Um brinde aos Direitos Humanos

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Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos ante atrocidades sofridas por outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”. A frase é de Vladimir Herzog, jornalista da TV Cultura que ficou eternizado na memória dos brasileiros por conta de um trágico episódio da Ditadura, que acabou com a morte de Vlado – como era chamado pelos amigos –, depois de ser torturado nos porões do DOI-Codi.
O jornalista foi enterrado como suicida, mas, três anos depois, uma sentença proferida pelo juiz federal Márcio José de Moraes – que concluía que Herzog havia sido preso de forma ilegal pelos militares e, ainda, desmentia a morte por suicídio – caracterizou o começo da redemocratização no país e, também, do nascimento do discurso dos Direitos Humanos.
34 anos depois da morte do jornalista, a luta da sociedade pelo direito à Justiça e à Vida continua e, para aumentar o número de informações sobre o assunto e promover um espaço para a reflexão do tema, está sendo lançado, em São Paulo, amanhã, o
Instituto Vladimir Herzog.
Além de montar um acervo com todo o material jornalístico sobre a história de Vlado, o Instituto tem como objetivo debater o papel do jornalista e da sociedade em geral na luta pelos Direitos Humanos e, ainda, promover o “Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos”.
A ideia é refletir sobre o assunto. Então, por que não dar a nossa contribuição? Pensando no respeito ao próximo, quanto você acredita que a nossa sociedade, realmente, evoluiu desde a morte de Herzog até hoje?
Comentários
26/06/2009 às 23:28Read Aued Guirar - diz:Sim e não... As presas evoluíram muito, enquanto, por essa mesma razão, os predadores recrudesceram ao ponto de involuir mais ainda. Felizmente para as presas, os predadores já se encontram comendo-se uns aos outros. Claro, ainda existem predadores que atacam presas, mas estão em extinção. Pelo simples fato de que o Homem não pode ser presa do próprio Homem, e obviamente não pode ser predador.
09/07/2009 às 08:48Paulo Franco - diz:O Wladimir será sempre considerado o mártir daqueles que achavam que a revolução foi uma das maiores farsas do brasil arquitetada pelos militares sedentos do poder. A Homnagem ao Wladimir com a fundaçãode um instituto com o seu nome irá, por certo, despertar naqueles que desconhecem os torturadores da revolução, conhecer a verdade sobre essa sombra negra que se abateu sobre o Brasil,