
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, recebeu na tarde de ontem a Condecoração de Honra da Ordem das Indústrias de São Paulo, por sua preocupação e ativismo em prol do meio ambiente.
Al Gore esteve na capital paulista para participar de fórum sobre mudanças climáticas na FIESP. Durante o evento, o ganhador do Nobel da Paz de 2007 demonstrou otimismo sobre a possibilidade de que um acordo seja fechado em Copenhague, em dezembro. Segundo ele, as negociações estão lentas, pois os líderes mundiais ainda não compreendem como os mecanismos funcionarão.
Sobre o Brasil, Al Gore disse que o papel do país no problema do desmatamento é crítico, “O resto do mundo entende que essa responsabilidade é totalmente do Brasil. Desmatar a floresta por madeira é como vender um microchip pela sua sílica. O nível de informação que se perde com esse manejo é gigantesco”, completa.
O ex-vice-presidente afirma também que está impressionado com as iniciativas de Lula, embora ainda veja nuances sobre o debate brasileiro no que diz respeito a aprovação de leis ambientais.
Questionado pelo presidente da FIESP, Paulo Skaf, sobre a meta de curto prazo apresentada na lei americana de mudança do clima e energia limpa, Gore admitiu que gostaria de ver reduções mais expressivas – acima dos 5% apresentados -, porém diz que dificilmente seria aprovada pelo Senado.
Ele acredita que a aprovação da lei deve estimular os Estados Unidos a se comprometer, de forma mais intensa, com as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. É esperar para ver.