Metrópoles não são as vilãs de emissões
Uma pesquisa divulgada hoje no jornal Environment and Urbanization revela que as emissões de carbono das metrópoles dos países mais ricos do mundo estão abaixo da média nacional. O dado parece estranho, já que costumamos associar as grandes cidades como as maiores responsáveis pelo aquecimento global.
No entanto, o que o autor da pesquisa, David Dodman, do
Instituto Internacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento descobriu, ao analisar os relatórios de emissões de cidades da Ásia, América Latina, América do Norte e Europa, é que os grandes vilões da história não são as metrópoles em si, mas o consumo insustentável e o estilo de vida dos habitantes dos países ricos de uma maneira geral.
E isso também vale para o Brasil. Segundo Dodman, as duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, emitem menos de um terço do que a média nacional de emissão de gases de efeito estuda per capita.
Além disso, de acordo com uma
reportagem publicada hoje, no jornal Folha de S. Paulo, nossas metrópoles estão entre as que emitem menos carbono por habitante das 12 analisadas pelo estudo, especialmente no setor de transporte – o mesmo não vale para o setor de lixo, em que ainda emitimos mais do que Nova York, por exemplo, que aproveita o metano dos aterros sanitários.
Um ponto do estudo que deve ser questionado é o fato de que muitas das mercadorias consumidas nas metrópoles não são produzidas ali. Resta saber como contabilizar a emissão, para as cidades ou países que as produziram ou para quem vai utilizá-las. Na sua opinião, de quem é a conta?
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