Blog da Redação
15/07/2009 às 17:40
O que fazer com o lixo eletrônico brasileiro?


A pergunta estava prestes a ter uma resposta bem satisfatória, com a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos que está sendo definida pelo Projeto de Lei – PL 203/91, mas tudo não passou do “quase”.

A versão preliminar do relatório previa que vários resíduos sólidos deveriam passar a ser recolhidos depois de serem usados pelo consumidor – entre eles, as lâmpadas fluorescentes e os eletroeletrônicos –, mas uma alteração feita no final de junho no PNRS mudou a redação do relatório e excluiu esses dois produtos da lista de itens que devem ter retorno compulsório às empresas fabricantes. Agora, apenas agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus e óleos lubrificantes serão obrigados a fazer parte do processo de logística reversa das indústrias.

No entanto, a produção de lixo eletrônico no país é crescente e representa um grande problema não só para o meio ambiente, mas também para a saúde da população e dos animais. Segundo estudo do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a maioria desses produtos contém substâncias tóxicas – como mercúrio, chumbo e cádmio –, que ao serem manipuladas de forma errada geram consequências de alto custo sócio-ambiental.

Considerando tudo isso, o movimento Lixo Eletrônico defende a urgência da criação de uma legislação nacional específica para o assunto e, por isso, está fazendo um manifesto on line para pressionar a Câmara dos Deputados a incluir, novamente, os eletroeletrônicos no artigo 33 da PNRS e, assim, colocá-los no processo de logística reversa e reciclagem obrigatório das indústrias.

No site, a equipe do Lixo Eletrônico ainda disponibiliza a lista de e-mail dos deputados envolvidos na questão, para que as pessoas possam escrever cobrando uma atitude dos políticos. Afinal, eles alegam que os eletroeletrônicos foram excluídos do PNRS por pressão da indústria. Mas cadê a pressão da sociedade?

Foto de Raul Junior






Comentários

17/07/2009 às 21:57
Read Aued Guirar - diz:
Até palito de fósforo deveria ser objeto da logística reversa. E qual é a dificuldade de se implantar a logística reversa em todos os níveis? Adesão voluntária do consumidor? Conversa... É só criar lei que obrigue o consumidor à devolução do descarte à origem da compra. Como fazer valer a lei? Ao invés de se investir em aterros sanitários, invista-se em fiscalização. Em pouquíssimo tempo o consumidor se acostumará e o custo da fiscalização cairá dramaticamente. É cultura, civilização, HIGIENE! POLÍTICA LIMPA!!

28/07/2009 às 13:55
Paulo - diz:
Manda pra Inglaterra.



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