Boicote à abertura das Olimpíadas

É isso o que a
RSF - Repórteres sem Fronteiras* propõe aos países, governantes e famílias reais, para o dia 8 de agosto, em Pequim. Indignados com a constante violação dos direitos humanos na China e a censura ferrenha aos meios de comunicação, os integrantes do movimento alegam que o país não cumpriu nenhuma das promessas de melhoria das condições humanas feitas em 2001 – quando foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2008. Segundo a organização, o príncipe Charles já declarou que não vai comparecer à abertura dos jogos.
“Não queremos privar os atletas e nem o público do maior evento esportivo”, defende a RSF. Mas, para eles, não dá para não se manifestar contra o autoritarismo do governo. Apesar de concordarem que o Comitê Olímpico Internacional não é uma ferramenta política, os Repórteres sem Fronteiras acreditam que o espírito das Olimpíadas é o respeito aos direitos humanos e, por isso, o órgão não pode se manter passivo diante das violações dos direitos básicos de milhares de pessoas – sob pena de parecer cúmplice do governo chinês.
Atualmente, há cerca de 100 jornalistas e produtores de conteúdo para internet presos, na China, por se manifestarem contrários ao regime. Desde o dia 12 de março, os jornalistas estrangeiros estão proibidos de visitar o Tibet e foram expulsos das províncias vizinhas. A imprensa chinesa é submetida a um Departamento de Comunicação e vários sites estão bloqueados para os internautas do país.
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RSF - Repórteres sem Fronteiras