Na última sexta-feira, durante o 6º Fórum de Governadores da Amazônia, em Macapá, os governadores dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso se reuniram para dar continuidade às discussões que devem definir a posição brasileira na 15ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhague.
Foi apresentado, ali, o relatório da força-tarefa sobre REDD – Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação Florestal – e Mudanças Climáticas, realizada pelo Governo Federal e os estados da Amazônia. De acordo com a proposta, os recursos provenientes do REDD deveriam ser distribuídos entre os estados da Amazônia, independentemente do grau de desmatamento em cada região. Assim, o dinheiro serviria tanto para combater a desflorestamento, quanto para preservar as florestas em pé.
Ongs, associações e proprietários também seriam beneficiados ao fazer reflorestamento, conservação e prestação de serviços ambientais.
A meta discutida ali foi a mesma apresentada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no início da semana passada ao Itamaraty: reduzir o crescimento de emissões brasileiras de modo que cheguemos ao ano de 2020 emitindo a mesma quantidade de 2005, ou seja, 2,1 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, garantindo que o desmatamento na Amazônia caia em 80% nos próximos onze anos.
Minc ainda pediu aos parlamentares presentes que três projetos em tramitação no Congresso Nacional sejam aprovados antes de Copenhague para que façam parte da proposta brasileira na COP-15. São eles:
- pagamento por serviços ambientais;
- criação de um Fundo de Mudanças Climáticas que receba recursos da ordem de R$1 bilhão por ano, provenientes da exploração do petróleo e de
- um FPE Verde – Fundo Verde de Participação dos Estados, que receberia dinheiro do Governo Federal e o repassaria aos estados que mais preservam o meio ambiente.