
Pelo menos é isso que pensa Muhammad Yunus (foto), ganhador do Nobel da Paz 2006 e criador do Grameen, maior banco de microcrédito do mundo, fundado em Bangladesh. Convencido de que emprestar dinheiro para mulheres resulta em maior impacto social, ele resolveu que sua luta no combate à pobreza deveria ter foco nelas.
Atualmente, 97% dos empréstimos que faz são para clientes do sexo feminino. Yunus acredita – e diz que não é preciso muito esforço para ver - que elas administram melhor, têm visão de futuro e beneficiam a família, com atenção especial aos filhos.
O banqueiro acrescenta que o sofrimento é maior para as mulheres pobres. Quando o provedor da casa é o homem, elas precisam aprender a encaixar da melhor forma possível todas as necessidade da família em um dinheiro curto. Se não conseguirem cumprir a tarefa, são estigmatizadas como esposas ruins e “gastadeiras”.
Nesse processo, elas aprendem muito e se tornam excelentes para gerenciar gastos. Além disso, o status dentro de casa muda quando elas têm recursos para investir. Impressionado por essa dinâmica, Yunus abandonou a lógica dos 50% e da igualdade e decidiu que apesar de homens e mulheres serem igualmente bons pagadores, o melhor mesmo é colocar dinheiro nas mãos das mulheres.
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*Foto Acioli