Terminou hoje, em Barcelona, a última reunião oficial antes da 15ª Conferência das Partes, da ONU, que acontece entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague. No briefing que fez à imprensa, o secrétário executivo da Convevção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, afirmou que os governos têm condições de selar um acordo climático forte em Copenhague, no próximo mês e que envolva:
- o comprometimento ambicioso das nações industrializadas em cortar suas emissões de carbono até 2020 e
- dos países em desenvolvimento para limitar seu crescimento de emissões e ainda
- a criação de um fundo financeiro a curto e a longo prazo com recursos dos países ricos e
- de uma estrutura equitativa para gerenciar e distribuir o dinheiro.
“Nada mudou minha confiança nisso”, enfatizou o secretário. De Boer ainda disse que espera, particularmente, dos Estados Unidos uma meta numérica clara de redução de emissões e afirmou ainda que os representantes norteamericanos dão sinais claros de que isso pode ser feito.
O secretário também deseja que os países ricos definam quanto em termos de recursos financeiros vão destinar aos fundos de curto e longo prazo e que haja ações rápidas também no mundo em desenvolvimento. Os mecanismos de transferência de tecnologias também começaram a ser estruturados em Barcelona
Em relação ao REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, as discussões caminham para que o mecanismo seja implementado em diferentes fases e os países ainda discutem as opções financeiras referentes a esse instrumento.
Yvo de Boer alertou que a COP-15 deve ser concluída com um acordo que coloque todas as partes do Mapa do Caminho de Bali em operação.
Sobre a polêmica em relação à continuidade do Protocolo de Kyoto, que ficou evidente no encontro de Bangkok, o secretário disse que, por enquanto, este é o único documento legal que temos em termos de compromissos internacionais em relação ao clima redução de gases de efeito estufa e, portanto, não podemos abrir mão deles.
De Boer concluiu dizendo que, depois de Copenhague, “talking action” (discurso para a ação) deve ser transformado em “taking action” (agir, de fato).