
A Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos, em parceria com a Abief – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis e o INP – Instituto Nacional do Plástico, lança hoje uma campanha que destaca os benefícios do plástico, especialmente das polêmicas sacolinhas.
Segundo o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, a campanha se baseia nos 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. No entanto, o filme publicitário feito para a TV não menciona a redução do consumo de sacolinhas plásticas, pelo contrário, atribui um valor emocional a seu uso e, no máximo, lembra o consumidor de que não podem ser jogadas na natureza. Para saber o que fazer com elas, o telespectador é convidado, ao final, a se informar melhor no www.sacolinhasplasticas.com.br. Quem não tem acesso à internet ou não se dispuser a entrar no site, fica com a informação deturpada.
Uma iniciativa da cadeia do plástico para a redução das sacolinhas foi reforçar o material daquelas usadas em algumas redes de supermercado, que agora apresentam um selo específico (veja na foto acima) e indicam o peso máximo que aguentam carregar. As novas sacolas atendem à norma ABNT 14.937 e são resultado do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas do setor, em parceria com a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados.
De acordo com o presidente da Plastivida, os consumidores serão orientados nos caixas dos supermercados, por pessoas treinadas, a não usarem as sacolas em duplicidade e a encherem-nas completamente, em vez de deixarem pela metade, como 61% da população costuma fazer, segundo o IBOPE.
Uma pesquisa realizada pelo Pão de Açúcar registrou queda de 35% no uso de sacolas na rede depois da implementação do programa, mas não dá para saber se a redução se deve ao fato de as sacolinhas estarem mais resistentes ou às campanhas massivas que incentivam os consumidores a preferirem as ecobags.
Quando o assunto é reutilização, enquanto o site incentiva o consumidor a usar a criatividade, a campanha na TV lembra que as sacolas plásticas podem ser utilizadas para envolver os calçados das crianças enquanto brincam em uma poça d’água, coletar cocô de cachorro ou se proteger de uma chuva inesperada. No entanto, de acordo com uma pesquisa do IBOPE, 100% das pessoas usam a sacolinha como saco de lixo, ou seja, elas acabam indo parar nos aterros sanitários e lixões e demoram mais de 400 anos para se decompor!
A cadeia do plástico diz que o vilão do meio ambiente não é a sacolinha em si, mas seu descarte incorreto, que pode ser resolvido com a educação da população e o aumento da coleta seletiva, realizada, até então, em apenas 7% dos 5.574 municípios brasileiros.
Francisco de Assis Esmeraldo comentou que a indústria de reciclagem no Brasil importa plástico da Inglaterra por falta de matéria-prima brasileira e tem 33% de sua capacidade ociosa, que poderia ser minimizada com o descarte correto das sacolinhas. Outra ideia do setor do plástico é utilizar o material descartado para a geração de energia, já que ele possui o mesmo poder calorífico do óleo diesel.
Pelo visto, as sacolinhas não estão tão com os dias contados assim...
Por aqui, a gente continua recusando!
Leia:
Quantas sacolas descartáveis você recusa por dia?