Caçar focas é sustentável?

Segundo o Consulado do Canadá, sim. A caça às focas, já aberta oficialmente, é regulamentada pelo
Ministério da Pesca e Oceanos* daquele país e é divulgada como uma tentativa de conter a reprodução do animal e garantir a saúde da população já existente.
Apesar da polêmica e do protesto de ambientalistas e cidadãos por todo o mundo, o Canadá rebate as críticas e tenta dar um tom mais “humanitário” ao evento. Nesta temporada, por exemplo, houve mudanças nas determinações da
Regulamentação de Mamíferos Marinhos (Marine Mammal Regulations). As novas regras estabelecem que o caçador não pode retirar a pele da foca ainda viva, mas ter certeza de que ela morreu, aguardar o sangramento e então terminar o serviço.
Outra acusação é a de que a renda gerada pela atividade não causa impacto significativo para os caçadores. O governo canadense afirma o contrário. O hakapik, instrumento feito de madeira, metal e um gancho usado para matar as focas é vista como uma arma inaceitável. Em defesa, os canadenses dizem que os métodos usados em abatedouros comerciais são muito mais cruéis.
O teto de abates deste ano é de 338.200 animais, limite maior do que o determinado no ano passado. Enquanto as farpas são trocadas, os animais continuam a morrer aos montes sob o argumento da sustentabilidade. O que você pensa sobre isso?
*Foto: US Fish Widelife Service*Ministério da Pesca
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