Eletrocicleta!
Define o Código de Trânsito Brasileiro:
bicicleta é o veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas;
motocicleta, por sua vez, é o veículo automotor de duas rodas. O dicionãrio Aurélio é ainda mais preciso e associa motocicleta ao motor a combustão. Agora, entre os dois conceitos, situa-se um novo tipo de veículo, cujas vendas tem crescido rapidamente no mercado europeu: a
“eletrocicleta”. A eletrocicleta é bicicleta e motocicleta ao mesmo tempo. Só quem está sobre ela decide se pedala ou se aciona o motor elétrico; se segue na ciclovia ou compartilha a pista com carros e motos.
Esperava-se que as “e-bikes” fossem adquiridas principalmente por idosos e por pessoas com dificuldade ou mesmo com preguiça de fazer trajetos a pé. Mas os números do comércio mostram que as eletrocicletas são compradas não só por senhores e amantes de bucólicos passeios em regiões montanhosas. Esses veículos caíram no gosto de um público bem maior – aí incluída a parcela de trabalhadores que não curte chegar suada no escritório.
Para esse sucesso, conta muito o salto de qualidade que as eletrobicicletas deram nos últimos anos. O design as tornou bem menos desengonçadas e o sistema de alimentação elétrica ganhou credibilidade. Em condições favoráveis, as novas baterias de lítio dão uma autonomia de até 70 quilômetros. Aí precisam ser novamente recarregadas por duas horas e meia.
Claro, ainda há muito o que melhorar. Em primeiro lugar, o preço. Seria bonito ver essa alternativa de transporte nas cidades ser de fato acessível a todos. Mas isso não vai acontecer com eletrocicletas custando entre 800 e 4.000 euros, como na Alemanha. Aliás, só a bateria custa 500 euros e sua vida útil é cinco anos. Ou seja, trata-se de um custo de manutenção com C maiúsculo. Além disso, a eletrocicleta inteira pode pesar até 40 quilos. Na balança das bicicletas, 40 quilos é peso de um obeso... A boa notícia é há grandes espectativas de que os fabricantes tragam muitas melhorias já nos próximos anos e, quem sabe, já em setembro durante a
Eurobike 2009.
Lendo um pouco sobre as eletrocicletas, bateu em mim uma vontade danada de subir em uma delas. Você já se imaginou numa delas? Será que esta é uma alternativa sustentável ou será que continuaremos aprisionados ao modo de vida determinado pelo automóvel? As 100 mil unidades vendidas em 2008 bem que podem ser apenas o começo da história de um meio que se tornará um ícone do transporte sustentável no século 21.
Falando em bicicleta: acabou na sexta-feira retrasada a
Velo-City 2009, a conferência internacional sobre política cicloviária. Do encontro, saiu a
Carta de Bruxelas (em inglês), ratificada por prefeitos de diversas cidades européias e Portland, nos Estados Unidos. Será que o Kassab daria uma olhadinha e teria vontade de assinar esse documento também?
Comentários
28/05/2009 às 22:12mariianna ' - diz:Eu ainda sou estudande , e vou fazer um trabalho sobre o ambiente , e a rprofessora dando temas , leu uma postagem de sacolas plásticas do "Planeta Sustentável" Eu achei muito importante pois falava de saolas plásticas , e de uma forma de reciclagem muito booa, as pessoas qe eu conheço tooodos já sabem das sacolas e todos agora estão usando , pois devemos prevenir ooo ambiente ! Só qeriia postar isso , para ver o qe vocês tem a falar sobre esse tema dee sacolas , e também outra coisa , as sacolas confundem os animasi , no meu livro mostrava a figura de uma tartaruga qe estava com um saco plástico qe havia confundido com uma água-viva , isso émuito triiiste ! Comente e diga sobre a respeito de sacolas plásticaas ' Brigada , tchau !