A entidade possui um aterro industrial de 27 hectares, ou quase 30 campos de futebol, que recebe, todo mês, cerca de 500m³ de resíduos classe I – isto é, materiais perigosos para o meio ambiente, como pilhas, baterias e outros objetos impregnados com tintas, óleos e solventes – e 300m³ de resíduos classe IIA – ou seja, materiais não inertes, como o lixo doméstico
Todos esses resíduos são enterrados e impermeabilizados com argila, entre outros materiais, que garantem que o lixo que foi depositado no local não irá contaminar o solo e os lençóis freáticos e ainda evitam a formação de percolado – um líquido escuro e com forte odor, que possui alto potencial toxicológico, e se forma a partir de resíduos classe I e IIA.
O aterro da PROAMB é inspirado em um projeto alemão e obedece a rigorosas normas técnicas de segurança, nacionais e internacionais, que garantem que a atividade, realmente, protege o meio ambiente. No entanto, o espaço, uma hora ou outra, irá acabar. No caso da PROAMB, estima-se que a vida útil do aterro será de 25 anos.
Sendo assim, fica a dúvida: será que a melhor forma de lidar com o nosso lixo industrial, realmente, são os aterros ou estamos adiando a criação de uma alternativa mais eficaz para o problema?