Blog da Redação
23/11/2009 às 15:53

Há uma semana, um onda maior de desânimo e frustração antecipada em relação às negociações na COP-15 parece ter varrido o mundo, depois de os presidentes dos Estados Unidos e da China, Barack Obama e Hu Jintao, anunciarem, em Cingapura, durante o Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico que sairia de Copenhague um acordo politicamente vinculante, mas não legalmente vinculante. Esse último sairia apenas em uma COP-15,5 ou mesmo na COP-16, no final de 2010, na Cidade do México.

Na prática, isso significa que os países fariam um acordo político, indicando que reduziriam emissões e assumiriam compromissos de ajuda financeira aos países em desenvolvimento, mas o discurso da COP-15 não teria força de lei, o que faz com que muita gente não acredite que ele possa ser realmente cumprido.

Depois da reação negativa no mundo todo em relação à postura dos dois maiores poluidores do planeta, a fala dos presidentes mudou de tom no meio da semana e eles passaram a falar que em Copenhague já serão definidas as metas de redução de emissões e também prometeram ajuda financeira aos países em desenvolvimento. No entanto, ninguém – fora o Brasil e a Noruega – falou em números até agora.

O que dificulta o comprometimento dos países com números reais e um acordo legalmente vinculante é o fato de a Lei de Energia e Mudanças Climáticas não ser aprovada no Senado americano antes da Conferência. Sem isso, os negociadores dos Estados Unidos ficam sem ação, pois não querem correr o risco de repetir o erro cometido em relação ao Protocolo de Kyoto, em 1997. Naquela época, o país chegou a assinar o documento, mas ele não foi ratificado pelo Congresso americano.

Sem a adesão dos Estados Unidos a um possível acordo climático, provavelmente, nenhum outro país vai se comprometer a cortar emissões. E talvez a decisão final só saia mesmo em meados ou até no final de 2010.



16/11/2009 às 11:30
De quantas manifestações você gostaria de ter participado e não pôde porque o movimento aconteceu em outra cidade ou durante seu expediente? O Greenpeace já ouviu essas queixas de diversas pessoas que gostariam de ir, mas não conseguiram por causa desse tipo de problema. Por isso, pensou em uma maneira de representá-las.

Para a próxima ação, a ONG pensou em um novo formato. A ideia é mandar um recado para o presidente Lula, pedindo que ele se comprometa a levar metas ambiciosas para a COP-15, Convenção da ONU que irá definir um novo acordo global pelo clima, e a se dedicar a cumpri-las, com afinco, posteriormente.

O Greenpeace irá fazer uma faixa de cerca de 12 mil metros quadrados e quase uma tonelada e meia para ser afixada em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Quem quiser participar deve entrar no site da campanha e doar R$15, afinal, construir uma mensagem desse tamanho não custa barato e o Greenpeace não aceita recursos financeiros de partidos políticos, empresas ou governos.

Cada doação corresponde à compra de um quadradinho que esconde a mensagem a ser encaminhada ao governo. À medida em que os internautas colaboram, os quadradinhos somem e as frases são desvendadas.

O painel gigante será levado a Brasília no final do ano. A COP-15 será realizada a partir de 7 dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. Temos pouco tempo para cobrar um real compromisso na reunião. Conheça a campanha

Leia também:
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Um minuto para salvar o clima



13/11/2009 às 19:55

Na tarde desta sexta-feira, o governo federal anunciou a meta voluntária que pretende levar para a COP-15: vamos diminuir a curva de crescimento de nossas emissões de carbono entre 36,1% e 38,9% até 2020.

Além da redução do desmatamento da Amazônia em 80%, anunciada anteriormente pelo governo e prevista na Política Nacional de Mudanças Climáticas, o país também deve:

- diminuir o desmatamento no Cerrado em 40%;
- recuperar pastos;
- realizar plantio direto;
- fazer fixação biológica do nitrogênio;
- aumentar a eficiência energética;
- incentivar o uso de biocombustíveis;
- expandir o uso de hidrelétricas;
- investir em fontes alternativas, como a eólica e
- substituir o carvão proveniente de desmatamento pelo de árvores plantadas na siderurgia.

Segundo a ministra Dilma Roussef, o presidente Lula pediu aos ministros que façam um levantamento das fontes de investimento para tais iniciativas – que devem se dividir, basicamente, em governo federal, governos estaduais, fontes internacionais e iniciativa privada – e definam um cronograma para a realização das ações.

O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que recursos do Fundo Amazônia e também 6% dos lucros da produção de petróleo serão investidos nisso.

A ministra-chefe da Casa Civil ainda afirmou que o PIB brasileiro vai crescer entre 4% e 6%.



Blog da Redação

Por:
Mônica Nunes,
Thays Prado,
Mônica Pileggi,
Manoella Oliveira e
Débora Spitzcovsky

A redação do Planeta Sustentável é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente e transversal, tradutível em múltiplas linguagens, necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes e as repórteres Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira comentam as matérias do site, indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades sobre cultura, sociedade, meio ambiente, negócios sustentáveis e outros temas. Já passaram por aqui outros colaboradores, cujos textos "recheiam", com competência, o arquivo deste blog
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