Sono!

Dormir é importante pra descansar o corpo e a mente, todos sabemos. E muitos processos metabólicos, que acontecem durante o sono, afetam nosso equilibrio.
Há indícios de que quem dorme pouco está mais propenso a infecções, obesidade, hipertensão e diabetes; além de ter menos vigor físico e envelhecer mais depressa. Fora que dormir é uma delícia...
Pra quem tem bebê o assunto rende. Já na gravidez é complicado dormir 8 horas seguidas depois que o útero vai comprimindo a bexiga. E depois de nascer o nenê a coisa complica ainda mais. Amamentar de três em três horas, ou em
livre-demanda - como no meu caso - não permite o sono contínuo. E se você não dorme ao mesmo tempo que o bebê, é quase certo que ele vai acordar antes e te convidar a fazer o mesmo, sem a opção "soneca".
Até quinze dias atrás praticamos a
cama compartilhada aqui em casa, ou seja, o Lucas dormia bem no meio de nós dois. Quando ele queria mamar, eu tirava o peito e resolvia. Por oito meses a solução foi ótima. Era menos cansativo pra mim que levantar de tempos em tempos. E eu acreito que a criança, depois de tanto tempo dentro da mãe, precisa de um tempo pra se adaptar a ficar sozinha.
Mas começou a pesar. Minhas costas doíam muito por me curvar para amamentar deitada. A sensação era de que ele queria o peito mais vezes e por mais tempo. Se eu não dava era um chororô danado. E eu começava o dia mais cansada do que quando tinha ido deitar. A noite caía e eu já ficava mal por saber o que me esperava. Não estava mesmo bacana.
Procurei o livro de
Elizabeth Pantley e as páginas do grupo
Soluções para Noites sem Choro, onde aprendi um pouco sobre o sono dos pequenos: o ciclo é mais curto que o nosso, por isso acordam mais; e muitas vezes eles não despertam por fome, sede, frio ou fralda suja, mas porque não sabem como voltar a dormir sozinhos. A autora propõe um método para ensinar a criança a dormir. Mas resolvi tentar do meu jeito e tem funcionado.
O "meu jeito" é um remix do que li, do que já ouvi de muitas mães, de conversas com pediatras de diferentes linhas e da minha intuição. No primeiro dia de tentativa coloquei o Lucas no berço, uns 20 minutos depois que adormeceu, quando senti que o sono era profundo. Ele dormiu sozinho por três horas. Levantei, dei o peito e coloquei no berço de novo. Ele despertou e eu tratei de ficar bem perto e cantarolar. Aí é que ele gritou mesmo. Parece que quanto mais me sentia perto mais urrava pra que eu o pegasse. Saí de perto, encostei a porta do quarto dele e fui pra minha cama. Menos de um minuto depois ele já não chorava.
Agora repito toda noite. Se ele acorda num intervalo menor do que duas horas não saio da minha cama e depois de uns gritos e resmungos, que vão diminuindo de volume, ele volta a dormir. Se chora depois de três horas, amamento no quarto dele ou na sala e ele volta pro berço. Sinto que nós dois, e o Sergio, temos dormido melhor, e acordamos mais felizes. A vida de casal também melhorou de forma surpreendente ;) E agora começo a planejar o desmame noturno. Qualquer dica, crítica ou relato é muito bem vindo!
Comentários
02/09/2009 às 09:18Mariana - diz:Olá! Minha filha está agora com 6 meses, e também colocamos ela no seu berço em seu quarto, eu e meu marido lemos o livro "Nana nenê", e aplicamos com ela. Ele explia como ensinar o bebê dormir sozinho. Desde então a Sofia dorme a noite inteira e todos estamos mais felizes e dispostos.Parabéns pelo blog. Beijo.