Receoso de que o acordo climático global, previsto para ser assinado durante a 15ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhague, no final do ano, não saia, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown afirmou em artigo na revista Newsweek que, se for preciso, vai pessoalmente até a capital dinamarquesa em dezembro.
Brown ainda sugeriu que outros líderes e chefes de estado tomem a mesma atitude para garantir que as negociações sejam eficientes no combate ao aquecimento global.
O primeiro-ministro vê a COP-15 como uma grande oportunidade e faz uma relação direta entre a conferência e a recuperação econômica dos países por meio do desenvolvimento sustentável com baixas emissões de carbono, e diz que os países que começarem a modificar seus modelos primeiro terão mais benefícios.
Enquanto os países ricos e os emergentes, como o Brasil, precisariam investir 33 trilhões de dólares em 2030 para produzir energia com baixo carbono, em 2015 o setor ambiental poderia ser sustentado com 7 trilhões e geraria dezenas de milhões de empregos.
Brown considera que o grande ganho da economia verde é a onda de inovação. Para ele, o consumo de matrizes energéticas mais eficientes vai trazer mais produtividade e os gastos com combustíveis fósseis poderão ser transformados em outros investimentos.
Se perdermos essa oportunidade de frear o aquecimento global, não teremos uma segunda chance, é a opinião do primeiro-ministro.
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*Leia o artigo de Gordon Brown em inglês.