto ainda é muito pequeno.
O secretário ainda lembrou a importância das campanhas educativas para que o material separado em casa tenha maior valor econômico e facilite o trabalho das cooperativas que realizam a triagem dos resíduos.
A lei municipal 13316, aprovada em 2002 e regulamentada em 2008, também pode ajudar nesse sentido, pois responsabiliza empresas de bebidas, óleos combustíveis, lubrificantes, cosméticos, produtos de higiene e limpeza pelas embalagens que fabricam, após o consumo. Em 2009, a cobrança da Prefeitura é para que elas reusem ou reciclem 50% das embalagens. Esse número deve subir para 75% no ano que vem e para 95% em 2011.
Vamos ficar de olho!