Circo: qual é a graça para os animais?

Todo mundo sabe que criança – ao menos aquelas que não têm medo de palhaço – gosta de circo e que, debaixo da tenda colorida, o objetivo é a diversão. É esperado, também, que durante o espetáculo algum bicho surja no picadeiro e faça alguma estripulia bonitinha ou audaciosa. Mas o que quase ninguém sabe é como funcionam os bastidores...
Segundo a coordenadora de projetos e ações da ONG
Aila – Aliança Internacional do Animal –, Marta Giraldes, os bichos não recebem os cuidados devidos, o que fez com que pipocassem projetos e leis em todo o país, notadamente a partir dos nãos 2000, que proíbem os circos de usar animais nos shows, a exemplo de várias de cidades de São Paulo, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Sul e do estado do Rio de Janeiro.
O mais aguardado deles é o
projeto de lei federal que, acredita a ativista, deve ser votado, neste ano, a partir de março. O projeto já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Comissão de Educação e Cultura, da Câmara dos Deputados. Segundo Marta, a maioria desses parlamentares também é a favor. A ideia é que todos os animais - mesmo os ditos domésticos, como cães e gatos - não apareçam em números circenses, sob pena de multa.
“Tirar o animal do habitat natural já é uma agressão. Quando eles são usados no circo, são subalimentados, vivem confinados, desenvolvem doenças emocionais e psicossomáticas. Isso é escravidão! E o adestramento é feito com base em muita dor, por espancamento”, afirma Marta.
No exterior, vários países já fizeram o mesmo, como Áustria e Dinamarca, e a tendência é a de que os animais de circo diminuam à proporção que os santuários – locais onde os bichos são criados livres e sem abertura para visitação – crescem.
Como parte da campanha
Circo Legal Não Tem Animal, ativistas da Aila, do
Projeto GAP e do
Animal Defenders estiveram em Brasília promovendo a conscientização dos políticos. Os protecionistas levaram material que comprova os maus-tratos sofridos por animais de circo aos ministério do Meio Ambiente, da Cultura e à Câmara.
“Temos também o apoio do Ministério da Agricultura porque os animais de circo não são vacinados e espalham doenças como febre amarela, aftosa e raiva em cidades do interior. O circo que faz uso de animais é autofágico, vai acabar. O que queremos é que ele acabe rápido e o Brasil tem que dar o exemplo”, diz Marta.
Comentários
28/01/2009 às 00:00rosa ely castroo neves - diz:engracado ! eu sou de uma familia tradicional de circo no brasil chamanda NEVES e trabalho a muitos anos em toda a europa incluindo dinamarca e austria. nunca escutei sobre essas leis vcs podem me contar um pouco dessas leis????pois ate hoje todos os circos que trabalhei tem animais e muito bem tratados!! muito obrigado espero a sua resposta.........rosaneves.....
10/02/2009 às 00:00Manoella - diz:Olá, Rosa. Existem algumas leis e normas estaduais e municipais no país, apesar de ainda não haver uma lei federal que unifique o modo como a questão será tratada no território nacional.Um site que lista essas leis brasileiras é o da Aila http://www.aila.org.br/leis.htmInternacionalmente, existem políticas internacionais de proteção aos animais e de proibição de sua participação em espetáculos circenses, como nesse caso http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk_politics/201483.stm. Espero ter ajudado!
09/03/2009 às 00:00emanuel - diz:emanuel - diz:isso é uma coisa muito ruim como é que pode botar animais em circo se nao tem graça nenhuma
24/08/2009 às 20:17affs - diz:affs - diz:afffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff ffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff fffsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss sssssssssssssssssssssssssssssssss